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Como investir em inteligência artificial: ações, ETFs e como comprar direto nos EUA

29 maio 2026

Resumo

A inteligência artificial deixou de ser tendência e passou a ocupar um papel central na economia global. Ela aparece nos resultados das maiores empresas do mundo, nos dados dos principais índices americanos e nas estratégias de alocação de gestores institucionais.

Para o investidor brasileiro, o mercado americano oferece acesso direto às empresas e ETFs que lideram esse movimento – sem necessidade de passar pela B3. Neste artigo, explicamos como esse acesso funciona, quais são os principais veículos disponíveis e o que avaliar antes de tomar qualquer decisão.

Leia também: Big Techs: O que são e como investir nelas pela Avenue?

O que significa investir em inteligência artificial

Investir em inteligência artificial não significa comprar a tecnologia em si, mas adquirir participação em empresas ou fundos que desenvolvem, aplicam ou se beneficiam dessa tecnologia.

Isso pode ocorrer de formas diferentes: comprando ações de empresas de infraestrutura que fabricam os chips que treinam os modelos de IA; de empresas de tecnologia que integram IA em seus produtos e serviços; ou por meio de ETFs que reúnem um conjunto dessas empresas em um único ativo.

Por que IA virou uma tese de investimento relevante

O interesse dos investidores pela inteligência artificial não surgiu apenas do avanço tecnológico, mas da percepção de que a IA pode provocar mudanças estruturais na forma como a economia funciona.

De acordo com a UNCTAD, o setor de IA pode atingir um valor superior a US$ 4,8 trilhões até 2033. Segundo estimativas do JP Morgan, os avanços em IA podem acrescentar, em média, cerca de US$ 1,9 trilhão ao PIB americano até 2050. Essas são projeções – resultados futuros não são garantidos.

Quem são as principais empresas de IA no mundo

As empresas que lideram o setor de IA concentram-se principalmente nos Estados Unidos e podem ser agrupadas por papel na cadeia de valor:

As ações dessas empresas são negociadas diretamente nas bolsas americanas e estão acessíveis para o investidor brasileiro por meio de uma conta internacional. Muitas delas também fazem parte do grupo das maiores empresas de tecnologia dos EUA – que concentram grande parte do peso dos principais índices americanos.

Saiba mais: Magnificent 7 – as big techs que dominam o mercado americano

Formas de investir em IA – do mais simples ao mais direto

Importante: Este artigo descreve categorias e exemplos de veículos de investimento com finalidade exclusivamente educacional. Não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de nenhum ativo específico. Cada produto possui características, custos e riscos próprios.

ETFs temáticos de IA negociados nos EUA

ETFs temáticos permitem ao investidor ter exposição a um conjunto de empresas do setor de IA em um único ativo, negociado diretamente nas bolsas americanas em dólar.

Existem diferentes tipos de ETFs com exposição ao tema de IA, cada um com estratégia e perfil distintos:

Ponto de atenção – ETFs temáticos vs. ETFs de índice amplo

ETFs temáticos de IA tendem a ter maior concentração setorial e custos de gestão mais altos que ETFs de índice amplo. Ao investir no S&P 500 via ETF, o investidor já tem exposição relevante ao setor de tecnologia e IA – as maiores empresas do índice representavam, em meados de 2026, cerca de 30% da cesta. A escolha entre temático e índice depende do grau de convicção, tolerância ao risco e objetivos de cada investidor.

Ações diretas de empresas de tecnologia com exposição a IA

O investimento direto em ações é a forma com maior potencial de especificidade – e também a que exige mais análise e acompanhamento.

Entre as empresas mais acompanhadas pelo mercado no contexto de IA, é possível identificar alguns perfis:

Ao avaliar ações individuais de empresas de IA, é fundamental analisar os fundamentos de cada companhia – geração de caixa, posição competitiva, valuation relativo e riscos específicos do modelo de negócio.

