30 jul 2026
Expectativa x Realidade
PCE
Expectativa Índice cheio: -0,1% m/m e +3,7% a/a;
Índice: -0,1% e +3,7%, respectivamente.
Expectativa do Núcleo: +0,2% m/m e +3,3% a/a;
Núcleo: +0,1% e +3,3%, respectivamente.
Expectativas para os gastos pessoais: +0,4%
Gastos Pessoais: +0,3%, abaixo dos +0,4% previstos
PIB
Expectativa: +2,1%
Anterior: +2,1%
Leitura: +1,5%
A economia americana avançou em ritmo mais fraco do que o esperado no segundo trimestre de 2026. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,5% na taxa anualizada entre abril e junho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Departamento de Comércio. O resultado ficou abaixo da previsão de 2,1% dos economistas e da expansão de 2,1% registrada no primeiro trimestre.
A desaceleração foi impulsionada principalmente pela queda no gasto federal e na formação de estoques. Por outro lado, a demanda interna privada mostrou força: o consumo das famílias subiu 2,1% e as vendas finais para compradores domésticos privados avançaram 3,9% – indicando que a atividade subjacente continua resiliente.
No mesmo dia, o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) – a medida preferida do Federal Reserve para acompanhar a inflação – mostrou uma variação anual do núcleo (excluindo alimentos e energia) de 3,3% em junho, com alta mensal de 0,1%. O PCE cheio (índice completo) recuou 0,1% no mês e acumulou 3,7% no ano.
Os números de hoje reforçam a possibilidade (ou o avanço da possibilidade) de um cenário de stagflation. O crescimento econômico americano tem dado sinais de desaceleração nas últimas semanas, ainda que uma ressalva seja importante: o dado de PIB hoje mostrou que o crescimento do consumo segue acontecendo, o que é positivo.
Pelo lado da inflação tivemos mais um dado “positivo”, no sentido de um indicador de inflação abaixo do esperado pelo mercado. Ainda assim, a leitura não muda o cenário ou a perspectiva de que vejamos aumentos de juros a frente nos EUA, mas traz um alento em relação a magnitude de um ciclo de alta.
Em termos de impactos, vimos os yields dos títulos de dívida americana cederem; o índice dólar (DXY) também caiu acompanhando os yields; e contra o Real a moeda americana cede levemente.
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@willcastroalves
Estrategista-chefe da Avenue Securities
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