Cenários e perspectivas para o mercado global em 2025 dominam o segundo dia do Avenue Connection
18 jul 2025
Na plenária principal do segundo dia do Avenue Connection, Juliana Benvenuto, coordenadora de Treinamento e Conteúdo da Avenue, conduziu uma conversa estratégica com Nicholas McCarthy, Estrategista-chefe de Investimentos do Itaú Unibanco, e Daniel Haddad, Chief Investment Officer da Avenue.
Eles trouxeram uma leitura sofisticada do cenário macroeconômico atual e das projeções para 2025 com uma provocação central: o mundo está mudando, e o investidor brasileiro precisa ajustar sua bússola estratégica se quiser continuar evoluindo.
“Qual a coisa mais importante para qualquer investidor de qualquer lugar do mundo? Ganhar dinheiro acima da inflação. Se isso não acontece, ficam mais pobres ao longo do tempo.”, provocou McCarthy.
A frase, direta e incômoda, sintetiza a lógica que deve guiar toda tomada de decisão de quem investe.
No Brasil, o CDI ainda garante um ganho real nos tempos atuais — mas isso não é regra global. Em muitos países, o investidor precisa correr risco para resguardar o patrimônio, o que reforça, segundo os painelistas, a importância da diversificação e da alocação internacional eficiente.
E o cenário internacional tem mudado, reforçando a importância de olhar não apenas para o mercado americano, mas para outros mercados em que é possível investir com exposição ao dólar.
A volatilidade global, a guerra tarifária entre EUA e China, o conflito no Oriente Médio e os desafios fiscais da Europa criam um ambiente em que a previsibilidade é um luxo raro.
Como alertou Daniel Haddad, “não se trata de prever o próximo movimento, e sim de estar posicionado de forma eficiente para o longo prazo”.
O CIO da Avenue apontou que o entusiasmo com ativos de risco tende a desaparecer nos momentos de queda, quando o ímpeto de vender se sobrepõe à lógica de longo prazo.
E é aí que entra o verdadeiro papel da assessoria: conhecer o perfil do investidor para construir uma carteira capaz de atravessar turbulências sem comprometer a jornada.
Afinal, a variável mais poderosa dos juros compostos é o tempo, mas só se você conseguir permanecer investido.
“Os melhores dias do mercado costumam vir logo após os piores, e, para capturá-los, é preciso consistência, rebalanceamento e uma alocação que proteja da volatilidade sem abrir mão das oportunidades”, reforçou Haddad.
“Ficar de fora é, por si só, um risco.”, finalizou.
Diversificação eficiente não é apenas uma questão de distribuir ativos, mas uma resposta estratégica ao comportamento emocional do investidor.
Por isso, segundo os especialistas, a diversificação geográfica, setorial e cambial deve deixar de ser um discurso aspiracional e se tornar prática recorrente, consistente e perene.
“É aí que entra a diferença entre alocação tática e estrutural”, explicou McCarthy.
A primeira olha para janelas de seis meses. A segunda, para ciclos de três anos ou mais.
Haddad destaca que, no Brasil, a cultura do investimento foi moldada por um ambiente de incertezas e volatilidade extrema, o que nos acostumou a operar de forma majoritariamente tática.
Mas ele alerta que a tática só é útil quando está a serviço de uma estratégia clara e bem estruturada. Para isso, é fundamental delegar decisões pontuais a quem acompanha o mercado em tempo real, porque o que é válido hoje pode não ser amanhã.
“Todo mundo busca a próxima ação que vai subir, mas o verdadeiro amadurecimento está em entender que investir no exterior é sobre permanência”, afirmou.
E essa permanência exige mais do que convicção — exige disciplina, rebalanceamento e uma visão estrutural capaz de gerenciar o capital em meio ao ruído.
Essas ilhas de excelência provam que o país tem potencial, o desafio é fazer com que essas boas práticas se espalhem.
Portfólio completo para investir em dólar
Abrir conta“Prever o dólar no curto prazo é uma tarefa inglória”, afirmou Haddad.
Mais do que acertar o timing, a grande lição da palestra foi clara: tempo e diversificação são os principais aliados do investidor.
Recessão? Pode vir agora ou daqui a dois anos. Ninguém sabe.
Mas quem está bem-posicionado, com alocação estratégica e rebalanceamento disciplinado, atravessa o ciclo e sai mais forte do outro lado.
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Tenha em mente que não há garantia de que qualquer estratégia será bem-sucedida ou lucrativa, nem protegerá contra uma perda.