Por William Castro Alves, Estrategista-chefe da Avenue
13 jan 2026
Expectativa Índice cheio: +0,3% m/m e +2,7% a/a;
Realidade: Índice veio em +0,4% m/m e +2,7% a/a.
Expectativa do Núcleo: +0,3% m/m e +2,7% a/a;
Realidade: Núcleo avançou +0,2% m/m e +2,6% a/a.
De acordo com o relatório divulgado pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) registrou alta anualizada de 2,7% no mês passado, em linha com as expectativas. Já o núcleo do CPI, que desconsidera os itens voláteis como alimentos e energia, surpreendeu positivamente, com elevação de 2,6% em relação a 12 meses atrás e de 0,2% no mês, versus expectativas de 2,7% e 0,3% respectivamente.

Fonte: Bloomberg, Elaboração Avenue
A boa notícia do dado de inflação foi o fato dos preços ao consumidor nos Estados Unidos terem subido menos que o esperado em dezembro quando olhamos o núcleo, reforçando a percepção de que a inflação continua em processo de desaceleração. Por outro lado, podemos dizer que a inflação ainda não deu um “sinal verde” para o Fed cortar juros, uma vez que os dados ainda se encontram significativamente acima da meta do Fed de 2% ao ano. O relatório de dezembro oferece sinais de que o ritmo de alta dos preços está se aproximando dessa meta, embora ainda permaneça acima do desejado. Chama atenção o impacto modesto das tarifas até o momento. Em suma, entendemos que o relatório de hoje não dá ao Fed confiança suficiente para realizar um corte de juros já neste mês. De acordo com a ferramenta CME FedWatch, a probabilidade de um novo corte de juros recai para junho.
Abrindo por itens, o principal responsável pela alta mensal do índice foi o custo da moradia, que subiu 0,4% no mês e acumula alta de 3,2% em 12 meses – vale lembrar que essa categoria tem peso elevado no índice e segue sendo o componente mais persistente da inflação. Outros destaques do mês: alimentos tiveram alta de +0,7% no mês; Energia +0,3% no mês e +2,3% em 12 meses; Lazer +1,2%; passagens aéreas e serviços médicos também registraram aumentos.
Em termos de impacto no mercado, os yields dos títulos de dívida cederam levemente; os índices acionários reagiram positivamente; o índice dólar sobe levemente, mas contra o Real opera perto da estabilidade.
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@willcastroalves
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