05 out 2026
A Champions League 2026/27 já está com o calendário definido pela UEFA. A 72ª edição começou em julho, com a etapa preliminar, e a fase de liga (36 times, 8 jogos cada) começa neste mês de setembro e termina em janeiro de 2027. A grande final está marcada para 5 de junho de 2027, no Estádio Metropolitano, em Madri, na Espanha. Para o torcedor brasileiro, que consome mais futebol europeu do que qualquer outro público do mundo pela TV, a pergunta natural é: dá para assistir um jogo da Champions League no estádio?
A resposta é sim, e não precisa ser só na final. Afinal, ver o futebol europeu ao vivo é, cada vez mais, parte de uma vida com raízes fora do Brasil. Neste artigo, você entende o calendário oficial da temporada, como funciona a compra de ingresso (que muda bastante entre fase de liga, mata-mata e final), quanto custa uma viagem realista para cada cenário e como transformar esse valor em um plano financeiro viável.
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A temporada 2026/2027, que marca a 72ª edição da Champions League, já começou, e os principais marcos do calendário, segundo a UEFA, são:

Como a sede da grande decisão foi confirmada pelo Comitê Executivo da UEFA em setembro de 2025, essa viagem já pode ser planejada com segurança. Vale lembrar que a própria UEFA sinaliza que datas específicas de rodada ainda podem mudar. Portanto, confirme sempre no site oficial antes de fechar a passagem.
A Champions League já é o campeonato europeu mais visto no Brasil, com métricas de audiência acima de qualquer liga nacional europeia nos serviços de streaming que detêm os direitos da competição. E o interesse não fica só na tela: uma pesquisa da Booking.com com viajantes de seis países, incluindo o Brasil, mostrou que 7 em cada 10 brasileiros considerariam viajar especificamente para acompanhar uma partida de futebol ao vivo.
Isso conversa direto com outro número. Segundo o Banco Central, o brasileiro gastou US$ 21,7 bilhões em no exterior em 2025, o maior valor desde 2014. No primeiro semestre de 2026, esse número já atingiu US$ 12,61 bilhões, o maior da série histórica. Viajar para ver um jogo grande na Europa deixou de ser exceção. Hoje, faz parte do orçamento de quem já pensa em vida global.
Esse é o ponto que mais confunde quem nunca comprou ingresso da Champions League: fase de liga e mata-mata funcionam de um jeito, enquanto a final funciona de outro.
Os ingressos são vendidos exclusivamente pelo clube que joga em casa, não pela UEFA. Na prática, isso significa acessar o site oficial do clube, entrar na fila de venda geral (ou virar sócio/membro para ter prioridade) e comprar direto por lá. O torcedor neutro também compra pelo site do clube da casa e senta no setor da torcida da casa; o teto de preço para torcida visitante nesta temporada é de 50 euros.
As faixas de preço variam bastante: de cerca de 30 euros em jogos de fase de liga com times menores a 90 euros ou mais em confrontos entre grandes clubes. No mata-mata, os valores sobem e, no mercado secundário, uma semifinal recente teve ingressos de centenas a mais de 2 mil libras, dependendo do time.
Para a decisão, o sistema muda completamente. A UEFA vende os ingressos por loteria oficial (“ballot”) em UEFA.com/tickets, com categorias que vão da mais acessível (Fans First) até categorias premium. Cada torcedor pode se inscrever para até 2 ingressos. Quem não é sorteado ainda conta com o portal de revenda oficial da UEFA e com pacotes de hospitalidade oficiais, ambos com valores bem acima do preço de face.
Os ingressos da Champions League são nominais e o acesso é feito pelo aplicativo oficial (UEFA Mobile Tickets); o comprador principal não pode transferir o ingresso para terceiros. Comprar de cambistas ou sites não autorizados é risco real de ficar do lado de fora do estádio. Use apenas os canais oficiais do clube, da UEFA ou da revenda oficial.

Duas estratégias funcionam bem: planejar a viagem em torno de um jogo específico, ou encaixar um jogo dentro de uma viagem que você já ia fazer. Como cada time joga 4 partidas em casa na fase de liga entre setembro e janeiro, as datas possíveis são muitas. Cidades com mais de um clube na competição, como Madri (Real e Atlético), Manchester (City e United) e Istambul (Galatasaray e Fenerbahçe), aumentam a chance de encaixar um jogo no seu roteiro. As datas exatas de cada rodada podem ser conferidas no site oficial da UEFA ou dos próprios clubes.
