Conforme esperado, o comitê de política monetária americana (FOMC) anunciou um corte de 0,25 p.p. em sua taxa referência da economia (Fed Funds Rate) para um intervalo entre 3,75% e 4,00%.
Destaques:
O Fed cortou a taxa básica de juros dos EUA novamente. Por 10 votos a 2, o Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu sua taxa básica de juros para uma faixa de 3,75% a 4,00%, totalmente em linha o que já vinha sendo antecipado e aguardado pelo mercado;
Além da alteração na taxa de juros, o Fed anunciou que encerrará a redução de seu balanço – um processo conhecido como aperto quantitativo – em 1º de dezembro;
O recém-empossado governador Stephen Miran votou mais uma vez de forma diferente dos demais dirigentes do Fed, defendendo o corte de 0,50 p.p. (50 bps). Jeffrey Schmid, do Fed de St. Louis votou pela manutenção da taxa de juros;
O Comitê reconheceu a incerteza decorrente da falta de dados na economia como uma dificuldade para tomada de decisão de política monetária.
Abaixo o gráfico que mostra a evolução da taxa básica referência de juros nos EUA:
Yields dos títulos de dívida dos EUAsobem levemente;
O índice dólar (índice DXY) se valoriza; já contra o Real, a moeda americana opera na estabilidade em R$ 5,36;
As bolsas americanas reagiram de forma negativa.
Leitura
Assim como esperado, o FOMC (comitê de política monetária americana) optou um corte de 25 bps nessa reunião de outubro. Mais uma vez o Fed ressaltou certa desaceleração da economia com riscos para o mercado de trabalho ainda que tenha endereçado que tem observado uma inflação que ainda é um problema. Nos chamou atenção 3 pontos no comunicado que acompanha a decisão:
(i) o Fed reconheceu as incertezas vigentes para a tomada de decisão em um ambiente de dados restritos por conta do shutdown;
(ii) mais uma vez tivemos uma decisão não unânime, um dirigente votando a favor de um corte maior de juros, e outro pela manutenção da taxa de juros;
(iii) o Fed anunciou uma data formal para o fim do seu aperto quantitativo (1 de dezembro), programa que reduziu em cerca de US$ 2,3 trilhões o portfólio de títulos do Tesouro e títulos lastreados em hipotecas do Fed.
Abaixo o documento que acompanha a decisão de juros com as principais mudanças ante frente ao report da última decisão em setembro.
Abaixo os principais highlights da entrevista coletiva com o presidente do banco central americano, Jerome Powell, depois da decisão de juros:
Juros. A frase mais importante da entrevista com o presidente do Fed foi: “rate cut in december is far from foregone conclusion”, ou seja,um corte de juros em dezembro não é uma decisão já tomada ou decidida. Comentando sobre os próximos movimentos de juros, Powell citou que a decisão acerca da reunião do comitê em dezembro, está longe de ter sido tomada ou definida. Ele ressaltou ainda que existem diferentes visões entre os dirigentes do Fed acerca do caminho a ser seguido em termos de cortes de juros. Comentou ainda que há uma crescente sensação entre os formuladores de políticas de que talvez seja hora de fazer uma pausa e avaliar o impacto dos dois cortes realizados pelo Fed antes de tomar novas medidas. Tais comentários elevaram os yields dos títulos de dívida americana, levaram o índice dólar a alta e afetaram negativamente o mercado de ações.
Inflação. Preços tem sofrido alguma influência de tarifas, mas entende que essa pressão sobre preços tenda a ser passageira. Segundo Powell, excluindo as tarifas, a inflação não parece tão ruim: “a inflação, sem considerar as tarifas, não está tão longe da nossa meta de 2%”, disse ele na coletiva de imprensa. Ele adicionou ainda: “a questão da inflação tarifária é que, no cenário base, ela virá e provavelmente aumentará ainda mais, mas… será um aumento pontual“. Por outro lado, ele comentou que as expectativas inflacionarias se elevaram.
Mercado de trabalho. Segundo Powell, apesar da falta de dados por conta do shutdown do governo americano, as evidências disponíveis sugerem que tanto as demissões quanto as contratações permanecem baixas, e que tanto a percepção das famílias sobre a disponibilidade de empregos quanto a percepção das empresas sobre a dificuldade de contratação continuam a diminuir. Em suma ele ressaltou um mercado de trabalho menos dinâmico e que eleva os riscos de queda para o emprego.
Shutdown. Powell comentou que a paralisação do governo prejudica atividade econômica. Segundo ele: “a paralisação do governo federal afetará a atividade econômica enquanto persistir…, mas esses efeitos devem se reverter após o término da paralisação.
Formado em economia pela UFRGS – RS. Em 2004, iniciou sua carreira na Solidus Corretora, com passagens pelo Koliver Merchant Bank e Banco Alfa. Foi sócio, analista-chefe e um dos principais porta-vozes da XP Investimentos. Também foi sócio e líder de gestão da VGRGestão de Recursos. Possui as certificações Series 7 e 24. É estrategista-chefe, sócio e porta voz da Avenue desde 2018.
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