07 jul 2026
Viajar para o exterior é um dos objetivos financeiros mais comuns entre brasileiros. Mas, para transformar esse plano em realidade, não basta escolher o destino e pesquisar passagens: é preciso organizar o orçamento, definir uma meta e considerar o impacto do câmbio.
Quando os gastos da viagem estão em dólar, guardar dinheiro apenas em reais pode deixar o planejamento exposto à variação da cotação. Por isso, estratégias como o dólar médio e a conta internacional podem ajudar a reduzir a dependência de uma única data de conversão.
Neste guia, você vai entender como juntar dinheiro para viajar, calcular o custo real da sua viagem, escolher onde guardar os recursos e usar uma conta em dólar para planejar seus gastos com mais previsibilidade. Acompanhe!
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Planejamento financeiro e investimentos: estratégias para dolarizar seu patrimônio
Antes de pensar em como juntar dinheiro para viajar, o primeiro passo é entender quanto essa viagem realmente vai custar.
Muita gente começa o planejamento olhando apenas para passagem e hospedagem. Porém, em uma viagem internacional, o orçamento completo costuma envolver muito mais do que isso.
Além do voo e do hotel, é preciso considerar alimentação, transporte local, passeios, seguro-viagem, compras, reserva para imprevistos e outros.
E tudo isso precisa considerar a cotação da moeda no destino. Esse ponto é importante porque o valor da viagem em reais pode mudar bastante até a data do embarque.
Imagine uma viagem estimada em US$ 5 mil. Se o dólar estiver a R$ 5,00, esse orçamento equivale a R$ 25 mil, antes de impostos e tarifas. Mas se, até a viagem, o dólar subir para R$ 5,50, o mesmo orçamento passa a custar R$ 27,5 mil.
Ou seja, a viagem continua custando US$ 5 mil. O que mudou foi a quantidade de reais necessária para comprar esses dólares.
É por isso que, para viagens internacionais, calcular apenas em reais pode gerar uma falsa sensação de controle. Você pode até definir uma meta em moeda brasileira, mas, se os gastos forem em dólar, o câmbio pode alterar o valor final.
Uma forma mais organizada de planejar é definir a meta primeiro na moeda da viagem e, depois, converter para reais considerando a cotação atual, os impostos e uma margem de segurança.
Por exemplo, se a viagem está estimada em US$ 6 mil, e o dólar está a R$ 5,00, o custo aproximado seria de R$ 30 mil. Mas, para evitar um orçamento apertado, pode fazer sentido adicionar uma margem de 10% a 20% para variação cambial, taxas e imprevistos.
Essa margem não elimina riscos, mas ajuda a reduzir a chance de chegar perto da viagem com menos dinheiro do que o necessário.
Quando o objetivo é uma viagem internacional, o maior risco do planejamento não é apenas gastar mais do que o previsto. Muitas vezes, o problema começa antes mesmo do embarque, na variação do câmbio.
Isso acontece porque a maioria dos brasileiros ganha, economiza e investe em reais, mas boa parte dos custos de uma viagem ao exterior está em outra moeda.
Por isso, para viagens internacionais, uma estratégia possível é converter parte dos recursos aos poucos para a moeda que será usada na viagem. No caso de destinos onde o dólar é referência, manter parte da reserva em dólar pode reduzir a dependência de uma única cotação futura.
Mas é importante entender o outro lado: o câmbio também pode se mover contra essa estratégia.
Se o real se valorizar depois que você comprou dólares, o valor convertido para reais pode parecer menor. Nesse caso, quem esperou para converter poderia ter encontrado uma cotação mais favorável. Ou seja, guardar em dólar pode reduzir o risco cambial para viagens internacionais, mas não é garantia do melhor resultado.
Então qual seria a melhor forma de se programar? Acertar o melhor momento do câmbio?
Isso é difícil até para profissionais do mercado. Por isso, recomendamos a estratégia do dólar médio.
A estratégia do dólar médio consiste em comprar dólares aos poucos, em aportes recorrentes, em vez de tentar acertar o “melhor momento” do câmbio.
Na prática, funciona assim: você converte uma parte dos seus reais para dólar todos os meses até a viagem. Com isso, você forma uma cotação média ao longo do tempo.
Em um mês você compra dólar a R$ 5,00; no outro, a R$ 5,20; depois, a R$ 4,90. No fim, seu custo médio fica entre essas cotações.
A vantagem é reduzir a dependência de uma única data de compra.
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Planejamento para estudar no exterior: como organizar suas finanças para custos em dólar
Depois de calcular o custo da viagem e entender o impacto do câmbio, o próximo passo é escolher onde guardar o dinheiro até o embarque.
E, a seguir, vamos apresentar algumas das opções:
A poupança em reais é uma das formas mais conhecidas de guardar dinheiro para objetivos de curto prazo. Ela é simples, acessível e permite resgate fácil, o que explica por que muitos brasileiros ainda usam essa alternativa para juntar dinheiro para viajar.
O principal benefício é a liquidez. O dinheiro pode ser acessado rapidamente, sem grandes barreiras. Além disso, a poupança não exige conhecimento técnico e costuma ser usada por quem quer apenas separar uma quantia mensal para um objetivo específico.
