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ETFs ativos: por que eles ganham espaço no mercado americano

22 set 2026

Resumo

Um dos temas que mais chamou atenção na Trilha de Investimentos & Asset Class, no segundo dia do Avenue Connection 2026, foi o crescimento acelerado dos ETFs ativos.

No painel “Tendências Globais e o Poder dos ETFs Ativos” Giuliano de Marchi, executivo do J.P. Morgan Asset Management para a América Latina, trouxe dados sobre como esse veículo está mudando a forma como o dinheiro circula entre fundos tradicionais e bolsa – e porque essa mudança também está chegando à carteira do investidor brasileiro.

Neste artigo, você vai entender o que diferencia um ETF ativo de um fundo tradicional e o que vale observar antes de considerar um ETF na sua estratégia internacional.

O que é um ETF ativo?

Para entender o ETF ativo, vale voltar ao início. Um fundo tradicional, como os mutual funds, funciona por cotas: você aplica seu dinheiro e só sabe o preço exato daquele ativo no fim do dia. O ETF (Exchange Traded Fund) resolve essa espera porque é negociado direto na bolsa, com preço variando a cada segundo, do mesmo jeito que uma ação. Giuliano de Marchi, do J.P. Morgan, resumiu essa diferença com uma comparação direta:

"O fundo tradicional é o CD, enquanto o ETF é o Spotify, a música online. Você compra lá e consegue comprar a hora que você quiser."

Giuliano de Marchi

Head of Latin America do J.P. Morgan Asset Management


Já o ETF ativo é um passo além dessa evolução. Em vez de só replicar um índice, o que caracteriza a gestão passiva, mais comum entre os ETFs, o gestor tenta superar esse índice, tomando decisões próprias de alocação. Só que, na prática, você continua comprando e vendendo esse produto na bolsa, com a mesma liquidez e transparência de um ETF passivo. Para entender melhor essa diferença entre gestão ativa e passiva dentro de um ETF, vale a leitura de 🔗 ETFs Americanos: o que são e como investir.

Por que o ETF acaba custando menos que o fundo tradicional

Por que o ETF costuma custar menos que um fundo equivalente? Segundo Giuliano de Marchi, do J.P. Morgan, quando uma gestora lança um mutual fund, ela precisa arcar com toda a estrutura de relacionamento com o cliente: cadastro, verificação de documentos, controles de prevenção à lavagem de dinheiro, atendimento. Esse custo, segundo o executivo, pode representar cerca de 30% da taxa de administração cobrada.

No ETF, essa responsabilidade fica com a corretora, que já faz esse trabalho para toda a sua base de clientes de uma só vez, e não apenas para quem comprou aquele produto específico. Na prática, segundo o executivo, isso faz o ETF custar, em média, entre 25% e 30% menos do que um mutual fund equivalente. 

UCITS ETFs: a porta de entrada mais comum fora dos EUA

Enquanto o mercado local ainda amadurece, uma outra frente já está bem mais avançada para quem investe fora do Brasil: os UCITS ETFs. Para quem não é residente nos Estados Unidos, existe uma outra camada dessa história: os UCITS ETFs, também chamados de “ETFs irlandeses” porque, em geral, são domiciliados na Irlanda. Segundo Giuliano de Marchi, esse é hoje o produto de maior crescimento em receita dentro do J.P. Morgan Asset Management.

A diferença central está no tratamento do dividendo e do imposto. O ETF americano distribui o dividendo e tributa esse valor como renda; o UCITS reinveste automaticamente, antes da tributação, o que muda o resultado acumulado ao longo do tempo. Também por isso, americanos não podem comprar UCITS ETFs: o produto foi desenhado justamente para quem mora fora dos Estados Unidos. Se você quer entender a fundo as diferenças entre os dois modelos, o Connection já publicou

Liquidez, transparência e o papel da gestão ativa

Independentemente do modelo escolhido, americano ou UCITS, há um cuidado que vale para qualquer ETF: entender sua liquidez e transparência. No que tange a liquidez, é necessário entender como funcionam os mecanismos de negociação e retirada do ativo escolhido, pois ele possui características específicas diferentes do mercado de renda fixa, por exemplo.

