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Case de empreendedorismo global: como a Link está formando a nova geração de estudantes do Brasil

15 set 2026

Resumo

Empreendedorismo global deixou de ser um conceito distante para uma geração de brasileiros que já pensa, estuda e constrói negócios sem se limitar às fronteiras do país. No Avenue Connection 2026, esse foi a temática que permeou o painel com Gabriel Alterman, Head de Admissões da Link School of Business.  

Gabriel Alterman, Head de Admissões da Link School of Business, em painel durante o Avenue Connection 2026
Gabriel Alterman, Head de Admissões da Link School of Business, em painel durante o Avenue Connection 2026

A Link foi um projeto que começou a ganhar forma entre 2018 e 2019, mas foi em agosto de 2020, no meio da pandemia, que as aulas iniciaram de fato. A instituição de ensino nasceu com uma proposta pouco comum no Brasil: formar administradores voltados para criar empresas, e não apenas para conseguir um emprego. Seis anos depois, ela se tornou a primeira faculdade brasileira a abrir um campus nos Estados Unidos. 

A trajetória da Link ajuda a entender um movimento maior, que também está no centro do Avenue Connection 2026: o de brasileiros que já pensam carreira, negócio e patrimônio olhando para o mundo todo, e não só para o Brasil. A seguir, veja como a faculdade nasceu, como funciona o fundo de venture capital construído pela instituição para investir nos próprios alunos e o que esse jeito de pensar tem a ver com uma vida financeira sem fronteiras.

Da administração de empresas para uma faculdade de empreendedores 

Gabriel Alterman é formado em administração pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Antes de virar Head de Admissões da Link, passou pelo marketing da Warner Bros. e da Heineken, e depois por vendas, cuidando de canais de conveniência e postos de gasolina da empresa de cerveja. Foi nesse período que conheceu Álvaro Schocair, fundador da Link Business School, e decidiu se juntar à ideia de criar, do zero, uma faculdade voltada para formar empreendedores. Segundo Gabriel, a meta desde o início era ir além do que qualquer faculdade tradicional entrega.

"A primeira coisa que a gente colocou como premissa foi de ser muito mais que uma faculdade para poder prover aquilo que a gente está prometendo de educação"

Gabriel Alterman

Head de Admissões da Link School of Business

A Link é uma faculdade regulada pelo MEC, com graduação e MBA em administração de empresas. Foi a primeira instituição de ensino a criar um vestibular totalmente online no Brasil, processo desenhado em parceria com empresas como Ambev, PayPal e Google. Para ser selecionado pela faculdade, o estudante precisa gravar um vídeo se apresentando, resolver um estudo de caso e participar de dinâmicas em grupo e entrevista, tudo a distância. No primeiro processo seletivo, foram 900 inscritos para 50 vagas. Segundo Gabriel, a meta desde o início era ir além do que qualquer faculdade tradicional entrega.

Link School: uma faculdade pensada para o mundo

Desde o início, a Link buscou inspiração fora do Brasil. Nos primeiros seis meses de operação, o time viajou para conhecer faculdades como MIT, Harvard, Stanford e Yale, além da Caos Pilot, na Dinamarca, uma escola conhecida por fazer o aluno abrir e fechar uma empresa ainda no primeiro ano. Segundo Gabriel, Álvaro resumia assim a lógica por trás dessa pesquisa: “a gente tem que jogar a Champions League da educação e, para isso, precisávamos nos inspirar no que há de melhor entre as principais faculdades do mundo.” 

Foto que mostra o campus da Link Business School em São Paulo (SP)
Campus da Link Business School em São Paulo (SP)

Em 2022, a Link abriu sua primeira sede fora do Brasil, batizada de Link Lodge, em Palo Alto, no Vale do Silício. De lá, expandiu para Boston e Madri. Em 2026, conquistou uma licença de operação nos Estados Unidos e abriu o primeiro campus de uma faculdade brasileira em solo americano, com mensalidade de US$ 8 mil por mês e a primeira turma formada por 25 alunos americanos. A ideia é que, com o tempo, a faculdade tenha um mix de nacionalidades diferentes, seguindo o padrão que Gabriel observou em faculdades como MIT, Harvard e Stanford. 

