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Entenda as obrigações de uma empresa offshore em British Virgin Islands ou Bahamas

Por Cristina Teixeira, CEO da Astride

01 dez 2025

Ao optar por incorporar uma empresa offshore nas Ilhas Virgens Britânicas (BVI) ou nas Bahamas, existem obrigações regulatórias anuais que devem ser rigorosamente cumpridas para manter a empresa em situação regular. Abaixo, destacamos os principais compromissos:

1. Taxa Governamental Anual

Todas as empresas offshore em BVI e nas Bahamas estão sujeitas ao pagamento de uma taxa anual fixa ao governo, também chamada de Annual Government Fee. Esse valor é obrigatório para manter o status de boa reputação (“good standing”) da empresa junto ao registro local. O não pagamento pode levar à aplicação de multas e, eventualmente, à dissolução da empresa.

2. Relatório Anual / Declaração Financeira

Em BVI, desde a entrada em vigor da BOSS Act, é exigido que a empresa mantenha registros financeiros adequados e envie um Annual Financial Return ao agente registrado, contendo um balanço simplificado e uma demonstração de lucros e perdas.

Nas Bahamas, embora o nível de exigência seja menor, recomenda-se manter documentação financeira organizada, especialmente após as recentes reformas alinhadas com padrões internacionais de transparência.

3. Declaração de Substância Econômica

A legislação de Substância Econômica (Economic Substance) exige que empresas envolvidas em “atividades relevantes” demonstrem presença econômica real em BVI e nas Bahamas, como contratação de pessoal local e estabelecimento físico. Mesmo empresas que não exerçam atividades relevantes devem apresentar uma declaração anual de não aplicabilidade, informando sua situação. O descumprimento pode acarretar sanções severas, incluindo multas.

4. ROBO/ROM – Registro de Beneficiários Finais

Em BVI, as empresas são obrigadas a manter um ROBO (Register of Beneficial Owners) atualizado junto ao agente registrado, em conformidade com a legislação BOSS Act. Embora esse registro não seja público, ele deve estar acessível às autoridades mediante solicitação.

Nas Bahamas, vigora o ROM (Register of Members), que também exige o registro dos beneficiários finais e diretores. A confidencialidade é preservada, mas há crescente cooperação internacional em matéria de transparência fiscal.

Manter uma empresa offshore em BVI ou nas Bahamas exige atenção às obrigações regulatórias, que vêm se tornando mais rigorosas nos últimos anos devido à pressão de organismos internacionais por mais transparência. O cumprimento dessas exigências não apenas evita penalidades, mas também garante a reputação e a funcionalidade da empresa no cenário global.

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O investimento internacional envolve riscos especiais, incluindo flutuações cambiais, diferentes padrões de contabilidade financeira e possível volatilidade política e econômica.

Cristina Teixeira

CEO da Astride

Cristina Teixeira é a CEO da Astride, uma empresa especializada em soluções tributárias e estruturais para investimentos internacionais. Sob sua liderança, a Astride oferece serviços como a abertura de Personal Investment Companies (PIC) e a constituição de trusts, visando proteger o patrimônio e otimizar a sucessão de seus clientes. Com uma visão estratégica e compromisso com a excelência, Cristina tem consolidado a Astride como referência no mercado de consultoria tributária internacional.

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