A janela ideal de compra é de 4 a 6 meses de antecedência. Entre os meses do ano, novembro costuma ser um dos mais baratos para voar do Brasil à Europa, enquanto janeiro e abril tendem a ser os mais caros. Em condições normais, o intervalo fica entre R$ 3.800 e R$ 6.000 (aproximadamente € 625 a € 985) na classe econômica; em alta temporada (julho e dezembro), pode passar de R$ 7.000 (cerca de € 1.150). Há voos diretos de São Paulo e Rio de Janeiro para Londres, Madri, Lisboa, Paris, Milão e Amsterdã.
Em Madri, opções mais econômicas ficam entre 50 e 90 euros a diária, ao passo que hotéis intermediários no centro custam entre 100 e 180 euros. Em Londres, os valores costumam ser mais altos. A dica prática é procurar hospedagem perto de uma estação de metrô ou de transporte público. E se o destino for a final, reserve com bastante antecedência: os preços sobem forte na semana do evento.
Nas cidades metropolitanas, o metrô costuma ser a forma mais prática de chegar ao estádio. Em Madri, por exemplo, uma linha específica leva direto à estação do Estádio Metropolitano. Para o dia a dia, um orçamento confortável de alimentação e transporte fica entre 40 e 70 euros por dia na capital espanhola; em Londres, a conta tende a ser mais alta. Dentro do estádio, comida e bebida seguem o padrão caro de grandes eventos.
Essa prática consiste em realizar aportes periódicos e constantes na moeda do destino ao longo da fase de preparação (geralmente entre 12 e 24 meses antes da viagem). Ao comprar frações do montante total em momentos distintos do mercado, você compra tanto nos momentos de alta quanto nos de baixa, resultando em uma taxa de câmbio média equilibrada e previsível.
Ao utilizar estratégias como o dólar médio, pais podem organizar melhor o orçamento, sabendo com mais precisão quanto custa um intercâmbio e diluindo o risco de grandes oscilações cambiais no momento do pagamento.
Os valores abaixo são estimativas de referência para uma viagem de 5 dias, por pessoa, considerando cotações aproximadas de meados de 2026 (euro a R$ 6,10 e dólar a R$ 5,15):
| Item | Fase de liga (5 dias) | Final – Madri (jun/2027) |
| Passagem aérea | R$ 4.500 – 6.000 (€ 740 – 985) | R$ 6.000 – 8.000 (€ 985 – 1.310) |
| Hospedagem (4 noites) | R$ 2.900 – 4.000 (€ 475 – 655) | R$ 6.000 – 10.000 (€ 985 – 1.640) |
| Ingresso | R$ 200 – 1.200 (€ 30 – 200) | R$ 430 – 5.800 (€ 70 – 950, loteria oficial) |
| Transporte + alimentação | R$ 1.450 – 2.400 (€ 240 – 395) | R$ 2.000 – 3.000 (€ 330 – 490) |
| Total estimado por pessoa | R$ 12.000 – 20.000 (€ 1.970 – 3.280 / US$ 2.330 – 3.885) | R$ 40.000 – 80.000+ (€ 6.560 – 13.115+ / US$ 7.770 – 15.535+) |
Quem consegue ingresso pela loteria oficial paga entre 70 e 950 euros. Quem recorre ao mercado secundário costuma pagar entre US$ 3.000 a US$ 29.000, com médias bem mais altas para os jogos mais concorridos – por isso a loteria é, de longe, o caminho mais barato, ainda que também o mais incerto.
Depois de ver os valores totais, a pergunta natural é: como sair do zero até ter esse dinheiro disponível no dia da viagem? A resposta passa por transformar o valor total em uma meta mensal, que é a mesma lógica usada em qualquer objetivo financeiro grande, de uma reserva de emergência a uma entrada de imóvel.
Um exemplo ilustrativo: imagine um torcedor que quer ir a um jogo de fase de liga em uma temporada futura, com orçamento estimado de R$ 15.000 (aproximadamente € 2.460 / US$ 2.915). Com 13 meses de antecedência, a meta fica em torno de R$ 1.150 por mês. Se a mesma decisão for tomada faltando só 5 meses para a viagem, a meta sobe para R$ 3.000 por mês, quase três vezes mais esforço mensal para chegar ao mesmo valor.
O mesmo raciocínio vale para quem sonha com a final de 2027, marcada para 5 de junho, em Madri. Um orçamento de R$ 45.000 (próximo da faixa mais baixa estimada para a final) dividido por 9 meses de antecedência resulta em uma meta de R$ 5.000 por mês. Para quem começa a planejar com 21 meses de antecedência, a meta cai para pouco mais de R$ 2.140 por mês para chegar ao mesmo valor. Quanto antes a decisão é tomada, mais leve fica o esforço mensal.
Definir a meta mensal resolve o “quanto”. O próximo passo é decidir “onde” guardar esse dinheiro enquanto ele ainda não virou passagem, hotel e ingresso.
