16 set 2026
Todo ciclo eleitoral brasileiro traz de volta as mesmas perguntas: o que vai acontecer com o dólar, com os juros, com a dívida pública? Não é a primeira vez – e provavelmente não será a última. No painel “Além da Manchete: Como Decifrar Cenários e Proteger Portfólios”, do Avenue Connection 2026, o cientista político Fernando Schüler (Insper) e Will Castro Alves, da Avenue, conversaram sobre como interpretar esse tipo de momento sem deixar que ele dite o ritmo das suas decisões financeiras.
Neste artigo, você vai entender por que o calendário político tende a mexer com o câmbio, quais reformas o Brasil já mostrou que sabe entregar quando decide entregar, e por que diversificar seu patrimônio internacionalmente é uma forma de tirar sua vida financeira da dependência de qualquer resultado específico de urna.
Essa é, no fundo, a lógica por trás da Geração Global: o brasileiro que já pensa sem fronteiras não precisa esperar uma eleição, uma reforma ou uma decisão de Brasília para tomar decisões sobre o próprio dinheiro.
Momentos de eleição, indefinição fiscal ou mudança de governo tendem a aumentar a percepção de risco no curto prazo – isso não é exclusividade do Brasil, acontece em qualquer economia emergente. Will Castro Alves resumiu bem essa dinâmica durante o painel:
“O dólar sobe de elevador e desce de escada.”
A ideia é simples: o câmbio costuma reagir rápido a notícias e incertezas, mas o processo de acomodação depois disso costuma ser mais lento e gradual. Isso ajuda a explicar por que períodos de indefinição política ou de debate sobre contas públicas tendem a vir acompanhados de mais volatilidade cambial no curto prazo.

Uma parte importante da conversa foi sobre o que o país já entregou quando teve agenda e capital político para isso. Schüler citou o avanço das concessões no saneamento básico e a transformação dos aeroportos brasileiros depois das concessões, hoje com padrão bem diferente do que existia há poucos anos.
Ele resumiu esse histórico de forma direta:
“O Brasil sabe fazer reformas importantes.”
Isso não significa que o processo seja linear ou fácil – o próprio painel discutiu o quanto o debate fiscal brasileiro continua em aberto, com a relação entre dívida pública e PIB subindo. O ponto central, porém, é que o país tem, sim, histórico de reformas bem-sucedidas quando há prioridade e articulação política para isso – e é esse tipo de debate, previsível em qualquer democracia, que faz parte do cenário com o qual todo investidor brasileiro já está familiarizado.
Se você já pensa em diversificar seu patrimônio para fora do Brasil, o ponto principal não é tentar prever quem vai ganhar a próxima eleição ou qual reforma vai passar no Congresso. É reconhecer que esses ciclos existem, são parte normal da vida institucional de qualquer país, e vão continuar existindo – independentemente do resultado de qualquer urna específica.
Ter parte do seu patrimônio internacionalizado é uma forma de tornar seu planejamento financeiro menos dependente do timing de qualquer evento político isolado. Você não precisa acertar o próximo desfecho eleitoral para tomar decisões sobre o seu próprio dinheiro hoje.

Pela Avenue, você abre uma conta internacional e passa a ter acesso a ativos em dólar – ações, ETFs, renda fixa americana e outras opções – sem depender de um cenário político específico para decidir diversificar.
Veja também: nosso guia sobre como funciona a abertura de conta internacional na Avenue.
O painel deixou um recado direto: reformas, eleições e debates institucionais fazem parte da rotina de qualquer democracia, e o Brasil tem, ao mesmo tempo, desafios reais e um histórico concreto de entregas quando há agenda para isso. Você não precisa esperar nenhum desses capítulos se resolver para começar a diversificar seu patrimônio internacionalmente.
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