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O que é o GENIUS Act? Entenda a regulação de stablecoins nos Estados Unidos

Entenda o GENIUS Act, a lei que define regras para emissores de stablecoins nos EUA, aumenta a segurança do usuário e fortalece o dólar digital.

15 dez 2025

Com o avanço acelerado dos ativos digitais nos Estados Unidos, comprar stablecoins deixou de ser apenas uma decisão baseada na confiança da tecnologia blockchain, mas também da certeza de que há regras claras e proteção regulatória para garantir a segurança do usuário. Nesse cenário, propostas como o GENIUS Act nos Estados Unidos e as novas Resoluções nº 519, 520 e 521 do Banco Central no Brasil não são apenas detalhes técnicos: são sinais claros de amadurecimento, trazendo mais clareza e proteção para os usuários.

O que é o GENIUS Act?

O GENIUS Act (Guiding and Establishing National Innovation for U.S. Stablecoins Act) é uma regulamentação federal desenhada para organizar o mercado de stablecoins de pagamento nos EUA. Até julho de 2025, quem atuava nesse mercado, enfrentava um ambiente regulatório confuso e fragmentado, marcado por exigências diferentes em cada estado e um cenário de constante debate político. Empresas e investidores frequentemente se encontravam perdidos sobre quais normas precisavam seguir para operar com segurança no setor.

Essa regulamentação tem quatro objetivos centrais:

A nova lei estabelece um marco ao definir o que é uma stablecoin de pagamento, propor diretrizes tanto para emissores americanos quanto estrangeiros, e cria caminhos regulatórios integrados entre autoridades federais e estaduais. Por isso, a lei é reconhecida como o primeiro grande regulamento específico e abrangente para esse setor nos Estados Unidos.

Quem pode emitir stablecoins sob o novo marco?

Com o GENIUS Act, apenas bancos licenciados, fintechs reguladas e instituições autorizadas podem emitir stablecoins de pagamento. Empresas que não atendem a esses critérios ficam de fora, o que dá ao investidor maior clareza sobre quem está por trás de cada moeda digital e mais segurança em relação à proteção do seu saldo. Emissores que atingem volumes expressivos, como US$ 10 bilhões em circulação, passam obrigatoriamente para a supervisão federal, garantindo uma fiscalização ainda mais rígida.

Proteção ao consumidor

O principal avanço da nova lei está na proteção efetiva do usuário. Toda stablecoin precisa ser respaldada por reservas em ativos reais, auditadas mensalmente, e, em caso de problemas ou falência, o consumidor tem prioridade para receber o dinheiro de volta.

Além disso, pelo novo marco, todos os emissores de stablecoins nos EUA precisam se enquadrar nas normas do Bank Secrecy Act, adotando práticas rigorosas de identificação dos clientes (KYC), monitoramento de transações e comunicação de operações suspeitas. Além disso, auditorias financeiras periódicas são obrigatórias e os saldos das reservas precisam ser divulgados publicamente, mostrando transparência na governança e liquidez. Os ativos dos clientes ficam totalmente separados dos recursos das empresas e não podem ser reutilizados para outros fins. Esse conjunto de medidas fortalece a proteção contra lavagem de dinheiro e atividades ilícitas, contribuindo para um mercado mais seguro e inovador de pagamentos digitais

Regulação Global: Um Olhar Comparativo

O movimento regulatório é global, mas cada região adota uma abordagem própria.

RegiãoFoco da RegulaçãoExigência de Lastro (Reserva)
EUA (GENIUS Act)Específica para stablecoins de pagamento.Rígida, com paridade de 1:1 com o dólar e auditorias mensais.
Europa (MiCA)Ampla, cobrindo diversos ativos digitais.Regras de reserva e governança, com uma abordagem mais flexível.
Brasil (Lei 14.478/22 e Resoluções BCB)Foco na proteção do consumidor e supervisão das corretoras (VASPs).Segregação patrimonial obrigatória e fiscalização do BCB.

E no Brasil? Como a nova regulamentação beneficia o usuário

O Banco Central implementou um conjunto de regras que eleva o padrão do mercado, com foco total na proteção de quem transaciona ativos digitais. Na prática, a regulamentação representa um avanço em três pilares essenciais:

O Futuro das Stablecoins: O que Muda na Prática?

No fim das contas, o que muda na vida de quem adquire, detém ou desenvolve produtos com esses ativos?

Mais Segurança: Um ambiente regulado torna o uso de stablecoins mais seguro e confiável.

Portas abertas para a inovação: Regras claras incentivam bancos e fintechs a criarem soluções de pagamento, reduzindo custos.

O dólar digital se fortalece: A regulamentação consolida o dólar como referência global em dinheiro tokenizado e auditável.

Mercado mais maduro e atrativo: Um ecossistema transparente atrai grandes players institucionais, gerando mais liquidez e oportunidades.

Longe de serem um obstáculo, as novas regras consolidam os ativos digitais como um pilar da nova economia. Em um cenário financeiro em constante transformação, a regulação é a peça-chave que faltava para trazer a confiança necessária para o próximo ciclo de expansão.


Fontes

Disclaimers:

O USDC é uma stablecoin atrelada ao Dólar (USD), emitida por afiliadas da Circle (veja lista de emissoras em http://circle.com/legal/licenses)), cuja aquisição envolve uma série de riscos que devem ser observados. Antes de tomar uma decisão de aquisição de stablecoin. O potencial adquirente deve considerar, cuidadosamente, esses riscos e sua própria situação financeira. Nenhuma   informação   aqui   contida   deve   ser   considerada   como consultoria comercial, jurídica, financeira ou fiscal referente a qualquer produto ou serviço oferecido pela Avenue.

Os emissores de criptomoedas não estão registrados na SEC, e o mercado de criptomoedas não é atualmente regulamentado. O investimento em criptomoedas é altamente especulativo e envolve um alto grau de risco. Os investidores devem possuir capacidade financeira, sofisticação/experiência e disposição para suportar os riscos do investimento, incluindo a possibilidade de perda total dos seus recursos.

Oferta de serviços intermediada por Avenue Securities DTVM. Avenue Securities Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (“Avenue Securities DTVM”) é uma distribuidora de valores mobiliários brasileiros, devidamente autorizada pelo Banco Central do Brasil (“BCB”) e pela comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). Os saldos disponíveis em Reais são mantidos na Avenue Securities DTVM Ltda., uma instituição financeira regulada. Os fundos detidos pela Avenue Securities DTVM não são cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Veja todos os avisos importantes: https://avenue.us/termos/.

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Os ativos, digitais ou financeiros, podem não ser adequados para todos os perfis de investidores. Antes de realizar qualquer operação, avalie sua situação financeira, seus objetivos de investimento e sua tolerância ao risco. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

A negociação de ativos digitais envolve riscos significativos e inerentes, a exemplo de:

Os ativos digitais não são valores mobiliários regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), nem títulos emitidos ou chancelados por qualquer autoridade monetária, incluindo, mas não se limitando, ao Banco Central do Brasil.

Lucas Motta

Analista de Treinamento e Conteúdo da Avenue

Formado em Administração de Empresas pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Possui a certificação CPA-20 da ANBIMA.

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