Home Avenue Connection 2026 Investindo no exterior

IA nos investimentos: as 5 camadas que JPMorgan e Avenue mostraram no Connection 

16 set 2026

Resumo

Enquanto o noticiário brasileiro fica concentrado em pautas domésticas, uma transformação econômica de outra escala segue acontecendo lá fora. Foi esse o pano de fundo do painel “A Próxima Revolução Industrial: Como Investir na IA Hoje”, no palco principal do Avenue Connection 2026, com Marina Valentini, VP e estrategista do JPMorgan Asset Management, e Henry Conceição, CTO da Avenue, sob moderação de Will Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue. 

A conversa juntou duas perspectivas complementares: a leitura de mercado de quem acompanha o fluxo global de capital (JPMorgan) e a visão de quem vive a adoção de IA no dia a dia de uma empresa de tecnologia (Avenue). O recado final foi direto: pensar globalmente já não é sobre “ficar de fora” ou “ficar por dentro” – é sobre onde, exatamente, estão as camadas de oportunidade.

A adoção mais rápida da história da tecnologia 

Marina abriu comparando curvas de adoção: o vaso sanitário com descarga levou 70 anos para chegar a 75% dos consumidores; a internet, cerca de 12 anos; o smartphone, 10. A inteligência artificial generativa, segundo o JPMorgan, atingiu esse mesmo patamar em apenas 3 anos – hoje, mais de 75% dos americanos já usam algum modelo de linguagem no cotidiano

No ambiente corporativo, o ritmo é mais lento: a adoção de IA em funções de negócio nos EUA saiu de cerca de 10% para 20% em um ano, com expectativa de chegar a 40% até 2030. Marina resume essa diferença em três fatores – pessoas, processos e preço – os “3 P’s” que ainda seguram a curva dentro das empresas.

O que a Avenue vê por dentro da adoção corporativa 

Henry trouxe o ponto de vista de quem lida com essa transição na prática. Para ele, uma vez que um setor entra no “modelo agêntico” de trabalho, sair da corrida deixa de ser opção: ganhos de produtividade de 10% a 30% se tornam diferencial competitivo relevante o suficiente para forçar todo o setor a acompanhar o ritmo. É uma leitura que ecoa outro momento de virada recente: Big Techs: o que são e como investir nelas mostra como empresas que não se adaptaram a mudanças estruturais de tecnologia perderam relevância de forma parecida. 

IA e emprego: o dado que contraria o discurso mais alarmista 

Um dos pontos mais citados do painel foi sobre o mercado de trabalho. Apesar do discurso recorrente de que a IA vai substituir profissões em massa, o JPMorgan não vê, até agora, uma onda forte de demissões atribuída à tecnologia – inclusive identificando um fenômeno batizado de “AI washing”, quando empresas usam a IA como justificativa genérica para cortes que teriam outras causas. Em alguns casos, o efeito foi o oposto do esperado: a demanda por radiologistas, por exemplo, aumentou, porque a IA acelerou o diagnóstico e ampliou a necessidade de julgamento humano especializado sobre os resultados. 

As cinco camadas de investimento em inteligência artificial 

O núcleo mais aplicável do painel foi o framework apresentado por Marina para pensar onde a oportunidade de investimento em IA realmente está distribuída: 

  1. Energia – os data centers já consomem 6% da eletricidade dos EUA, com projeção de chegar a 12% em quatro a cinco anos. 
  1. Semicondutores e chips – concentrados em poucos países, como Coreia, Taiwan, China e Japão. 
  1. Infraestrutura de IA – componentes e conexões que sustentam a operação dos data centers. 
  1. Hyperscalers – as empresas que fazem o grande investimento em capacidade computacional. 
  1. Modelos de linguagem e aplicativos – da infraestrutura à camada final, que deve ser a mais relevante para os próximos anos. 

Sobre esse último ponto, Marina destacou que o mercado está cada vez mais seletivo: nos primeiros anos do ciclo, o retorno se concentrou nas hyperscalers; agora, o foco também passa por indústrias relacionadas, como semicondutores, hardware e o setor elétrico. 


Bolha ou começo de ciclo? 

A pergunta que não faltou foi sobre bolha – e o painel não fugiu dela. Para Henry, a corrida “ainda está longe de estar fechada”: não há um campeão consolidado no setor, e o histórico recente mostra empresas trocando de posição de liderança em poucos anos. Marina complementou com dados de fundamento: o crescimento de lucro do setor de semicondutores nos EUA passou de 109% este ano, e o mercado revisou a projeção de crescimento de lucro do S&P 500 para 2026 de 13% (estimativa do início do ano) para 32%.  

