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2026: O que o Brasil pode esperar?

Avenue reúne especialistas em uma mesa redonda para discutir – e tentar antecipar – os diferentes cenários a 444 dias da próxima eleição.

18 jul 2025

Resumo

O que o futuro reserva para o nosso país? Foi com essa provocação que, ao final do segundo dia de Avenue Connection, o main stage do evento recebeu Murillo de Aragão, Alexandre Garcia e Roberto Motta para uma mesa redonda comandada por William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue Securities, em que os especialistas analisaram o cenário eleitoral para 2026 e os possíveis impactos políticos e econômicos para o mercado brasileiro no próximo ano.

Incertezas eleitorais e o mercado em alerta

Embora seja difícil prever o que os próximos meses reservam ao país e ao mundo, Aragão comentou que o cenário que vem se desenrolando é de muita confusão e de um desequilíbrio institucional que não vem dos dias de hoje. “Lula e  Bolsonaro, por razões diferentes, anteciparam a eleição, e ainda tem a guerra tarifária promovida por Trump. Tudo isso cria um cenário, obviamente, de muita incerteza nos próximos meses. E, em geral, o mercado financeiro reage mal à incerteza”, disse ele, complementando que ainda não é possível cravar nenhum tipo de cenário de quem vai ganhar ou perder, pois os acontecimentos que ainda estão por vir podem afetar enormemente o desempenho dos atores políticos e das instituições.

Sobre essas incertezas, Garcia brincou que embora não tenha trazido uma bola de cristal, concorda com o colega de que, diferente de anos anteriores, em que era possível apontar um candidato mais suscetível à vitória, existe agora uma grande imprevisibilidade.

No Brasil, até o passado é imprevisível. Agora imagine o futuro!

Alexandre Garcia

Jornalista, apresentador e colunista de política

Complementando a fala de Garcia, Motta disse que, mesmo enxergando possíveis quadros para o próximo ano, ainda existem pontos que não se encaixam em nenhum deles. “Quando a gente olha para o que vai acontecer, é sempre bom a gente examinar as possibilidades. Eu acho que, em qualquer cenário, nós vamos continuar a ver mais ou menos o mesmo jogo político que a gente vê hoje”, explicou, reforçando que não vê perspectivas de uma redução consistente e significativa da dívida pública e nem da carga tributária, nenhuma modificação substancial nos programas assistenciais ou no sistema eleitoral, ou sequer de uma política melhor. “Eu escuto muitas vezes as pessoas expressando a esperança de que nas próximas eleições nós vamos ter uma política mais alinhada com o desejo do cidadão, mas eu não vejo possibilidade disso”, frisou, sendo complementado por Aragão, “Esses cenários estão submetidos a variáveis que nós não controlamos, e é impensável como um país como o Brasil tolere tamanho grau de mediocridade política”.

O cientista político acrescentou ainda que, seja quem for o presidente, o quadro deve ser muito parecido com o que temos hoje, com um possível agravamento do cenário fiscal, que irá desencadear debates dramáticos. De acordo com ele, esse será o ponto de atenção. “O próximo ano não dependerá somente da economia, e sim da sensação térmica da economia. Porque muitas vezes a economia vai bem, mas a população não se sente bem. Outras vezes ela não vai tão bem, mas as pessoas acham que está tudo bem. Então, a sensação térmica é importante”, reforçou, incluindo que a narrativa do ‘nós contra eles’ tem certos limites. “O Brasil não é um país anti-rico, todo mundo no Brasil quer ser rico, todo mundo quer ganhar dinheiro, todo mundo quer ter seu próprio negócio”, disse.

Ainda segundo Aragão, todos os cenários de crise fiscal e do chamado ‘tarifaço’, a depender do que virá, podem ter efeitos dramáticos na economia. “Nós podemos viver uma crise de exportação semelhante à que aconteceu no crash de 1929. Tem vários setores da indústria que não vão ter para onde exportar. E do outro lado tem uma figura que é o Trump, que pode amanhã numa canetada proibir, por exemplo, a emissão de vistos para brasileiros, ou cogitar tirar o sistema financeiro brasileiro do SWIFT”, explicou, “O importante é a geopolítica, o futuro do dólar”.

O Eleitor como Fator Central

Para Garcia, o principal personagem a ser considerado na eleição do próximo ano é o povo brasileiro. Segundo ele, para poder ter uma definição do cenário, é preciso entender quem são e o que querem esses eleitores. “Obviamente a gente é otimista sendo brasileiro, acredita no Brasil, mas esse otimismo acaba chegando até um certo ponto. Você começa a ver um ou dois fatores, você começa a falar algumas coisas e a gente já cai um pouco na realidade, que é a realidade de fato, do Brasil”, explicou.

“O problema do Brasil não é de hardware, é de software”, definiu Motta, seguido por Will, que reforçou que o intuito do painel é justamente mostrar o porquê de se investir fora do país, trazendo um contexto dos motivos pelos quais é interessante ter uma diversificação dos investimentos. “Acho que a questão do investir fora é uma questão cultural. Até alguns anos atrás era impraticável até mesmo investir no Brasil, porque tudo passava pela mão do gerente do banco. Você não podia fazer nada na vida se você não falasse com o gerente de quatro, cinco, seis bancos, e houve uma desburocratização, que foi muito positiva”, relembrou Aragão.

De acordo com ele, é uma tendência, as pessoas vão aos poucos conhecendo os instrumentos e tendo mais segurança para investir fora do país.

Eu não vejo uma visão hegemônica de que tudo vai dar errado. O Brasil é como um buffet: tem comida boa, comida ruim, é só escolher direitinho. Então, investir fora é uma decisão inteligente porque você contrabalança, O Brasil está fadado a dar certo. Só não vai dar certo agora.

Murillo de Aragão

Advogado, jornalista, cientista político e palestrante

Portfólio completo para investir em dólar

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Redação Avenue

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