Por William Castro Alves, Estrategista-chefe da Avenue
24 out 2025
Expectativa Índice cheio: +0,4% m/m e +3,1% a/a;
Realidade: Índice veio em +0,3% m/m e +3,0% a/a;
Expectativa do Núcleo: +0,3% m/m e +3,1% a/a;
Realidade: Núcleo avançou +0,2% m/m e +3,0% a/a.
Após um período estendido de “cegueira econômica”, devido ao shutdown do governo americano que já perdura mais de três semanas, os investidores finalmente tiveram acesso ao tão aguardado CPI.
Mas com as agências em paralização, os dados não deveriam continuar sem atualizações? Sim, o que houve com o CPI foi uma exceção, em virtude de ser o dado utilizado pela agência de benefícios sociais (Social Security Administration) para calcular os reajustes para 2026. A Agência responsável pelo report do dado inflacionário diz que não haverá outras leituras enquanto a paralização perdurar.
Em setembro de 2025, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos registrou um aumento de 0,3% em relação a agosto, abaixo da expectativa do mercado (que antecipava +0,4%), resultando em uma taxa anualizada de 3,0%, a qual também se mostrou aquém dos 3,1% esperados, conforme dados do Bureau of Labor Statistics. Já o CPI core (núcleo do dado), que exclui os voláteis preços de alimentos e energia, subiu 0,2% no mês de setembro, também abaixo do esperado pelos investidores (que previam +0,3%), configurando variação anual de 3,0% (vs. +3,1% esperados).

Fonte: Bloomberg. Elaboração Avenue.
Os números mostram uma inflação ainda acima da meta do Banco Central Americano, mas corroboram a tese de que a inflação segue demonstrando uma trajetória mais benigna – que conversa com a possibilidade de mudança na política monetária. Ainda assim, vimos a inflação anualizada voltar para o nível mais alto dos últimos 16 meses. Podemos dizer que, em mais um mês, o impacto das tarifas foi modesto. Digerindo a leitura, aumentaram as apostas de cortes de juros para a próxima reunião do Fed, 29/outubro, sendo esse o último dado de maior magnitude antes da decisão.
Abrindo os números, o índice da gasolina subiu 4,1% (anualizado) em setembro, sendo o maior fator no aumento mensal do dado. Já o índice de energia teve alta de 1,5% no mês. O índice de alimentos aumentou 0,2% no mês, com o índice de alimentação em casa subindo 0,3% e o de alimentação fora de casa com alta de 0,1%. Os índices que aumentaram ao longo do mês incluem moradia, passagens aéreas, recreação, móveis e operações domésticas e vestuário. Os índices de seguro de veículos, assim como preços de carros e caminhões usados comunicação estiveram entre os poucos índices que arrefeceram em setembro.
Em termos de impacto no mercado, os índices acionários reagiram positivamente; os yields dos títulos de dívida americano de curto prazo cedem moderadamente, enquanto os vértices mais longos abrem marginalmente; o índice dólar não demonstra grandes movimentações, mas o dólar cedeu contra o Real.
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@willcastroalves
Estrategista-chefe da Avenue Securities
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