"A gente vê que a composição das maiores empresas dentro dos Estados Unidos vai mudando a cada década… é importante se manter investido, mas com a gestão ativa."

Marina Valentini

VP e Estrategista, JPMorgan Asset Management

O convite: não ficar de fora da corrida 

O fechamento do painel amarrou o debate técnico com a tese do evento. Para Henry, o Brasil corre o risco de ficar “capturado” por pautas internas enquanto a transformação acontece em outros países – o convite é sair, literalmente, para acessar essa nova fase da economia global. Marina resumiu de forma direta: a lista das maiores empresas do mundo muda a cada década, e ficar de fora dessa transformação significa abrir mão de participar dela. 

Como acompanhar essa camada de oportunidade 

Investir em inteligência artificial não significa escolher uma única empresa ou apostar em uma tendência isolada – é acompanhar um movimento que atravessa energia, semicondutores, infraestrutura e aplicações, com diferentes graus de maturidade e risco em cada camada.  

Para quem quer entender os veículos disponíveis para isso a partir do Brasil, o Connection detalha o passo a passo em Como investir em inteligência artificial: ações, ETFs e como comprar direto nos EUA 

Abra sua conta na Avenue e acompanhe, direto do mercado americano, as empresas e os setores que estão na linha de frente dessa transformação. 

DISCLAIMERS 

A Avenue Securities LLC é membro da FINRA e da SIPC. Oferta de serviços intermediada por Avenue Securities Banco de Investimento S.A. Veja todos os avisos importantes sobre investimento: https://avenue.us/termos/. 

O investimento internacional envolve riscos especiais, incluindo flutuações cambiais, diferentes padrões de contabilidade financeira e possível volatilidade política e econômica. 

Investimentos em valores mobiliários não são segurados pelo FDIC, não possuem garantia de qualquer instituição financeira e estão sujeitos à perda de valor. É importante que os investidores estejam cientes dos riscos envolvidos, incluindo a possibilidade de perda do capital investido. 

Tenha em mente que não há garantia de que qualquer estratégia será bem sucedida ou lucrativa, nem protegerá contra uma perda. 

Manter ações para o longo prazo não garante um resultado rentável. Investir em ações sempre envolve risco, inclusive a possibilidade de perder todo o investimento. 

Não há garantia de que essas opiniões ou previsões aqui fornecidas se mostrem corretas. 

As informações acima foram obtidas de fontes consideradas confiáveis, mas não garantimos que sejam precisas ou completas; não constituem uma declaração de todos os dados disponíveis necessários para tomar uma decisão de investimento, nem representam uma recomendação. Quaisquer opiniões são exclusivamente do autor e não refletem, necessariamente, as da Avenue Securities ou de suas afiliadas. 

A situação de cada investidor é única e você deve considerar seus objetivos de investimento, tolerância ao risco e horizonte de tempo antes de fazer qualquer investimento. Investir envolve risco e você pode incorrer em um lucro ou perda, independentemente da estratégia selecionada. O conteúdo acima não é uma recomendação para comprar ou vender qualquer ativo individual ou qualquer combinação de ativos. 

Avenue Securities não é afiliada e não endossa as opiniões ou serviços do JPMorgan Asset Management. 

Redação Avenue

A Avenue é uma empresa americana que é referência para o brasileiro que busca uma evolução real do seu patrimônio, em dólar. A sua plataforma de investimentos internacionais.

As mais lidas

Figure
16 jul 2025

UCITS ETFs: O que são, como funcionam, e por que são...

Figure
14 abr 2025

Como investir nos Estados Unidos? Saiba como evoluir o seu...

Figure
09 set 2025

Spread cambial: o que é, como funciona e como calcular

Figure
05 jun 2025

NYSE e NASDAQ: entenda as diferenças entre as principais...

Recomendado para você

Figure
12 jul 2025

Investimentos no exterior: Regulação e Desafios no Anbima...

Figure
30 jun 2026

Home bias: o comportamento que limita sua estratégia global

Figure
16 jul 2025

UCITS ETFs: O que são, como funcionam, e por que são...

Figure
20 jun 2025

O que avaliar ao escolher uma corretora para investir no...

Avenue

Faça parte da vida global

Abrir conta