Por William Castro Alves, Estrategista-chefe da Avenue
26 set 2025
Expectativa Índice cheio: +0,3% m/m e +2,7% a/a;
Índice: +0,3% e +2,7%, respectivamente.
Expectativa do Núcleo: +0,2% m/m e +2,9% a/a;
Núcleo: +0,2% e +2,9%, respectivamente.
Expectativas para os gastos pessoais: +0,5%
Gastos Pessoais: +0,6%
O relatório de sexta-feira (26/setembro/2025) do Departamento de Comércio mostrou que o índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), a medida de inflação preferida do Federal Reserve, subiu 0,3% em agosto de 2025, resultando em uma taxa de inflação anual de 2,7%, em linha com o esperado de 2,7%. O PCE núcleo, que exclui alimentos e energia, aumentou 0,2% mensalmente e 2,9% anualmente, também em linha com o previsto. Os gastos do consumidor aumentaram 0,6%, crescimento esse superior ao aumento de 0,5% esperado.
O dado de inflação mais acompanhado pelo Fed mostrou que os preços subiram em linha com o esperado nos EUA. Apesar dos indicadores de inflação ainda se mostrarem sensivelmente acima da meta do Fed, o banco central americano já vem relativizando o nível da inflação como um preditor para os juros. Logo, o cenário esperado pelo mercado de 2 cortes para 2025 ganha força após o dado de hoje. Interessante notar que o relatório de hoje indica ainda que as tarifas tiveram um efeito de repasse limitado sobre os preços ao consumidor, sugerindo que as empresas têm absorvido os maiores custos através de uma combinação de acúmulo de estoques pré-tarifários e medidas de absorção de custos para limitar o impacto. Por fim, outro ponto relevante do relatório foi mostra que os consumidores têm se mostrado resilientes, continuando a gastar à medida que seguimos vendo crescimento de renda para os americanos.

Fonte: Bloomberg, elaboração Avenue.
O impacto. Os yields dos títulos americanos operam em leve queda após a alta recente nos últimos dias; os índices acionários refletem positivamente; o índice dólar opera de lado e a moeda americana cai levemente ante o Real.
Sobre o dado. O Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês) além de ser a medida preferida de inflação pelo Fed, monitora as variações nos preços de uma ampla gama de bens e serviços consumidos pelas famílias, com foco nos gastos reais em vez de itens fixos. Diferentemente do Índice de Preços ao Consumidor (CPI), produzido pelo Bureau of Labor Statistics, que utiliza uma cesta de bens rígida e pesos baseados em pesquisas de consumo de um período específico (atualizados a cada dois anos), o PCE é um índice com ajustes dinâmicos para refletir mudanças no comportamento dos consumidores, minimizando o viés de substituição (quando as pessoas trocam itens mais caros por mais baratos). Além disso, o PCE atualiza seus pesos anualmente, inclui mais gastos com saúde financiados por empregadores e serviços financeiros (que o CPI exclui em grande parte), e geralmente registra taxas de inflação ligeiramente inferiores ao CPI devido a essas metodologias mais flexíveis e abrangentes.
@willcastroalves
Estrategista-chefe da Avenue Securities
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