Por William Castro Alves, Estrategista-chefe da Avenue
01 set 2025
Expectativa Índice cheio: +0,2% m/m e +2,6% a/a;
Índice: +0,2% e +2,6%, respectivamente.
Expectativa do Núcleo: +0,3% m/m e +2,9% a/a;
Núcleo: +0,3% e +2,9%, respectivamente.
Expectativas para os gastos pessoais: +0,5%
Gastos Pessoais: +0,5%
O relatório de sexta-feira (29/agosto/2025) do Departamento de Comércio mostrou que o índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), a medida de inflação preferida do Federal Reserve, se mostrou em linha com as estimativas do mercado, subindo 0,2% em julho de 2025, resultando em uma taxa de inflação anual de 2,6%. O PCE núcleo, que exclui alimentos e energia, aumentou 0,3% mensalmente e 2,9% anualmente, também em linha com o previsto (2,9%). Os gastos do consumidor se expandiram 0,5%, ante um aumento de 0,4% em junho.
Abrindo o dado, vemos que na base mensal, os preços de energia caíram 1,1% e os alimentos 0,1%. Os preços dos serviços subiram 0,3%, representando essencialmente todo o aumento mensal, enquanto os bens recuaram 0,1%.
Um dado totalmente em linha com o esperado pelo mercado e que ajuda a sustentar a percepção reforçada uma semana atrás, em Jackson Hole, de que o banco central americano deve ajustar sua política monetária em setembro – nos referimos aqui a possibilidade de corte de juros na próxima reunião do FOMC. Entendemos que existem riscos para inflação, tal qual vimos na elevação dos preços de serviços nesse dado, mas que a magnitude de cortes de juros daqui para frente serão determinados pela evolução dos dados do mercado de trabalho. Entendemos que o dado de hoje só reforçou essa percepção de foco no mercado de trabalho para determinar novos cortes.

Fonte: Kathy Jones on X 29/ago/2025
O impacto no mercado derivado do dado foi reduzido. Os yields dos títulos americanos operam em leve alta (exceção feita aos vértices curtíssimos – até 12 meses). O índice dólar opera estável e contra a moeda brasileira o dólar opera próximo a região dos R$ 5,42. Bolsas cedem após o índice atingir nova máxima histórica no dia anterior.
Sobre o dado. O PCE mede quanto os consumidores americanos gastam em um determinado mês, diferindo de sua métrica de inflação irmã, o índice de preços ao consumidor, que mede a variação do custo de uma cesta predeterminada de bens e serviços. O Fed usa o núcleo do PCE como seu principal parâmetro de inflação, e essa medida não atinge a meta de 2% há mais de quatro anos.
@willcastroalves
Estrategista-chefe da Avenue Securities
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