11 ago 2026
A agência de recomendação de crédito Fitch confirmou nesta terça-feira o rating soberano da Índia em “BBB-”, citando um crescimento robusto contrabalançado por indicadores fiscais ainda fracos, que, segundo a agência, podem sofrer pressão devido às crescentes preocupações com o desemprego entre os jovens.
A Fitch afirmou que a estabilidade macroeconômica e a crescente credibilidade das políticas econômicas sustentarão o crescimento da Índia, apesar dos desafios macroeconômicos de curto prazo decorrentes do choque de energia causado pelo conflito no Oriente Médio.
A Fitch mantém o rating da Índia em “BBB-” desde 2006, enquanto a Moody’s mantém “Baa3” desde junho de 2020. Já a S&P Global Ratings elevou a classificação da Índia em um nível, para “BBB”, no ano passado.
A agência estima que a economia da Índia crescerá 6,4% em termos reais no ano financeiro de 2027, uma expansão mais fraca do que a taxa média dos três anos anteriores, mas ainda bem acima da mediana em sua categoria de rating de crédito.
A economia da Índia cresceu 7,8% no trimestre de janeiro a março em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a inflação no varejo em junho ficou em 4,38%, ligeiramente acima da meta de médio prazo de 4% do banco central.
“Existem riscos residuais decorrentes da incerteza relacionada ao conflito entre os EUA e o Irã, dada a posição da Índia como grande importadora de energia, mas não esperamos um risco duradouro para as perspectivas de crescimento”, afirmou a agência.
A agência observou que, embora a inflação da Índia pareça estável e a política fiscal tenha limitado o repasse da inflação decorrente dos elevados custos de energia, ainda se espera que o banco central da Índia realize um aumento de 25 pontos-base na taxa de juros ainda este ano para lidar com os efeitos de segunda ordem do choque do petróleo e os riscos do El Niño.
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