18 maio 2026
Quando Carlo Ancelotti anunciar a lista final, o país inteiro vai parar para discutir quem entrou, quem ficou de fora e se o técnico acertou nas escolhas. Enquanto isso, longe dos gramados, outro técnico também trabalha em uma convocação decisiva: Will Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, escala diariamente a Seleção Avenue de investimentos globais para os brasileiros que querem jogar a Copa dos Investimentos em dólar.
Se Ancelotti chama Vinícius Jr. e Paquetá para buscar o título, Will chama ações americanas, ETFs globais, UCITS ETFs, renda fixa nos Estados Unidos e dólar digital para montar um time vencedor de longo prazo.
A lógica é a mesma: analisar talento, encaixe e estratégia, só que, em vez de jogadores, o elenco é formado por classes de ativos que ajudam o investidor brasileiro a sair do “Brasileirão” e disputar a Liga dos Campeões dos investimentos.
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Gaúcho, gremista e apaixonado por futebol, Will leva para os mercados globais a mesma mentalidade de garra que marca o futebol do Sul. Ele resume esse espírito do futebol gaúcho: “Tem muito da questão da garra e não desistir nunca. O Grêmio é conhecido como ‘imortal’, por isso, eu digo para continuar aportando, continuar investindo, continuar acreditando”.
A carreira de Will seguiu um caminho de mudança de divisões: “Eu comecei no Gauchão, fui jogar o Brasileiro e aí cheguei na Champions”, conta, ao falar da trajetória que passou por casas como Solidus, XP e VGR antes de assumir a liderança da Avenue no mercado americano.
Morando em Miami, ele viu de perto a diferença de tamanho entre o mercado brasileiro e o dos Estados Unidos, com empresas maiores, mais fluxo de caixa e um ambiente em que fundos do mundo inteiro – da China a Singapura – disputam o mesmo campo.
Essa visão internacional reforça a mensagem que Will defende desde o início da Avenue: não se trata de abandonar o Brasil, mas de ampliar os gramados. “Não é que o Brasil é ruim ou você tem que parar de investir no Brasil. Só tem muita coisa legal aqui fora, você tem que ampliar. É preciso vir para a arena global e conversar, porque tem coisa interessante aqui também”, destaca.

Arquivo Pessoal
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Diversificação do portfólio: a importância da alocação internacional para o brasileiro
Na hora de montar a Seleção Avenue, Will começa pela realidade do “torcedor‑investidor” brasileiro. Ele lembra que o país tem um histórico de inflação alta, confisco de poupança e foco em renda fixa, o que cria um perfil mais desconfiado com investimentos no exterior. “A gente aqui na Avenue formou uma categoria, então temos sempre uma responsabilidade muito grande de entender que os brasileiros ainda têm alguns receios ao investir no exterior”, explica.
Por isso, a Avenue trabalha com a ideia de carteira estrutural em dólar, adaptada ao perfil de cada um, mas com funções claras, como em um time em campo. “A gente sempre pensou numa carteira estrutural, numa carteira que o investidor brasileiro possa carregar de forma confortável”, diz Will, comparando perfis a torcedores diferentes: “Tem aquele torcedor mais arraigado, tem aquele torcedor mais tranquilo… a mesma coisa dos investidores. Tem a pessoa mais agressivo tem a mais conservadora…”
Na defesa, entra uma parcela relevante de renda fixa em dólar, ajustada à dinâmica de juros dos Estados Unidos, onde a maior parte é prefixada – diferente do Brasil, que tem muitos pós‑fixados atrelados à inflação. A ideia é que, mesmo com guerras, volatilidades, crises financeiras e bancos que quebrem, o investidor não se assuste a ponto de abandonar o plano e siga “indo no estádio”, ou seja, mantendo a própria carteira.
