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Como os millennials investem: o retrato da Geração Global 

16 set 2026

Resumo

Durante o Avenue Connection 2026, um painel reuniu Marina Valentini, do JP Morgan Asset Management, e uma especialista da Avenue, para falar sobre um público que já ocupa o centro do mercado financeiro brasileiro: os millennials. A conversa se conecta diretamente com a tese que guia o evento em 2026, a Geração Global – o grupo de brasileiros que já vive, trabalha e investe sem se limitar às fronteiras do país, mesmo sem ter saído dele. 

Segundo os dados apresentados no painel, essa geração vive um momento duplo: está no auge da curva de crescimento salarial e, ao mesmo tempo, vai protagonizar nos próximos anos a maior transferência de patrimônio da história global. Neste texto, você entende quem é esse investidor, o que ele espera de quem cuida do seu dinheiro e como o mercado – da assessoria às instituições financeiras – está se reorganizando para atendê-lo. 

É uma mudança que te interessa mesmo que o tema pareça distante: entender como a próxima geração de investidores se comporta ajuda você a antecipar para onde o mercado – e a forma de cuidar do seu próprio dinheiro – está caminhando. 

Quem é o investidor millennial da Geração Global 

De acordo com os números compartilhados por Marina Valentini, os millennials somam cerca de 70 milhões de pessoas no Brasil, o equivalente a cerca de 34% da população do país. É um contingente que vive um momento particular: está entrando no período de maior crescimento de renda da carreira, com aumentos salariais que, segundo o painel, podem chegar a 36% ao ano nas fases mais aceleradas da vida profissional. 

Ao mesmo tempo, essa geração começa a se preparar para herdar parte de uma riqueza que vai passar de mãos globalmente nas próximas décadas: as projeções citadas no painel apontam para mais de US$ 100 trilhões em patrimônio transferido entre gerações até 2048 – a chamada ‘grande transferência de riqueza’. É esse cruzamento entre mais renda própria e mais patrimônio herdado que torna o millennial um personagem central para o mercado financeiro nos próximos anos. 

"A grande diferença em relação às gerações anteriores é que os millennials querem ser empoderados pelos assessores, sentindo-se os reais protagonistas das decisões de investimento."

Marina Valentini

Global Market Strategist do JP Morgan Asset Management

A maior transferência de patrimônio da história – e o risco de perder o cliente 

Essa transição, porém, não é automática para quem já presta serviços financeiros hoje. Um dado citado no painel chama atenção: entre 80% e 90% dos herdeiros afluentes não pretendem manter o mesmo assessor ou a mesma instituição financeira que atendia os pais. Na prática, isso significa que a relação construída ao longo de uma geração pode não se repetir na seguinte. 

Para Marina Valentini e para o especialista da Avenue, a leitura é direta: quem não começar a construir relacionamento com essa nova geração agora corre o risco real de perder contas justamente no momento da transição patrimonial – um processo que, segundo as projeções do painel, já está em curso. Para entender como essa sucessão funciona na prática, vale a leitura de Sucessão Patrimonial no Exterior: entenda como funciona

O que muda: autonomia e visão internacional 

Mas para reverter esse risco, o painel apontou que o primeiro passo é entender o que essa geração realmente espera de quem cuida do seu dinheiro. A principal diferença em relação aos investidores de gerações anteriores, segundo o painel, está no desejo de autonomia.

O millennial da Geração Global não quer apenas delegar decisões ou receber recomendações prontas de ativos locais: ele quer entender a lógica por trás de cada escolha e ter acesso a ferramentas internacionais que reforcem que a decisão final continua sendo dele. Isso se conecta diretamente com a ideia de investir no exterior sendo brasileiro: não é sobre abandonar o Brasil, mas sobre ampliar o repertório de onde e como alocar o patrimônio. 

Pressionado pelos custos, exigente com a técnica 

Se você também sente que moradia, saúde e educação consomem uma fatia maior da sua renda do que consumiam para a geração dos seus pais, não é impressão sua: essa é justamente a pressão que, segundo o painel, molda o comportamento financeiro dessa geração. Essa busca por autonomia tem uma explicação socioeconômica, de acordo com o painel. Os millennials formam uma geração mais instruída e especializada do que as anteriores, mas também mais pressionada financeiramente: os custos de moradia, saúde e educação subiram de forma desproporcional em relação à renda, o que adia marcos como a compra do primeiro imóvel e a formação de reservas maiores. 

Diante desse cenário, o painel descreveu um filtro de três critérios que esse investidor aplica na hora de escolher quem vai cuidar do seu dinheiro: 

As cinco mudanças no papel da assessoria 

Para atender esse perfil, o painel apontou cinco frentes em que a forma de fazer assessoria de investimentos precisa se adaptar. 

1. De gestão de portfólio para planejamento sem fronteiras 

A conversa deixou de girar em torno de rentabilidade pontual e ativos locais e passou a incluir alocação internacional, gestão de risco cambial, estruturas patrimoniais no exterior e planejamento sucessório completo – um raciocínio de portfólio bem mais amplo do que o tradicional. 

2. Coaching comportamental 

Por ser uma geração hiperconectada, o papel do assessor passa a incluir ajudar o investidor a lidar com o FOMO (o medo de ficar de fora), evitar decisões por impulso vindas de redes sociais e manter disciplina em momentos de volatilidade. 