Leia ainda: Stocks: tudo sobre o mercado de ações dos EUA

Tipos de ações: como entender, comparar e escolher ativos com estratégia global

BDRs e ETFs na B3 – o que diferencia do investimento direto

O investidor brasileiro pode ter exposição a empresas de IA por meio da B3, via BDRs ou ETFs listados localmente:

Diferença prática entre BDR e ação original

Ao comprar um BDR, o investidor não está comprando a ação americana diretamente – está comprando um certificado negociado no Brasil, lastreado no ativo original. Isso muda aspectos como preço (pode haver defasagem), tributação (regras de BDR diferem das de ações no exterior) e liquidez. No investimento direto, o ativo fica custodiado nos EUA, é negociado em dólar e segue a regulação americana.

Leia também: BDR vs. Ações no Exterior: vantagens e desvantagens

Como a Avenue permite investir em IA diretamente em dólar

A Avenue é uma corretora internacional que permite ao investidor brasileiro comprar ações e ETFs listados nas bolsas americanas – em dólar, com custódia nos EUA, sem precisar passar pela B3 ou por BDRs.

Diferença entre comprar ação original e BDR

Quando você compra uma ação diretamente pela Avenue, você está adquirindo o ativo original negociado nas bolsas americanas – com o mesmo preço e as mesmas condições que qualquer investidor no mercado americano teria. O dinheiro é convertido em dólar via câmbio integrado na plataforma, e o ativo fica custodiado em uma conta regulada nos EUA.

No caso de um BDR na B3, você compra um certificado negociado em reais, emitido por uma instituição depositária. O preço pode ter alguma defasagem em relação ao mercado americano, e a tributação segue as regras de BDR da Receita Federal – que diferem das regras para investimentos diretos no exterior.

Passo a passo: abrir conta e comprar ações de IA pela Avenue

O processo é digital e pode ser concluído em poucos passos:

  1. Abra sua conta na Avenue – processo digital, com envio de documentos e validação cadastral.
  2. Converta reais para dólar – a plataforma oferece câmbio integrado com spread regressivo conforme o valor convertido.
  3. Busque o ativo – pesquise pelo nome da empresa ou do fundo na plataforma e selecione o ativo desejado.
  4. Defina o valor e execute a ordem – ações e ETFs americanos podem ser comprados em frações, permitindo começar com valores menores.
  5. Acompanhe a posição – o ativo fica custodiado em sua conta nos EUA e pode ser vendido a qualquer momento durante o pregão americano.

Quer começar a investir em ações de IA nos EUA? Abra sua conta na Avenue.

Investimentos no exterior envolvem riscos, incluindo variação cambial e oscilações de mercado. Avalie seu perfil de investidor antes de tomar qualquer decisão.

Riscos e o que avaliar antes de investir em IA

Volatilidade do setor de tecnologia

Empresas e ETFs ligados ao setor de tecnologia e IA historicamente apresentam volatilidade acima da média do mercado. Quedas de dois dígitos em curtos períodos não são incomuns – e podem ocorrer mesmo em empresas com fundamentos sólidos, como resultado de revisões de expectativas, mudanças de política monetária ou eventos geopolíticos.

O setor de IA combina alta atenção do mercado com avaliações que dependem fortemente de crescimento futuro esperado. Caso esse crescimento seja menor do que o precificado, ajustes de preço podem ser significativos.

Rentabilidade passada de ações ou ETFs de IA não é garantia de rentabilidade futura.

Concentração setorial e risco de diversificação insuficiente

Ao investir em ETFs temáticos de IA ou em ações diretas de empresas do setor, o investidor assume concentração em tecnologia. Se o setor enfrentar um ciclo de correção, toda essa parcela da carteira pode ser afetada de forma similar.

ETFs temáticos com poucos ativos em posições concentradas amplificam tanto ganhos quanto perdas. A diversificação entre setores, classes de ativos e geografias continua sendo fundamental, mesmo para o investidor com convicção na tese de IA.

Risco cambial

Para o investidor brasileiro, qualquer investimento em dólar carrega risco cambial. Mesmo que um ativo de IA valorize em dólar, a conversão de volta para reais pode resultar em retorno menor – ou até negativo – se o real se valorizar no período. O câmbio pode ampliar ganhos ou comprimir retornos, e esse componente deve ser considerado no planejamento da alocação.

Riscos regulatórios e geopolíticos

O setor de IA está sujeito a crescente escrutínio regulatório em diferentes países – dos EUA à União Europeia. Restrições a exportações de chips de alta performance, leis de privacidade de dados e regulações sobre uso de IA em setores específicos podem afetar a receita e o valuation de empresas do setor.

