O Fed manteve a sua taxa referência da economia (Fed Funds Rate) no intervalo de 4,25% a 4,50%, tal qual amplamente aguardado pelo mercado.
Destaques:
- Olhando a frente, Jerome Powell destacou que nenhuma decisão foi tomada ainda em relação a possibilidade de corte de juros em setembro, citando a necessidade de monitorar dados econômicos e o impacto de tarifas na inflação.
- A decisão não foi unânime com 9 votos a favor da manutenção e 2 a favor de um corte. Os dirigentes Michelle Bowman e Christopher Waller apoiaram uma redução devido à inflação controlada e possível enfraquecimento do mercado de trabalho.
Abaixo o gráfico que mostra a evolução da taxa básica referência de juros nos EUA:

Em geral, a decisão não surpreendeu e os comentários do presidente do Fed reforçam a ideia de aguardar para ver o impacto de possíveis mudanças na economia decorrente da aplicação de tarifas. Mais uma vez, Powell ressaltou o balanço de riscos de tomar decisões antecipadas, antes de perceber o impacto de possíveis mudanças econômicas nos preços e no nível de emprego. A postura do presidente do Fed e seus comentários corroboram a ideia de que o Comitê não teria pressa em alterar o curso de sua política monetária atualmente, e deve aguardar potenciais impactos em dados da economia para eventualmente voltar a cortar juros. Powell ressaltou a resiliência da economia americana como o motivo de não ter pressa em reduzir os juros. Após o comunicado e a entrevista, a probabilidade de um corte em setembro caiu de 64% para 46%.
Entendemos que apesar da pressão política e de um cenário relativamente benigno em termos de inflação, os dados corroboram a solidez e resiliência da economia e reforçam a percepção de que o Fed não deve alterar os juros na próxima reunião em setembro, ainda que o cenário base siga sendo a previsão de 2 cortes para o ano.
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