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Thanksgiving, Black Friday e dezembro!

Por William Castro Alves, Estrategista-chefe da Avenue

01 dez 2025

Onde investir em 2026?

Antes de adentrar no tema do artigo, chegamos em dezembro e com ele as perguntas acerca do ano que já aponta logo ali a frente. O que esperar de 2026 ou onde investir em 2026?

Pois bem, para te ajudar a navegar e pensar sobre esse tema, te convido para a nossa live mensal onde iremos abordar justamente esse tema. Tragam suas dúvidas e vamos conversar.

A live acontece no dia 04 de dezembro as 19h no canal de Youtube da Avenue:

A SEMANA QUE PASSOU

Apesar de mais curta por conta do feriado do Thanksgiving, a semana foi bastante carregada em termos de indicadores que ajudam a fazer uma leitura do cenário na economia americana. Vamos falar dos updates da semana que passou.

(Des)Confiança do Consumidor Americano

O Índice de Confiança do Consumidor do Conference Board caiu 6,8 pontos em novembro, para 88,7, ante 95,5 em outubro. Segundo o report, a confiança do consumidor americano em novembro atingiu o seu segundo nível mais baixo desde abril, após se manter estável por vários meses. Todos os 5 componentes do índice geral apresentaram sinais de fraqueza ou permaneceram fracos e todos os 3 componentes do Índice de Expectativas pioraram em novembro.

Fonte: The Conference Board 25/nov/2025

O dado foi negativo para a percepção geral em relação a economia mostrando um consumidor mais reticente com a situação econômica, citando preocupações constantes com preços e inflação, tarifas e comércio, e política, em especial pela influência da paralisação do governo. Em suma os consumidores mostraram-se notavelmente mais pessimistas em relação às condições da economia nos próximos meses.

Pelo lado positivo, vimos menos menções ao mercado de trabalho como fator de preocupação em comparação a outros meses. Outro ponto a ressaltar é que os indicadores de sentimento nem sempre se traduzem de fato em desaceleração real do consumo.

Falta de confiança = menos consumo

Na semana também tivemos a divulgação das vendas no varejo dos Estados Unidos pelo Departamento do Comércio dos EUA. O relatório, originalmente previsto para meados de outubro, foi adiado devido à paralisação do governo que durou 43 dias.

As vendas cresceram 0,2% em setembro, marcando o quarto mês consecutivo de alta. Apesar do avanço, o ritmo foi mais fraco que o ganho de 0,6% registrado em agosto e quando ajustado pela inflação ao consumidor (CPI de +0,3% no mês), o gasto real das famílias recuou 0,1%, indicando fraqueza no consumo, além de ter vindo abaixo do esperado pelo mercado.

Em suma, apesar de defasado, sugere que o consumo, principal motor da economia americana, entrou no quarto trimestre (outubro a dezembro) com força relativamente moderada.

Fonte: The Daily Shot 26/11/2025

Olhando a inflação ao produtor pelo retrovisor…

Ainda na linha dos dados defasados por conta da paralisação do governo, e que estão sendo divulgados agora, tivemos o PPI (inflação ao produtor) de setembro. O Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos Estados Unidos avançou 0,3% em setembro na comparação mensal, de acordo com o Bureau of Labor Statistics (BLS), vindo em linha com o esperado pelo mercado. O dado mostra um retorno leve da inflação após a pequena queda de 0,1% registrada em agosto.

Na comparação anual, a inflação no atacado acelerou para 2,7%, em linha com o consenso e com a leitura anterior revisada. As medidas núcleo (excluindo alimentos e energia) apresentaram leituras mais benignas. O impacto do dado foi praticamente neutro no mercado. A inflação ao produtor mostra uma fotografia ainda defasada no nível de preços da economia. Não obstante a inflação ao produtor é tradicionalmente volátil e não necessariamente gera impacto direto na inflação percebida pelo consumidor, a qual é determinante para formulação de política monetária. 

Fonte: Bloomberg, Elaboração Avenue

IMPACTOS NO MERCADO

Juros

Os dados mais fracos de vendas no varejo, a desconfiança do consumidor e mesmo um PPI que ficou levemente abaixo do esperado, junto a imagem negativa gerada pelo shutdown do governo, fez arrefecer as apostas de yields mais elevados no curto prazo e temos visto uma correção (redução, ou fechamento de curva) nos yields dos títulos de dívida americanos, especialmente de prazo mais curto.

