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Inflação teimosa reduz aposta em cortes de juros

Por William Castro Alves, Estrategista-chefe da Avenue

31 jul 2025

Expectativa x Realidade

Expectativa Índice cheio: +0,3% m/m e +2,5% a/a;

Índice: +0,3% e +2,6%, respectivamente.

Expectativa do Núcleo: +0,3% m/m e +2,7% a/a;

Núcleo: +0,3% e +2,8%, respectivamente.

Expectativas para os gastos pessoais: +0,4%

Gastos Pessoais: +0,3%

Leitura e Impacto

O relatório de quinta-feira (31/julho/2025) do Departamento de Comércio mostrou que o índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), a métrica de inflação preferida do Federal Reserve, subiu 0,3% em junho de 2025, resultando em uma taxa de inflação anual de 2,6% – acima dos 2,5% esperados. O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, aumentou 0,3% mensalmente e 2,8% anualmente – ligeiramente acima dos 2,7% esperados. Os gastos do consumidor se expandiram em 0,3%, número aquém do esperado de 0,4%.

Em linhas gerais, tivemos mais um dado que corrobora a resiliência da economia americana, a qual segue se mostrando aquecida, reforçando um cenário inflacionário que ainda requer controle e cuidado pelo Banco Central americano. Vale a ressalva que o Fed dedica especial atenção à inflação do PCE, utilizando o índice de preços “core” (núcleo) do PCE como referência para verificar se a inflação está atingindo a meta do banco central – que é uma taxa anual de 2%. Com número ainda acima dessa meta, assim como risco de impactos inflacionários derivados das mudanças de política comercial e implementação de tarifas, o Banco Central americano deverá seguir adotando uma postura de cautela, aguardando mais visibilidade e uma evolução dos dados, tal qual comentou ontem durante a entrevista pós decisão de juros (que permaneceram na banda de 4,25% a 4,50%). 

Impacto.

Sobre o dado. O PCE mede quanto os consumidores americanos gastam em um determinado mês, diferindo de sua métrica de inflação irmã, o índice de preços ao consumidor, que mede a variação do custo de uma cesta predeterminada de bens e serviços. O Fed usa o núcleo do PCE como seu principal parâmetro de inflação, e essa medida não atinge a meta de 2% há mais de quatro anos.

@willcastroalves

Estrategista-chefe da Avenue Securities

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