Grandes empresas de tecnologia com posição dominante também enfrentam maior risco de ação antitruste em diferentes jurisdições.

Valuation e expectativas futuras

Parte do crescimento recente do setor de IA se baseia nas expectativas de resultados futuros. Diversas empresas são negociadas a múltiplos elevados em relação à receita e ao lucro atuais – o que cria maior exposição a revisões de expectativas. Se o crescimento não se concretizar na velocidade esperada, o impacto nos preços pode ser relevante.

Isso não significa que as avaliações estejam erradas – parte das grandes empresas de IA já apresenta resultados financeiros concretos. Mas significa que o investidor está, em parte, pagando por um crescimento que ainda não aconteceu.

O debate sobre a ‘Bolha da IA’

A chamada ‘Bolha da IA’ é um termo usado para descrever o receio de que o entusiasmo em torno da inteligência artificial esteja elevando preços e expectativas além do que os fundamentos atuais conseguem sustentar.

Historicamente, bolhas surgem quando uma inovação real e transformadora atrai grandes volumes de capital em pouco tempo. A Bolha da internet (1999–2000) é a referência mais citada: tecnologia real, mas avaliações descoladas dos resultados da época.

No caso da IA, o debate é mais matizado. Parte das empresas líderes do setor apresenta resultados financeiros concretos que acompanham, ao menos parcialmente, o crescimento das cotações. Há também segmentos onde o entusiasmo parece correr à frente dos fundamentos. O investidor que deseja exposição ao tema deve distinguir entre empresas com geração de caixa real e aquelas precificadas exclusivamente por potencial futuro.

A resposta definitiva sobre a existência de uma bolha – e quando ela estoura, se existir – não está disponível. Bolhas, por definição, só são identificadas com clareza em retrospecto.

O que considerar antes de investir em inteligência artificial

Perfil de risco e horizonte de tempo

Investimentos ligados ao setor de IA costumam apresentar maior volatilidade, especialmente no curto prazo. Por esse motivo, a exposição ao tema tende a ser mais adequada para investidores com horizonte de tempo mais longo e maior tolerância a oscilações. Não é uma regra absoluta, mas um ponto de partida importante para calibrar a alocação.

Proporção do tema dentro da carteira

A inteligência artificial costuma ser tratada como um tema complementar dentro de um portfólio mais amplo – não como o núcleo central. Concentrar parcela excessiva do patrimônio em um único setor aumenta a exposição a riscos específicos. A alocação adequada depende do perfil, do horizonte e da composição total da carteira.

Acompanhamento e rebalanceamento

Como a inteligência artificial é um tema dinâmico, o acompanhamento contínuo é importante. Mudanças no cenário econômico, avanços tecnológicos e ajustes regulatórios podem alterar o equilíbrio do setor com frequência. O rebalanceamento periódico ajuda a manter a alocação alinhada ao planejamento original.

Saiba mais sobre os principais índices americanos e exposição a IA: S&P 500: o que é e como investir

Disclaimers

A situação de cada investidor é única e você deve considerar seus objetivos de investimento, tolerância ao risco e horizonte de tempo antes de fazer qualquer investimento. Investir envolve risco e você pode incorrer em um lucro ou perda, independentemente da estratégia selecionada. O conteúdo acima não é uma recomendação para comprar ou vender qualquer ativo individual ou qualquer combinação de ativos.

A Avenue Securities LLC é membro da FINRA e da SIPC. Oferta de serviços intermediada por Avenue Securities Banco de Investimento. Veja todos os avisos importantes sobre investimento: https://avenue.us/termos/. 

Este artigo tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. Não constitui recomendação de investimento, oferta ou solicitação de compra ou venda de qualquer ativo financeiro. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Investimentos em ações e ativos financeiros envolvem riscos, incluindo a possibilidade de perda do capital investido. O investidor deve avaliar seu perfil de risco e, se necessário, consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.  

Redação Avenue

A Avenue é uma empresa americana que é referência para o brasileiro que busca uma evolução real do seu patrimônio, em dólar. A sua plataforma de investimentos internacionais.

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