Fonte: TradingView.com 27/11/2025

Renda variável

Na renda variável tivemos dias positivos com a semana sendo marcada por uma recuperação no mercado de ações ainda que em uma semana encurtada pelo feriado de Ação de Graças (sem negociações na quinta-feira, 27). Após uma queda mensal em novembro impulsionada por preocupações com valuations elevadas em ações de tecnologia e IA, os principais índices registraram ganhos expressivos, impulsionados por otimismo em relação a cortes de juros do Fed e avanços em ações de big tech como Alphabet. No geral, foi uma das melhores semanas do ano, com os índices revertendo parte das perdas do mês.

Falando em ações, 2 gráficos me chamaram atenção essa semana.

O primeiro (abaixo) mostra que apenas 37% das ações do S&P500 tiveram uma performance superior a do índice até aqui em 2025. O que isso quer dizer? Que a performance positiva do índice no ano (+15,7%) foi concentrada em um total de 183 ações; ou dito de outra forma, 317 tiveram uma performance inferior a do índice.

Então até aqui foi um ano difícil para o stock picking! Aliás, os últimos 3 anos tem demonstrado essa característica em comum de uma performance concentrada em um número pequeno de ações.  

Fonte: The Daily Shot 24/11/2025

O Segundo (abaixo) se refere ao valuation atual da bolsa americana. O gráfico abaixo tem conexão com o que comentei acima e com aquilo que muito se comenta a respeito da bolsa americana: um índice S&P500 que tem apresentado uma maior concentração, como reflexo da valorização concentrada em poucas ações, em especial de tecnologia, que faz com que o valuation, aqui olhado sobre o prisma do múltplo Preço/Lucro, se mostre elevado nas ações de maior capitalização de mercado. Veja que o múltiplo médio das 10 maiores empresas do S&P500 é quase o dobro das 100 menores ações componentes do índice.

Fonte: The Daily Shot 25/11/2025

A SEMANA QUE SE INICIA

A semana que se inicia promete ser intensa para os mercados.

Com o fim do shutdown (paralisação do governo) teremos a divulgação de dados que, ainda que defasados, forncem uma luz e indicativos importantes para o mercado acerca do nível de atividade da economia.

Black Friday, CyberMonday e a saúde do consumo nos EUA…

Teremos ao longo dessa semana que se inicia, a divulgação de dados de vendas no varejo durante a Black Friday, que dá início à temporada de compras de fim de ano.

Fonte: Blackfriday.com 17/nov/2025

As expectativas são elevadas para esse ano. Vamos a alguns números:

Vai ser importante monitorar os resultados e dados consolidados de vendas pois eles fornecem um termômetro importante em relação ao sentimento, mas mais importante, a ação dos consumidores frente as expectativas. Números mais fortes que o esperado pode gerar impactos na percepção de cortes de juros; números mais fracos podem reforçar o viés recente de certa fraqueza no consumo dos americanos.

Falando em consumo…

Entendemos que investir é a forma mais inteligente de consumir. Nessa Black Friday, você pode optar por adquirir algo que vem desejando, mas também pode escolher comprar sua liberdade futura. Foi pensando nisso que nosso time preparou uma ferramenta para você descobrir para qual lado aponta sua bússola financeira: consumo ou riqueza?   

RESULTADOS CORPORATIVOS

Em termos de resultados, a agenda é menos intensa.

Abaixo, o calendário completo:

Vale lembrar que fazemos um acompanhamento completo de diversos resultados que já saíram aqui: Resultados Corporativos Archives – Avenue Connection

Que tal continuarmos esse papo no Twitter e Instagram? Siga @willcastroalves e me diga o que achou do conteúdo da semana. Até lá!

Aquele abraço!

William Castro Alves

Estrategista-chefe da Avenue Securities

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William Castro Alves

Estrategista-Chefe da Avenue

Formado em economia pela UFRGS – RS. Em 2004, iniciou sua carreira na Solidus Corretora, com passagens pelo Koliver Merchant Bank e Banco Alfa. Foi sócio, analista-chefe e um dos principais porta-vozes da XP Investimentos. Também foi sócio e líder de gestão da VGRGestão de Recursos. Possui as certificações Series 7 e 24. É estrategista-chefe, sócio e porta voz da Avenue desde 2018.

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