Mas, para viagens internacionais, ela tem uma limitação importante: o dinheiro continua em reais.
Isso significa que, se o dólar subir até a data da viagem, o valor acumulado pode não ser suficiente para pagar os mesmos gastos planejados. A pessoa pode guardar todos os meses corretamente e, ainda assim, ver a meta ficar mais distante por causa da variação cambial.
Outro ponto é que a rentabilidade da poupança normalmente fica abaixo até mesmo de outras alternativas conservadoras. Ou seja, além do risco cambial, existe o risco de o dinheiro perder poder de compra ao longo do tempo.
Guardar em dólar significa converter parte dos recursos para a moeda americana antes da viagem, em vez de deixar todo o dinheiro em reais até o último momento.
O principal benefício é reduzir a dependência da cotação futura. Como explicamos, em vez de esperar para comprar todos os dólares na véspera da viagem, o viajante pode fazer conversões aos poucos, ao longo dos meses. Assim, vai formando um custo médio em dólar e deixando parte da viagem já alinhada à moeda do gasto.
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Porém, vale mencionar que guardar em dólar também envolve riscos e custos.
O câmbio pode variar em ambas as direções. Se o real se valorizar depois da conversão, quem comprou dólares antes pode ter um resultado pior em reais do que quem deixou para converter depois. Por isso, guardar em dólar pode reduzir o risco cambial para viagens internacionais, mas não garante o melhor câmbio nem elimina perdas.
Também é preciso considerar IOF e spread cambial. Esses custos devem entrar no planejamento, porque reduzem o valor efetivamente disponível para a viagem.
Outro cuidado é não confundir reserva de viagem com investimento de longo prazo. Se a viagem está próxima, o dinheiro precisa estar em uma estrutura líquida e adequada ao prazo. Assumir risco elevado com recursos que serão usados em poucos meses pode comprometer o objetivo.
Outra estratégia comum é guardar dinheiro em investimentos conservadores no Brasil, como CDBs e títulos públicos.
Eles podem ser úteis para quem quer buscar rentabilidade maior do que a poupança e manter o dinheiro aplicado até a data da viagem.
Os CDBs são títulos emitidos por bancos. Ao investir em um CDB, você empresta dinheiro para a instituição financeira e recebe uma remuneração em troca.
Muitos CDBs acompanham o CDI, enquanto outros têm taxa prefixada ou indexada à inflação.
O principal benefício é a previsibilidade relativa, especialmente em CDBs de baixo risco e com prazo compatível com a viagem. Além disso, alguns contam com cobertura do FGC dentro dos limites aplicáveis, o que pode trazer uma camada adicional de segurança em relação ao risco de crédito da instituição.
Mas também existem riscos. CDBs podem ter prazos de vencimento e liquidez diferentes. Alguns permitem resgate diário, enquanto outros só liberam o dinheiro no vencimento. Se a viagem tem data marcada, escolher um CDB sem liquidez antes do embarque pode ser um problema.
Também há incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos, seguindo a tabela regressiva de renda fixa. Quanto menor o prazo, maior tende a ser a alíquota. Além disso, CDBs continuam sendo investimentos em reais, então não eliminam o risco cambial de uma viagem internacional.
Já o Tesouro IPCA+ é um título público que combina uma taxa fixa com a variação da inflação medida pelo IPCA. Ele pode ser interessante para objetivos de médio e longo prazo, porque ajuda a preservar poder de compra em reais.
Porém, para viagens com prazo curto, é preciso cuidado. O Tesouro IPCA+ sofre marcação a mercado. Isso significa que, se o investidor vender o título antes do vencimento, o preço pode estar maior ou menor do que o valor esperado, dependendo das condições de juros no momento.
Depois de estimar o custo da viagem, chega a pergunta mais prática: quanto guardar por mês para chegar lá?
A resposta depende principalmente do valor total da viagem, do prazo até o embarque e da rentabilidade esperada.
Para simplificar, vamos considerar uma simulação hipotética com as seguintes premissas:
Prazo até a viagem: 12 meses
Câmbio hipotético: US$ 1 = R$ 5,00
Retorno hipotético: 4% ao ano em dólar, com rendimento mensal equivalente
Aportes mensais iguais
Sem considerar IOF, spread cambial, impostos, taxas, inflação ou mudanças na cotação do dólar
⚠️ Simulação apenas educacional, sem garantia de resultado.
Com essas premissas, teríamos os seguintes valores aproximados:
| Meta da viagem | Valor estimado em reais | Quanto guardar por mês em dólar | Equivalente aproximado em reais |
| US$ 3.000 | R$ 15.000 | US$ 246/mês | R$ 1.228/mês |
| US$ 5.000 | R$ 25.000 | US$ 409/mês | R$ 2.046/mês |
| US$ 8.000 | R$ 40.000 | US$ 655/mês | R$ 3.274/mês |
Na prática, isso significa que uma pessoa que quer juntar US$ 5 mil em 12 meses precisaria guardar cerca de US$ 409 por mês, considerando a taxa hipotética de 4% ao ano. Com o câmbio hipotético de R$ 5,00, isso equivaleria a aproximadamente R$ 2.046 por mês.