Guardar tudo em reais e converter de uma vez, perto da viagem, expõe você à cotação do dia. Se o dólar ou o euro subir na semana da conversão, o orçamento aperta. Uma alternativa é aplicar às compras de moeda a mesma lógica do “preço médio”: em vez de converter o valor todo de uma vez, você compra dólar ou euro aos poucos, todo mês, ao longo do período de planejamento. Isso dilui o efeito de comprar tudo em um momento de cotação desfavorável.
Com uma conta internacional, esse saldo em dólar ou euro fica disponível para ser usado direto em um cartão de débito internacional na hora da viagem, sem repetir a conversão e o IOF a cada compra no destino. Já explicamos esse mecanismo com profundidade nos nossos artigos “Como juntar dinheiro para viajar ao exterior” e “Viajar pelo mundo com inteligência financeira”. Se você quiser comparar débito, crédito e conta internacional lado a lado, veja o nosso artigo “Cartão internacional: como escolher o melhor para o seu perfil“.
Enquanto a data do jogo não chega, esse dinheiro não precisa ficar simplesmente parado. Dependendo do seu perfil de risco e do tempo até a viagem, é possível manter parte do saldo investido dentro da própria conta internacional, em ativos que vão desde opções mais conservadoras, como renda fixa em dólar, a alternativas com mais exposição ao risco, como ações do mercado americano.
Independentemente do seu perfil de investidor, o primeiro passo para organizar isso é ter uma conta internacional aberta. Veja o passo a passo no nosso artigo “Como abrir conta em dólar“.
Para turismo de até 90 dias no Espaço Schengen, o brasileiro continua sem precisar de visto. O ETIAS, autorização eletrônica que vinha sendo anunciada para entrar em vigor no fim de 2026, foi adiado de novo: a agência europeia responsável pela implementação já reconheceu que esse prazo não é mais viável, e a expectativa mais recente é que a exigência só passe a valer em algum momento de 2027.
Na prática, para quem está planejando a viagem para a fase de liga ou até para a final, o passaporte válido continua sendo suficiente. No entanto, como o cronograma já mudou várias vezes, vale confirmar o status oficial perto da data de embarque.
Seja para um jogo de fase de liga ou para a grande final, o segredo está em decidir a estratégia com antecedência e transformar o valor total em um plano.
Se o objetivo é viver a experiência de um estádio europeu, um jogo entre setembro e janeiro é o caminho mais acessível. Se o sonho é a final em Madri, vale aceitar que o custo é várias vezes maior e que o ingresso depende também da loteria, mas o planejamento financeiro pode, pelo menos, ficar sob seu controle.
No fim, essa viagem é só mais uma forma de viver uma tendência que já é real entre brasileiros: transformar paixões pessoais, como o futebol, em experiências internacionais bem planejadas.
Para saber quanto custa um intercâmbio nos EUA em termos mensais, considere entre USD 1.200 e USD 2.200 para gastos pessoais e moradia, variando conforme a cidade e estilo de vida.
A conta internacional com cartão de débito é consideravelmente mais vantajosa. Cartões de crédito emitidos no Brasil cobram IOF elevado e margem de câmbio (spread) alta sobre a cotação do dia do fechamento da fatura. A conta internacional permite travar o câmbio com antecedência, pagar IOF reduzido e controlar os gastos na moeda local sem surpresas na fatura.
O ideal é iniciar o planejamento financeiro com 12 a 24 meses de antecedência. Esse prazo permite construir a reserva por meio do dólar médio, rentabilizar o capital em aplicações internacionais e preparar toda a documentação de comprovação exigida pelos consulados com tranquilidade.
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O investimento internacional envolve riscos especiais, incluindo flutuações cambiais, diferentes padrões de contabilidade financeira e possível volatilidade política e econômica.
Os exemplos de metas de economia mensal apresentados neste artigo são exclusivamente para fins ilustrativos. Os casos individuais podem variar. Qualquer informação fornecida não é um resumo completo ou uma declaração de todos os dados disponíveis necessários para tomar uma decisão de investimento e não constitui uma recomendação.
As datas de jogos, valores de ingresso e faixas de custo citados neste artigo têm caráter estimado e informativo, com base em dados públicos disponíveis até agosto de 2026. Preços de ingresso e de hospitalidade para a final de 2027 ainda não foram publicados pela UEFA; os valores usados como referência seguem o padrão observado nas edições de 2025 e 2026. Datas, preços e regras de entrada na Europa (incluindo o ETIAS) podem ser alterados pelas autoridades competentes; confirme sempre as fontes oficiais antes de tomar decisões de viagem.
Os exemplos de metas de economia mensal apresentados neste artigo são exclusivamente para fins ilustrativos. Os casos individuais podem variar. Qualquer informação fornecida não é um resumo completo ou uma declaração de todos os dados disponíveis necessários para tomar uma decisão de investimento e não constitui uma recomendação.
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