3. Comunicação mais frequente e mais direta 

Relatórios longos e reuniões trimestrais formais perdem espaço para uma comunicação contínua, em canais do dia a dia, com mensagens curtas, dados visuais e sem jargão técnico desnecessário. 

4. Um modelo híbrido, com tecnologia e curadoria humana 

Com a inteligência artificial automatizando diagnósticos e análises, o papel do profissional se aproxima do que o painel comparou a um curador: a tecnologia oferece as ferramentas, mas cabe à pessoa entender o contexto, a sensibilidade da situação de cada cliente e ajustar a estratégia à realidade dele. 

5. Atualização técnica constante 

Por fim, o painel reforçou que, em um mercado sem fronteiras, conhecer novos produtos, teses globais e mudanças regulatórias e tributárias deixou de ser diferencial e passou a ser básico para manter autoridade com essa nova geração de investidores. 

O que fica desse painel 

O retrato que emerge é o de uma geração que já pensa global antes mesmo de decidir onde vai morar ou trabalhar – e que carrega essa mentalidade para dentro da própria carteira de investimentos. Para o mercado financeiro, entender esse comportamento não é um exercício teórico: é parte do que decide se a relação com o cliente se mantém ou se perde justamente no momento em que o maior volume de patrimônio da história muda de mãos. 

Se você se identifica com esse perfil – ou está começando a pensar em como organizar a transferência do seu próprio patrimônio -, vale entender como esse processo funciona na prática, incluindo as diferenças entre o Brasil e os Estados Unidos. Baixe o e-book gratuito Sucessão Patrimonial da Avenue e conheça os mecanismos, os ativos envolvidos e os pontos de atenção para começar a se organizar. 

FAQ sobre como millennials investem

O que é a Geração Global e por que ela aparece nesse painel sobre millennials? 

A Geração Global é a tese que guia o Avenue Connection 2026: brasileiros que já vivem, trabalham e investem sem se limitar às fronteiras do país. Os millennials são um dos grupos que mais representam esse comportamento, por isso o painel os coloca no centro da conversa sobre o futuro do mercado financeiro. 

Por que os millennials são tão importantes para o mercado financeiro agora? 

Porque vivem um momento duplo: estão na fase de maior crescimento salarial da carreira e, ao mesmo tempo, vão herdar parte da maior transferência de patrimônio já registrada na história, estimada em mais de US$ 100 trilhões até 2048. 

O que muda na hora de escolher um assessor de investimentos, segundo o painel? 

O painel descreveu três critérios principais: confiança e ética (transparência sobre remuneração), profundidade técnica (respostas que vão além do superficial) e consistência (acompanhamento constante ao longo do tempo). 

Por que tantos herdeiros trocam de assessor financeiro? 

Porque a relação de confiança construída com os pais não se transfere automaticamente para a próxima geração. Estudos do setor apontam que entre 70% e 90% dos herdeiros trocam de assessor após receber a herança, o que torna esse momento um risco real de perda de clientes para quem não começa esse relacionamento antes da transição. 

Como a inteligência artificial está mudando o papel do assessor de investimentos? 

Segundo o painel, a inteligência artificial está automatizando diagnósticos e análises, mas o papel humano se aproxima do de um curador: quem entende o contexto e a sensibilidade da situação de cada cliente, ajustando a estratégia à realidade dele. 

Isso é relevante só para quem já tem herança para receber? 

Não. Entender como a próxima geração de investidores se comporta ajuda qualquer pessoa a antecipar para onde o mercado – e a forma de cuidar do próprio dinheiro – está caminhando, independentemente de estar recebendo ou deixando um patrimônio. 

Disclaimers

Oferta de serviços intermediada por Avenue Banco de Investimentos. Avenue Securities Banco de Investimento S.A. (“Avenue Banco de Investimentos”) é um banco de investimentos, devidamente autorizado pelo Banco Central do Brasil (“BCB”) e pela comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). Os saldos disponíveis em Reais são mantidos na Avenue Securities Banco de Investimento S.A., uma instituição financeira regulada. Os fundos detidos pela Avenue Banco de Investimentos não são cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Veja todos os avisos importantes: https://avenue.us/termos/. 

O investimento internacional envolve riscos especiais, incluindo flutuações cambiais, diferentes padrões de contabilidade financeira e possível volatilidade política e econômica. 

Tenha em mente que não há garantia de que qualquer estratégia será bem sucedida ou lucrativa, nem protegerá contra uma perda. 

Não há garantia de que as opiniões ou previsões aqui mencionadas se mostrem corretas. 

As informações apresentadas foram obtidas de fontes consideradas confiáveis, mas não garantimos que sejam precisas ou completas; não constituem uma declaração de todos os dados disponíveis necessários para tomar uma decisão de investimento, nem representam uma recomendação. Quaisquer opiniões são exclusivamente dos palestrantes citados e não refletem, necessariamente, as da Avenue Securities ou de suas afiliadas. 

Avenue Securities não é afiliada e não endossa as opiniões ou serviços da JP Morgan Asset Management. 

Redação Avenue

A Avenue é uma empresa americana que é referência para o brasileiro que busca uma evolução real do seu patrimônio, em dólar. A sua plataforma de investimentos internacionais.

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