Mas esses números devem ser vistos apenas como referência.
Na realidade, o valor final pode mudar por vários motivos. O dólar pode subir ou cair, os custos de conversão podem reduzir o valor efetivamente investido, a rentabilidade pode ser menor do que a estimada e os gastos da viagem podem aumentar até o embarque.
Por isso, uma boa prática é trabalhar com margem de segurança. Se a viagem está estimada em US$ 5 mil, por exemplo, pode ser prudente planejar um valor um pouco maior, como US$ 5,5 mil para cobrir variações de câmbio, taxas, imprevistos e gastos não previstos no roteiro.
Também vale lembrar que, quanto menor o prazo, maior precisa ser o aporte mensal. Se a viagem será daqui a seis meses, o esforço mensal será bem maior do que em um plano de 12 ou 24 meses.
Depois de juntar dinheiro para viajar, outra decisão importante é como levar e usar esse dinheiro no exterior.
Levar todo o dinheiro em espécie pode parecer simples, mas aumenta o risco de perda, roubo ou imprevistos. Usar apenas cartão de crédito brasileiro pode ser prático, mas costuma envolver IOF mais alto e conversão feita na fatura, o que deixa o viajante exposto à cotação do fechamento. Já cartões pré-pagos e contas internacionais podem ajudar a organizar melhor os gastos antes e durante a viagem.
Nesse contexto, a conta internacional com cartão de débito pode ser uma alternativa interessante para quem quer viajar com mais previsibilidade.
Com a Avenue, além de investir por meio de uma conta internacional, você também pode contar com um cartão de débito internacional para usar o saldo em dólar durante a viagem.
Na prática, isso ajuda a simplificar pagamentos fora do país, porque você pode converter reais para dólar antes da viagem e usar o dinheiro já disponível na conta. Assim, parte dos gastos passa a estar mais alinhada à moeda que você vai usar no destino.
E uma das muitas vantagens do cartão Avenue está na forma como o IOF é cobrado.
Diferentemente do que acontece em cartões de bancos brasileiros tradicionais, a conta Avenue é uma conta bancária americana. Isso significa que, ao usar o cartão para compras e saques no exterior com o dinheiro já convertido, não há nova incidência de impostos brasileiros diretos sobre cada transação.
O IOF é cobrado no momento da conversão de reais para dólares. Ao enviar reais do Brasil para sua conta Avenue, convertendo para dólar, a alíquota é de 3,5%. Depois disso, ao usar o cartão com o saldo já convertido, você não paga IOF novamente sobre cada compra.
Outro ponto importante é que a conta corrente e o cartão de débito Avenue não possuem tarifas de abertura nem de manutenção mensal.
Isso facilita o planejamento para quem quer usar uma conta internacional como parte da organização financeira da viagem.
E, além do custo, o cartão internacional também ajuda no controle dos gastos.
Ao usar o saldo já convertido, fica mais fácil acompanhar quanto ainda está disponível para alimentação, transporte, compras, passeios e imprevistos.
Não existe uma única resposta – depende do prazo, do destino e do perfil de cada pessoa. Opções incluem poupança em reais, CDBs, contas internacionais em dólar e Tesouro IPCA+. Guardar em moeda do destino pode reduzir o risco cambial, mas o câmbio pode variar negativamente também. Cada opção tem riscos e custos específicos.
Guardar em dólar pode fazer sentido se você quer reduzir o risco de variação cambial entre o momento de poupança e a viagem. Porém, se o real se valorizar nesse período, você teria rendimento menor em reais. É uma estratégia de proteção cambial, não de maximização de retorno. O câmbio é imprevisível.
A conversão envolve o spread cambial (diferença entre a taxa de mercado e a taxa cobrada pela instituição) e o IOF, cujo percentual varia conforme o tipo de operação. Esses custos devem ser incluídos no planejamento – consulte avenue.us/custos para os valores atualizados.
As principais opções são: cartão de crédito internacional (IOF de 6,38% sobre compras), cartão pré-pago em moeda estrangeira, dinheiro em espécie (IOF menor, mas risco de perda/roubo) e conta internacional com cartão de débito em dólar. Cada opção tem custo e praticidade diferentes – compare antes de viajar.
Viajantes que saem do Brasil com valores acima de R$ 10.000 (ou equivalente em moeda estrangeira) devem declarar o valor à Receita Federal na saída. Para compras no exterior com cartão, a declaração ocorre no IRPF anual conforme as regras vigentes.
Investimentos envolvem riscos, incluindo a possível perda do capital investido. Rentabilidade passada não é garantia de resultado futuro. Este conteúdo é de caráter exclusivamente educacional e não constitui recomendação de investimento, assessoria financeira ou oferta de valores mobiliários. Consulte um profissional qualificado antes de tomar decisões de investimento. Investimentos em moeda estrangeira estão sujeitos a risco cambial. A variação do câmbio pode resultar em ganhos ou perdas adicionais independentemente do desempenho do ativo investido. IOF e demais tributos aplicáveis são de responsabilidade do investidor.
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