Por William Castro Alves, Estrategista-chefe da Avenue
11 set 2025
Expectativa Índice cheio: +0,3% m/m e +2,9% a/a;
Realidade: Índice veio em +0,4% m/m e +2,9% a/a.
Expectativa do Núcleo: +0,3% m/m e +3,1% a/a;
Realidade: Núcleo avançou +0,3% m/m e +3,1% a/a.
Em agosto de 2025, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos registrou um aumento de 0,4% em relação a julho, ficando levemente acima das expectativas (que eram de +0,3%), resultando em uma taxa anualizada de 2,9% – em linha com as expectativas, conforme dados do Bureau of Labor Statistics. Já o CPI core (núcleo do dado), que exclui os voláteis preços de alimentos e energia, subiu 0,3% no mês, em linha com o esperado, alcançando uma taxa anual de 3,1%, também em linha com as projeções.

Fonte: Bloomberg, Elaboração Avenue
O número de inflação ao consumidor relativamente em linha com o esperado, ou sem maiores surpresas, corroborou ao cenário que veio sendo construído nas últimas semanas de que teremos mudanças na política monetária pelo Fed – o corte de juros amplamente previsto pelo mercado. Especificamente no dia de hoje, tivemos também mais um dado que mostra deterioração no mercado de tralho e reforça essa tese: O Departamento do Trabalho relatou um aumento surpreendente nos pedidos semanais de seguro-desemprego, para 263 mil na semana encerrada em 6 de setembro, acima da estimativa de 235 mil e 27 mil a mais que no período anterior, marcando o maior número em quase quatro anos. Com isso temos visto no mercado um aumento das expectativas de 3 cortes de juros em 2025 – um na reunião de setembro, outro em outubro e mais um corte em dezembro, totalizando 75bps de redução, com a taxa encerrando o ano entre 3,50% e 3,75%. Vale a ressalva de que tratam-se de expectativas. Na semana que vem, teremos a reunião do FOMC com o anuncio da decisão de juros, bem como atualizações nas projeções do Fed.
Abrindo o dado, os custos com habitação (que representam cerca de um terço da ponderação no índice) subiram 0,4%; os preços dos alimentos subiram 0,5%; os da energia subiram 0,7%; enquanto a gasolina subiu 1,9%. Os preços de veículos aumentaram, sensíveis a tarifas, tiveram aumentos, com veículos novos subindo 0,3%; por outro lado carros e caminhões usados, que geralmente não são influenciados por tarifas, subiram 1%. Os preços dos serviços, excluindo energia, subiram 0,3% em agosto e acumulam alta de 3,6% no ano.
Em termos de impacto no mercado, os índices acionários reagiram sobem na esteira da expectativa de cortes de juros; os yields dos títulos de dívida americano cedem na esteira do dado mais fraco do seguro-desemprego; o índice dólar cede, e contra o Real também cai para R$ 5,39.
@willcastroalves
Estrategista-chefe da Avenue Securities
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