Por Agência Reuters
22 set 2025
BRASÍLIA (Reuters) – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira que a taxa de juros no Brasil vai começar a cair de maneira consistente e sustentável, dando apoio a uma melhora no resultado fiscal nominal, que impacta a dívida pública.
Em seminário promovido pelo BTG Pactual, Haddad afirmou que o caminho para cortes na taxa básica de juros pelo Banco Central está sendo pavimentado por dados melhores de inflação e o fortalecimento do real, ressaltando que “as coisas vão melhorar muito a partir do ano que vem”.
“Eu acho que o juro vai começar a cair, e vai cair, na minha opinião, de forma consistente, de forma sustentável. Então esses números do (resultado) nominal vão se alterar, e eles vão se alterar para melhor, disse.
O Banco Central decidiu semana passada manter a taxa Selic em 15% ao ano, maior patamar em duas décadas, e previu a manutenção dos juros nesse nível por período bastante prolongado, mencionando o tema fiscal como um dos pontos de atenção.
O resultado nominal do setor público, que inclui gastos com juros da dívida pública, atualmente pressionados pela Selic elevada, ficou negativo em R$968,5 bilhões nos 12 meses encerrados em julho. No período, o gasto do governo com juros foi de R$941,2 bilhões, bem acima dos R$869,8 bilhões registrados um ano antes.
No evento, Haddad defendeu que o nível dos juros no Brasil não se explica apenas pela questão fiscal, embora o tema seja muito importante.
Na avaliação do ministro, para o arcabouço fiscal ser fortalecido é necessário criar condições políticas para falar com parlamentares que será necessário ajustar algumas regras.
Haddad afirmou não ver uma norma fiscal melhor que a do arcabouço e defendeu o combate de “desperdícios” com o avanço de propostas que já estão tramitando no Congresso Nacional, após citar temas como supersalários no serviço público e Previdência de militares.
Ele ainda pontuou que o Brasil precisa de mais crescimento econômico, o que também vai colaborar com os resultados fiscais.
O ministro disse que o governo está alcançando um nível de arrecadação similar ao observado antes do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda aquém de períodos nos quais o governo registrava superávit primário nas contas federais.
Em apresentação, ele argumentou que despesas obrigatórias que pressionam fortemente o Orçamento têm uma trajetória de crescimento herdada de governos anteriores, como no caso do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e do Fundeb (fundo para desenvolvimento da educação básica).
(Por Bernardo Caram)
DISCLAIMER
Avenue Securities Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (“Avenue Securities DTVM”) é uma distribuidora de valores mobiliários brasileira devidamente autorizada pelo Banco Central do Brasil (“BCB”) e pela Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) Os saldos disponíveis em Reais são mantidos na Avenue Securities DTVM Ltda., uma instituição financeira regulada. Os fundos detidos pela Avenue Securities DTVM não são cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos).
Veja todos os avisos importantes em: https://avenue.us/termos/