Por Agência Reuters
30 mar 2026
Procuradores antiterrorismo franceses abriram uma investigação sobre um suposto ataque que teve a sede do Bank of America em Paris como alvo, após a prisão, durante a madrugada, de um homem que supostamente tentou acender um artefato explosivo improvisado do lado de fora das instalações do banco norte-americano.
Em um comunicado enviado por email à Reuters, o gabinete do procurador nacional antiterrorismo afirmou que a investigação envolve a suspeita de tentativa de destruição por incêndio ou outros meios perigosos em conexão com um plano terrorista, bem como a fabricação, posse e transporte de um dispositivo incendiário ou explosivo.
A investigação inclui também uma acusação de participação em uma associação criminosa terrorista, abrangendo possíveis ligações com cúmplices ou uma rede mais ampla. Ela foi confiada à unidade judiciária da polícia de Paris e à agência de inteligência interna da França, a DGSI.
O jornal francês Le Parisien e outros meios de informação noticiaram anteriormente a prisão de um homem no local, citando fontes policiais.
“Parabéns à equipe de resposta rápida da polícia (de Paris), cujas ações frustraram um violento ataque terrorista em Paris na noite passada”, disse o ministro do Interior francês, Laurent Núñez, em uma publicação nas redes sociais.
“A vigilância permanece em um nível mais elevado do que nunca. Parabenizo todas as forças de segurança e inteligência, que estão totalmente mobilizadas sob minha autoridade no atual contexto internacional.”
A polícia de Paris recusou-se a comentar.
“Estamos cientes da situação e estamos nos comunicando com as autoridades”, disse um porta-voz do Bank of America à Reuters.
O suspeito foi detido por volta das 03h25 (horário local) no 8º arrondissement, ou distrito, da cidade, enquanto tentava acender o dispositivo explosivo, informou o jornal Le Parisien, acrescentando que ele foi levado sob custódia, enquanto um segundo indivíduo presente fugiu do local e permanece foragido.
De acordo com o Le Parisien, o suspeito disse à polícia que foi contatado via Snapchat e que lhe pagaram 600 euros para realizar o ato, acrescentando que foi levado ao local por outra pessoa.
O dispositivo consistia em um recipiente de 5 litros contendo um líquido não identificado e uma carga explosiva de aproximadamente 650 gramas de pólvora, informou o jornal francês. Ele foi apreendido e entregue a peritos forenses do laboratório da polícia de Paris.
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