No ataque, ficam as ações americanas e ETFs, que representam o lado mais ofensivo do portfólio. Will lembra que o mercado de renda variável americano já se provou um bom atacante: é o maior mercado do mundo e, historicamente, entregou bons retornos. “Não dá pra depender de uma única ‘estrela’. Eu prefiro a lógica de elenco: o time vai jogar para ganhar. Não vai ser só um ativo, uma estrela do portfólio que vai fazer o retorno”, ressalta.
Um dos temas centrais na convocação da Seleção Avenue é a função do dólar digital e da diversificação geográfica. Will insiste que o investidor não pode olhar só para retorno. “Antes de tudo, você tem que proteger o teu dinheiro e é superimportante você se defender do ataque da inflação, dos nuances econômicos e da volatilidade do câmbio”. É aí que entra a alocação em dólar e em ativos globais, que ajudam a tirar o patrimônio da dependência exclusiva do ciclo brasileiro.
Will vai além e fala sobre o papel do dólar dentro do time: “O camisa 10 é aquele jogador que distribui a bola e está sempre pensando um pouco mais no gol e no ataque, não tanto em defesa. O dólar digital, por sua vez, seria um bom volante que é polivalente”.
Outro ponto chave da tática de Will é o rebalanceamento de carteira, que ele aproxima das substituições em jogo. “No futebol, a gente pensa em colocar um zagueiro quando a gente está ganhando”, compara, explicando que, nos investimentos, muitas vezes o investidor reage depois de tomar o gol: estava ganhando, leva um susto e só então decide colocar um zagueiro, o que pode ser a pior hora para reduzir risco.
Na visão dele, o rebalanceamento correto faz o contrário: “Em momentos de alta de bolsa, é hora de começar a proteger, diminuir um pouco o ataque e colocar mais defesa; quando a renda variável vai mal e a renda fixa segura o resultado, é hora de voltar a atacar”, explica.
Essa disciplina, que parece óbvia no futebol, nem sempre é seguida nas carteiras. “No futebol a pessoa entende, mas na carteira de investimento ele age de forma contrária”, resume Will, reforçando o papel da Avenue em ajudar o investidor a mexer no time de investimentos da maneira certa.

Foto com Luis Felipe Scolari durante evento em NY (Crédito: Arquivo Pessoal)
O ano de 2026 traz Copa e eleições, dois eventos que mexem com humor, manchetes e risco percebido nos investimentos. Will reconhece: “É um ano difícil, talvez mais para a seleção até do que para os investimentos. Mas é natural que o investidor foque nos riscos e receios”.
Ao mesmo tempo, ele enxerga uma revolução em andamento, comparável à chegada da internet, puxada por Inteligência Artificial e grandes empresas de tecnologia listadas nos EUA. “Essa transformação vai ultrapassar o governo Trump, a guerra no Irã e a decisão de eleição aqui no Brasil. As empresas mostram isso ao seguir lucrando e pagando dividendos a despeito dos presidentes e dos receios”, explica Will.
Para o investidor brasileiro, o recado é claro: não dá para controlar o câmbio ou o cenário político, mas é possível ser técnico do próprio patrimônio. “A gente consegue ser técnico da nossa carteira, mas não consegue ser técnico do mercado”, afirma Will.
Com câmbio em momentos mais favoráveis para dolarizar, renda fixa em dólar pagando mais depois da alta dos yields e a possibilidade de acessar diretamente empresas ligadas à IA por meio do mercado americano, a convocação da Seleção Avenue ganha ainda mais relevância.
O plano de jogo de Will passa por usar essa janela para montar um portfólio global diversificado, com defesa sólida, meio‑campo organizado pelo dólar digital e ataque em ações e ETFs, sempre com rebalanceamento e visão de longo prazo.
Para quem quer sair do Brasileirão e disputar a Copa dos Investimentos Globais, o passo seguinte é claro: conhecer a Seleção Avenue, que conta com o técnico Will Castro‑Alves na prancheta e a Avenue como plataforma para a temporada de longo prazo dos investimentos em dólar.
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