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Estados Unidos e a sua relevância como um eixo global de investimentos

Bill Capuzzi e Roberto Lee comentam sobre as mudanças no cenário atual de investimento no país norte-americano e a influência da tecnologia no mercado

16 jul 2025

Resumo

Dando sequência ao painel de abertura do palco principal do Avenue Connection, em que Daniel Haddad, Chief Investment Officer da Avenue, introduziu a Diáspora Patrimonial, a transferência geracional e a importância da diversificação nos investimentos para investidores brasileiros, Alexandre Artmann, COO da Avenue, conduziu o talk “Estados Unidos: Hub Global de Investimentos”. Nele, Bill Capuzzi, CEO da Apex Fintech Solutions, parceira da Avenue no evento, e Roberto Lee, CEO e fundador da Avenue, comentaram sobre o excepcionalismo dos Estados Unidos e a sua relevância global como polo econômico, financeiro e tecnológico.

Inovações que escalaram o mercado

Pioneira em solucionar questões que engessavam as operações na última década, a Apex se consolidou tanto como uma empresa que atua como custodiante para consultores quanto como empresa de compensação para empresas introdutoras. “A ética da empresa é impulsionar a inovação”, explicou Capuzzi. “Fomos um dos primeiros a ter abertura de conta totalmente digital, sem papelada, a impulsionar a comissão zero, algo que hoje é padrão nos EUA, e a fazer fracionamento, nocional para ações e renda fixa, algo que há 10 anos era impossível”, completou.

De acordo com Lee, as inovações trazidas pela Apex foram cruciais para possibilitar a entrada da Avenue nos Estados Unidos, pois a realidade naquela época, há 8 anos, era totalmente analógica, e a necessidade era de ter escalabilidade, tecnologia e segurança. “A parte mais importante do meu trabalho, de alguém que está tentando construir uma corretora, é cuidar bem do dinheiro de nossos clientes. Antigamente, ou você tinha um parceiro com uma API robusta ou infraestrutura tecnológica, mas que poderia te dar alguma instabilidade em termos financeiros, ou você tinha um parceiro de negócios sólido como a Pershing, mas isso provavelmente o colocaria em uma infraestrutura muito analógica”, contou, comentando sobre a realidade do mercado na última década.

Um dos principais pontos trazidos por eles foi o da transição de uma base de comissão para uma base de taxas nos últimos vinte anos, algo que tem ganhado velocidade e acompanhado as movimentações em relação ao comportamento dos investidores hoje.

Do mercado de comissão ao mercado de taxas

Segundo Capuzzi, há 20 anos aproximadamente 80% do mercado dos EUA era baseado em comissão, e, avançando para hoje, é exatamente o oposto: 80% do mercado dos EUA agora é baseado em taxas.

Ainda é muito cedo, mas acho que os dias de comissão estão realmente ficando para trás, em parte porque acredito que isso posiciona os consultores para realmente agirem nessa capacidade fiduciária. Não ter que se preocupar com churn e coisas em que estão tomando decisões que podem não ser necessariamente do melhor interesse.

Bill Capuzzi

CEO da Apex Fintech Solutions

“Meu palpite é que ainda haverá alguma comissão porque há certos clientes que desejarão esse tipo de estrutura. O modelo baseado em taxas será predominante, incluindo aqui no Brasil, acho que continuaremos a caminhar nessa direção. E acho que essa estrutura de taxa fixa começará a se tornar mais relevante nos EUA, talvez nos próximos cinco a dez anos. Mas minha aposta é que daqui a cinco anos veremos cerca de dez por cento do mercado dos EUA com uma estrutura de taxa fixa”, complementa.

“O que acontece nos EUA leva uns dois ou três anos, talvez um pouco mais, e então acontece no Brasil. A mudança para o modelo de comissão era uma tendência há alguns anos e agora realmente ganhou força.”, complementou Lee, comentando a célebre citação de Martin Scobari de que o segredo para investir no Brasil é observar o que está acontecendo nos EUA e esperar.

“Não estamos apenas observando. Nossas equipes estão focadas nisso. Esta é a nova tendência. Estas são as novas conversas diárias que acontecem em nossos corredores aqui. Então, temos construído novas tecnologias, novas maneiras para nossos consultores executarem ordens de forma diferente.”, disse, concordando com Bill de que essa transição traz uma maior transparência, algo que é valorizado pelos clientes e mais alinhado com o que buscam.     

Transferência de riqueza

“As pessoas nos perguntam, por que todo esse movimento de internacionalização está acontecendo agora? E a principal razão é essa transferência de riqueza. O comportamento desses novos investidores é bem diferente da geração anterior”, definiu Lee, entrando no aspecto da transferência geracional de riqueza.

“Hoje em dia, a geração anterior tem uma espécie de bloqueio quando se trata de investir offshore, e a segunda geração é completamente diferente, talvez porque crescemos, eu digo nós porque me sinto parte disso, em um mundo muito mais conectado, um mundo muito mais globalizado, e nunca tivemos acesso ao offshore. Então, essa nova geração, aqueles que estão recebendo toda essa riqueza massiva, primeiro, são realmente muito abertos”.

A abertura à internacionalização de seus portfólios e a criação de condições para que os filhos possam estudar no exterior são duas das principais características identificadas e apontadas por ele em relação a esse perfil de investidores, que, segundo ele são a principal razão pela qual estamos vendo essa enorme aceleração nos esforços em direção ao offshore.

Para Lee, a resposta para atender cada vez mais as necessidades desses diferentes perfis de investidores envolvem a união da consultoria humana com as possibilidades trazidas pela inteligência artificial, trazendo o melhor dos dois mundos para tornar cada vez mais viável contemplar investidores de diferentes gerações e com características próprias.

Ainda sobre a inteligência artificial, Bill comentou sobre a otimização do trabalho e agilidade que isso traz para o atendimento aos clientes de serviços de investimentos.

“Tenho muitas pessoas que estão lá apenas para responder a perguntas. Por que elas estão lá? Nós não precisamos necessariamente dessas mesmas pessoas. Deveria haver ferramentas usando IA para fazer isso. Não significa que você tenha que se livrar delas, mas faça com que elas trabalhem em algo muito mais valioso.”, comentou, explicando que é possível que engenheiros, por exemplo, sejam 25% mais eficientes com o uso da IA hoje usando IA em termos de construção de código do que são, historicamente. “isso vai revolucionar cada aspecto do nosso negócio. Não há dúvida sobre isso.”, encerrou. 

DISCLAIMER

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Redação Avenue

A Avenue é uma empresa americana que é referência para o brasileiro que busca uma evolução real do seu patrimônio, em dólar. A sua plataforma de investimentos internacionais.

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