Por Agência Reuters
29 abr 2026
Adicione como fonte preferencial no GoogleA Opep sofreu um duro golpe na terça-feira com o anúncio feito pelos Emirados Árabes Unidos de que estão deixando o grupo exportador de petróleo.
A saída surpreendente do membro de longa data da Opep e da Opep+ pode semear desordem e enfraquecer o bloco produtor de energia.
O ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mohamed al-Mazrouei, disse à Reuters que a decisão foi tomada após uma análise cuidadosa das estratégias energéticas da potência regional.
Ele afirmou que, abre aspas, ‘esta é uma decisão de política, tomada após uma análise cuidadosa das políticas atuais e futuras relacionadas ao nível de produção’.
Mazrouei acrescentou que a medida não teria um impacto grandioso no mercado devido à situação no Estreito de Ormuz.
A decisão ocorre em um momento em que a guerra com o Irã tem provocado um choque energético histórico e abalado a economia global.
Produtores do Golfo membros da Opep já vinham enfrentando dificuldades para escoar exportações pela via navegável.
O estreito, um gargalo entre o Irã e Omã, que antes transportava um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo, foi efetivamente fechado desde que os Estados Unidos e Israel atacaram Teerã no fim de fevereiro.
A saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep representa uma grande vitória para Donald Trump, que acusou a organização de ‘explorar o resto do mundo’ ao inflar os preços do petróleo.
O presidente norte-americano também vinculou o apoio militar de seu país ao Golfo aos preços do petróleo, dizendo que, enquanto os Estados Unidos defendem membros da Opep, eles ‘exploram isso impondo preços elevados do petróleo’.
A medida dos Emirados Árabes Unidos, um polo regional de negócios e um dos aliados mais importantes de Washington, ocorre após o país criticar outros Estados da região por não fazerem o suficiente para protegê-lo dos numerosos ataques iranianos durante a guerra.
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