Essa lógica de pensar carreira e negócio sem se limitar a um único país é o que a Avenue chama de “Geração Global”: parte dos brasileiros já vive, trabalha e estuda sem fronteiras, mesmo sem ter saído do país. 

Um fundo de investimento dentro da faculdade

Além das aulas, a Link criou uma estrutura para ajudar os próprios alunos a sair do zero e criar negócios reais. O primeiro passo é a Startup School, uma incubadora de 100 dias com mentoria para o aluno conseguir os primeiros clientes. O segundo é o Link Vector, uma aceleradora que investe R$ 100 mil em troca de 5% da empresa do aluno. 

Já o Link Capital é o veículo próprio de investimento da Link, criado com R$ 5 milhões dos acionistas da faculdade. Ele acompanha rodadas lideradas por outros investidores institucionais, com cheques entre R$ 300 mil e R$ 800 mil, sempre em empresas que já têm vendas, e não em ideias em estágio inicial. Ao todo, já são 18 empresas investidas por esse fundo. 

"A gente quer virar um venture capital que tem uma escola, não uma escola que tem um venture capital"

Gabriel Alterman

Head de Admissões da Link School of Business

Entre as empresas que passaram pela Link estão a Caveo, uma contabilidade voltada para médicos que, segundo Gabriel, captou R$ 54 milhões recentemente, e uma marca de creatina em goma criada por ex-alunos que, segundo ele, vai faturar cerca de R$ 100 milhões neste ano.  

Bolsas de estudo e um movimento de give back

A mensalidade da Link é mais alta do que a de faculdades tradicionais de administração no Brasil: hoje custa R$ 14 mil por mês. Para viabilizar o acesso a quem não tem esse valor disponível, a faculdade criou um sistema de bolsas. Hoje, 350 dos 950 alunos de graduação são bolsistas. 

No Brasil, a bolsa funciona como um compromisso restituível: o aluno tem de 6 a 8 anos após se formar para devolver o valor, sem cobrança de juros. Segundo Gabriel, a Link já destinou mais de R$ 50 milhões a bolsas de estudo, e a ideia é que o próprio aluno bolsista, quando sua empresa tiver bons resultados, ajude a financiar a bolsa de um futuro aluno. Para viabilizar isso, a faculdade também criou um instituto para receber doações, inspirado na cultura americana do give back.

O desejo de ser o berço de grandes invenções

A Link mostra, na prática, como a educação também pode ser pensada sem fronteiras: professores de mercado, campus fora do Brasil e um fundo de investimento dentro da própria faculdade.  

Para Gabriel, o objetivo não é vender a faculdade, e sim construir um lugar que, com o tempo, tenha o mesmo peso de faculdades como o MIT. “Quando você chega no MIT, eles sempre dizem ‘o cara que inventou o GPS estudou aqui’”, afirma.  

“Queremos que a Link seja um local marcado por incentivar grandes invenções.”

Gabriel Alterman

Head de Admissões da Link School of Business

Seja formando empreendedores ou ajudando brasileiros a diversificar patrimônio, a lógica é parecida: pensar grande, pensar fora do Brasil e, principalmente, pensar no longo prazo. 

A mesma lógica vale para quem já pensa em internacionalizar o próprio patrimônio: assim como um empreendedor pode aprender com a experiência de faculdades fora do Brasil, um investidor pode aprender com quem já constrói carreira e patrimônio sem fronteiras, como mostra este relato de um ex-tenista profissional sobre investimentos globais.  

Disclaimers

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Avenue Securities não é afiliada e não endossa as opiniões ou serviços da Link School of Business.

Redação Avenue

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