Por Fabricio de Castro, Agência Reuters
16 set 2025
SÃO PAULO (Reuters) – Com o mercado de câmbio brasileiro em sintonia com o exterior, o dólar oscilava nesta terça-feira em baixa ante o real, em meio à expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve na quarta-feira, em movimento reforçado ainda por declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Às 10h38, o dólar à vista cedia 0,22%, aos R$5,3100 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha baixa de 0,22%, aos R$5,3275.
A leitura de que o Fed cortará sua taxa de referência em pelo menos 25 pontos-base na quarta-feira continuou conduzindo a queda do dólar ante as demais divisas no exterior e a baixa dos rendimentos dos Treasuries. Às 10h37, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,46%, a 96,901.
Internamente, isso se traduzia em nova queda do dólar ante o real, em meio à percepção de que juros mais baixos nos EUA e ainda elevados no Brasil reforçam a atratividade do mercado brasileiro.
Durante evento promovido pelo grupo financeiro J. Safra nesta manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou que o governo pretende cumprir as metas fiscais de 2025 e 2026, acrescentando que para isso depende da “compreensão” do Congresso Nacional.
Após o início da fala de Haddad no evento, as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) perderam força e o dólar chegou a oscilar pontualmente abaixo dos R$5,30, marcando R$5,2979 (-0,45%) às 9h58.
Na segunda-feira, o dólar à vista fechou em baixa de 0,59%, aos R$5,3220, completando a quarta sessão consecutiva de perdas no Brasil.
O Banco Central fará às 11h30 leilão de até 40.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1º de outubro de 2025.
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