Por William Castro Alves, Estrategista-chefe da Avenue
29 jul 2025
– Projeção: 95,9
– Anterior: 95,2
– Dado: 97,2
O Índice de Confiança do Consumidor do Conference Board melhorou 2,0 pontos em julho, atingindo 97,2, ante 95,2 em junho (revisado para cima em 2,2 pontos). O Índice da Situação Atual — baseado na avaliação dos consumidores sobre as condições atuais dos negócios e do mercado de trabalho — caiu 1,5 ponto, para 131,5. O Índice de Expectativas — baseado nas perspectivas de curto prazo dos consumidores para a renda, os negócios e as condições do mercado de trabalho — subiu 4,5 pontos, para 74,4. Mas as expectativas permaneceram abaixo do limite de 80, que normalmente sinaliza uma recessão pela sexta vez consecutiva.
Segundo Stephanie Guichard, Economista Sênior de Indicadores Globais do Conference Board:
“A confiança do consumidor se estabilizou desde maio, recuperando-se da queda de abril, mas permanece em nível baixo … Em julho, o pessimismo em relação ao futuro diminuiu um pouco, levando a uma ligeira melhora na confiança geral. Todos os três componentes do Índice de Expectativas melhoraram, com os consumidores se sentindo menos pessimistas em relação às condições futuras de negócios e emprego, e mais otimistas em relação à renda futura.”
Em suma os consumidores se mostraram mais otimistas em relação às condições atuais de negócios, no entanto, a avaliação da disponibilidade atual de empregos enfraqueceu pelo sétimo mês consecutivo, atingindo o menor nível desde março de 2021 – percentualmente, 18,9% dos consumidores indicaram que era difícil conseguir emprego em julho, acima dos 14,5% em janeiro.
Em termos de preocupações os consumidores seguem vendo nas tarifas um risco de gerar impactos em preços. Outro fator considerado de risco e que foi citado na pesquisa foi a legislação orçamentária aprovada pelo Congresso (“One Big Beautiful Bill”) — com alguns consumidores elogiando seu potencial impacto econômico positivo e outros expressando preocupações.
Outra parte da pesquisa se refere a expectativa dos consumidores em relação aos preços das ações, a qual continuou a se recuperar da mínima de 16 meses registrada em abril, com 47,9% prevendo aumento nos preços das ações nos próximos 12 meses, ante 37,6% há três meses. A parcela de consumidores que espera aumento das taxas de juros caiu de 57,1% em junho para 53%, e mais consumidores esperavam queda nas taxas de juros (21,2% contra 18,4% em junho).
Em termos de impacto ao mercado referente ao dado, vemos como neutro.
Sobre o dado:
A Consumer Confidence Survey reflete as condições de mercado predominantes e as expectativas para os próximos meses através de um relatório mensal que analisa as atitudes do consumidor, suas intenções de compra, planos de férias e expectativas para inflação, preços de ações e taxas de juros. Os dados estão disponíveis por idade, renda, 9 regiões e os 8 principais estados.
@willcastroalves
Estrategista-chefe da Avenue Securities
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