Sobre transparência, o executivo do J.P. Morgan destacou que o ETF ativo segue a mesma regra dos ETFs passivos nos Estados Unidos: a composição completa da carteira é divulgada diariamente, o que permite ao investidor acompanhar exatamente o que está comprando.

A diferença entre os ETFs ativos e passivos, segundo ele, é que a curadoria de um gestor ativo faz diferença. Enquanto o ETF passivo segue alocações similares a de um índice tradicional, com a mesma proporção, o ETF ativo possui uma seleção mais estratégica dos ativos, escolhendo-os com base em teses e acompanhamento do mercado.

O que fica desse painel

O que fica dessa conversa é que o ETF deixou de ser sinônimo apenas de produto passivo e de custo baixo. Com a chegada dos ETFs ativos, o investidor passa a ter acesso à gestão profissional que busca retorno acima de um índice, com a liquidez e a transparência de um produto negociado em bolsa. Para quem está construindo uma vida financeira sem fronteiras, essa é mais uma peça que aproxima o brasileiro do mesmo tipo de estrutura de investimento já disponível para o investidor americano.

Disclaimers

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O investimento internacional envolve riscos especiais, incluindo flutuações cambiais, diferentes padrões de contabilidade financeira e possível volatilidade política e econômica.

Os fundos negociados em bolsa (“ETFs”) estão sujeitos à flutuação do mercado e aos riscos de seus investimentos subjacentes. Ao contrário dos fundos mútuos, as ações do ETF são compradas e vendidas a um preço de mercado, que pode ser superior ou inferior ao seu NAV, e não são resgatadas individualmente do fundo. Antes de investir em qualquer fundo negociado em bolsa, você deve considerar seus objetivos de investimento, riscos, encargos e despesas. Contate a Avenue para um prospecto, oferecendo uma circular ou, se disponível, um prospecto resumido contendo essas informações. Leia atentamente.

Investir em fundos UCITS envolve riscos. Flutuações do mercado, mudanças econômicas e fatores externos podem afetar os retornos, com possíveis perdas, incluindo a redução do capital investido. Embora os fundos UCITS sejam regulamentados, eles ainda estão sujeitos a riscos como restrições de liquidez, volatilidade do mercado, variações nas taxas de juros e influências geopolíticas. O risco cambial também pode impactar investimentos estrangeiros.

Tenha em mente que não há garantia de que qualquer estratégia será bem sucedida ou lucrativa, nem protegerá contra uma perda.

Tenha em mente que os indivíduos não podem investir diretamente em nenhum índice, e o desempenho do índice não inclui custos de transação ou outras taxas, o que afetará o desempenho real do investimento. Os resultados individuais do investidor variam. O desempenho passado não garante resultados futuros.

Em geral, o mercado de títulos é volátil, e os títulos de renda fixa carregam risco de taxa de juros. À medida que as taxas de juros sobem, os preços dos títulos geralmente caem, e vice-versa; esse efeito é geralmente mais pronunciado para títulos de longo prazo. Os títulos de renda fixa também carregam risco de inflação, risco de liquidez, risco de chamada (call risk), e riscos de crédito e inadimplência para emissores e contrapartes.

A situação de cada investidor é única e você deve considerar seus objetivos de investimento, tolerância ao risco e horizonte de tempo antes de fazer qualquer investimento. Investir envolve risco e você pode incorrer em um lucro ou perda, independentemente da estratégia selecionada. O conteúdo acima não é uma recomendação para comprar ou vender qualquer ativo individual ou qualquer combinação de ativos.

As informações acima foram obtidas de fontes consideradas confiáveis, mas não garantimos que sejam precisas ou completas; não constituem uma declaração de todos os dados disponíveis necessários para tomar uma decisão de investimento, nem representam uma recomendação. Quaisquer opiniões são exclusivamente do autor e não refletem, necessariamente, as da Avenue Securities ou de suas afiliadas.

Não há garantia de que essas opiniões ou previsões aqui fornecidas se mostrem corretas.

Avenue Securities não é afiliada e não endossa as opiniões ou serviços do(a) J.P. Morgan Asset Management.

Redação Avenue

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