Por William Castro Alves, Estrategista-chefe da Avenue
13 fev 2026
De acordo com o relatório divulgado hoje pelo Bureau of Labor Statistics (BLS), o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA registrou alta anualizada de 2,4% em janeiro, abaixo das expectativas de 2,5% e marcando o menor nível desde maio de 2025 (queda de 0,3 p.p. em relação aos 2,7% de dezembro). O núcleo do CPI (excluindo alimentos e energia) veio em linha com o esperado, com elevação de 2,5% em 12 meses (ante 2,6% anterior) e 0,3% no mês, exatamente no consenso.
A boa notícia foi a desaceleração mais forte que o antecipado no dado cheio (headline) CPI, reforçando a visão de que a inflação continua em trajetória descendente no início de 2026, mesmo após pressões pontuais no final de 2025. O núcleo, embora estável no mês, também mostra sinais de moderação gradual. Ainda assim, os níveis seguem acima da meta de 2% do Fed, sem entregar um “sinal verde” definitivo para cortes mais agressivos de juros no curto prazo. O relatório sugere que o Fed pode manter a paciência, com o mercado precificando menor chance de corte já em março. De acordo com a ferramenta CME FedWatch (baseada em dados recentes), as probabilidades apontam para o próximo corte mais provável em junho ou mesmo depois.
Abrindo por itens, o principal driver da inflação mensal continua sendo a moradia (shelter), com alta de cerca de 0,4% no mês e acumulado ainda elevado em torno de 3-4% em 12 meses – categoria de peso significativo e persistente. Energia caiu no mês (cerca de -1,5% em alguns relatos, ajudando a conter o headline), enquanto alimentos subiram moderadamente. Outros destaques incluem aumentos em serviços como lazer e possivelmente cuidados médicos, mas o impacto geral foi contido.
Impacto no mercado: os yields dos Treasuries recuaram levemente com o alívio inflacionário; os índices acionários (S&P 500 e Nasdaq) reagiram positivamente, com futuros em alta; o dólar mostrou leve fortalecimento global, mas contra o real permanece próximo da estabilidade, refletindo o tom dovish moderado do dado. Em suma, um relatório benigno que dá mais confiança na desinflação, mas não altera radicalmente o cenário base do Fed para 2026.
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