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Sasha Cohen traz sua perspectiva de ex-atleta olímpica ao main stage do Avenue Connection

“É preciso se manter consistente e não descansar nos louros da vitória”, disse ela sobre a transição de carreira para o universo dos investimentos

17 jul 2025

Resumo

Transição de carreira e o sonho americano

Contrariando o que seria o arco normal dos atletas de alto nível, que mesmo após a aposentadoria seguem envolvidos com a área esportiva, Sasha foi em busca de algo diferente. Após uma vida dedicada às competições de elite, ela sentiu aos 25 anos a necessidade de se dedicar a outros interesses, o que a levou à Columbia University, em NY, onde recebeu o diploma de liberal arts, e teve a oportunidade de trabalhar com hedge funds, como Millennium e Fortress, e também navegar pelas diferentes partes da Morgan Stanley, se unindo à equipe da Counterpoint Global, onde trabalha com pesquisa e oportunidades de investimento em empresas disruptivas.

“Para mim, o sonho americano é definido pelo que você pode fazer com seu talento e com seu trabalho duro, e o quão longe isso pode te levar, e não deve haver outro limite além dessas duas coisas”, ponderou ela, “Algo que o mundo está enfrentando cada vez mais frequentemente hoje em dia, e os atletas sempre enfrentam, é a perspectiva de reinvenção. Você teve uma identidade, uma maneira de fazer as coisas durante esses anos formativos da sua vida, e começa a atingir um declínio em suas habilidades, o que é muito diferente de se aposentar de uma carreira em finanças, talvez aos 60 anos, então há esse tipo de mecanismo forçado de que você precisa se reinventar e fazer outra coisa”.

O que vem depois de ter atingido o mais alto patamar da carreira esportiva, conquistando uma medalha nos Jogos Olímpicos? Para a ex-patinadora artística Sasha Cohen, foi a transição para uma carreira brilhante no mercado financeiro, motivo pelo qual ela esteve no palco principal do Avenue Connection, compartilhando sua experiência no esporte e em seu novo ofício.

Pesquisa e investimento: onde vale investir?

Responsável por gerenciar US$23 bilhões em ativos, em mais de 20 anos investindo em estágios iniciais em empresas que hoje são conhecidas e consolidadas, como Amazon e Netflix, a Counterpoint Global, da qual Cohen faz parte, é uma das principais equipes de investimento da Morgan Stanley. Parte importante do time, Sasha trabalha com pesquisa sobre mudanças disruptivas, entendendo em quais empresas e tecnologias vale investir. “Esse tipo de pesquisa levou a projetos seminais que informaram investimentos importantes. O foco é realmente investigar grandes ideias, temas emergentes, e é aqui que achamos que haverá uma grande criação e destruição de valor nos próximos cinco a 10 anos”, explicou.

Sobre as empresas citadas, ela conta que, por volta dos anos 2016 e 2017, as duas tinham negócios muito dependentes de algoritmos, seja para pesquisa ou para gerar conteúdo preditivo sobre o que o cliente gostaria de assistir, “o que naquela época indicou que o machine learning e a IA seriam muito importantes para essas empresas, para nossas participações, e provavelmente de forma mais ampla na frente das empresas também”, explicou, justificando que foi esse o impulso que fez com que se dedicassem a entender melhor essas áreas e a importância de sua integração ou não na construção de portfólios de investimento.

Em termos de identificar empresas mais cedo, há várias lentes ou estruturas que usamos para pensar sobre uma empresa ou uma tecnologia. A primeira delas é: essa tecnologia resolve um problema real para uma pessoa real? Depois disso, pensamos: é muito melhor ou é muito mais barato? E realmente sentimos que essas são coisas que precisam ser atendidas para ter um produto significativo com adoção do cliente.

Sasha Coehn

Researcher for Counterpoint Global Team no Morgan Stanley

Cohen explicou que foi esse olhar que fez com que não embarcassem no entusiasmo pelo Metaverso. “Não achamos que ele resolvia um problema do mundo real para a maioria das pessoas reais. Era uma espécie de caso de uso interessante e marginal, mas não o tipo de empresa ou perspectiva que nos deixava realmente entusiasmados”, justificou.

Disrupção e convicção

De acordo com Cohen, a mudança disruptiva em grande escala acontece de duas maneiras principais. A primeira é a disrupção de cima para baixo, onde se tem usuários de alto nível e adotantes iniciais, e então o mercado de massa adota mais tarde. “Um ótimo exemplo disso é a Tesla. Eles começaram com um produto premium muito mais caro, e com a escala, o custo diminuiu significativamente, o que acabou por aumentar a adoção total do mercado”, explica.

Já a segunda é a disrupção de baixo para cima, em que os usuários de baixo nível são os adotantes iniciais, com empresas que oferecem um produto mais barato. “A Cloudflare, por exemplo, tinha serviços gratuitos ou de muito baixo custo para desenvolvedores ou sites que as empresas tradicionais haviam deixado de fora. Com o tempo, ela melhorou sua oferta e começou a competir e a ganhar participação de mercado e tomou participação desses provedores tradicionais de empresas”, contou.

Você pode pegar emprestada a ideia de alguém mas não pode pedir emprestada a convicção das pessoas em relação àquela ideia”, disse.

“E a convicção vem do trabalho que fazemos, ela é construída ao longo do tempo”, ponderou ela sobre a importância de dedicar tempo para entender novas tecnologias ou temas e seu potencial mercado total endereçável.

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Mentalidade de atleta x negócios

Nascida em Los Angeles, Sasha mora há 2 anos em São Francisco, uma cidade que, segundo ela, oferece inúmeras oportunidades, já que a mentalidade é totalmente voltada para o ecossistema tecnológico e as disrupções, o que colabora muito com fontes de referência para o trabalho que desempenha. “Sair de NY e ir para lá me ajudou a crescer muito!”, contou ela, empolgada. “Uma das minhas maneiras favoritas de encontrar ideias é assistir Ted Talks, pois nessas palestras, frequentadas principalmente por pessoas ali da bay area, me deparo com muitas tecnologias novas, muito antes de irem parar em algum lugar. Você vê as ideias sendo geradas antes de se tornarem uma grande bola de neve”. 

Sobre os valores aprendidos durante a carreira esportiva e como eles se conectam aos negócios, ela cita a persistência, a adaptabilidade e a humildade. “Como atleta, em 9 de 10 dias você não está 100%, e a competição está cada vez mais próxima, então é importante ter consistência e seguir adiante. Eu competi através de muitas mudanças e tive que voltar a pensar em como mudar minhas técnicas, em um contexto de reinvenção, e no mundo dos investimentos isso é muito importante com tantas tecnologias aparecendo”, explica ela, fazendo uma ponte entre a resiliência necessária para progredir nas duas áreas. “Nos esportes você é tão bom quanto seu melhor desempenho, então você não pode descansar nos louros da vitória, é preciso se manter consistente”, aconselha.

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Este exemplo é exclusivamente para fins ilustrativos. Os casos individuais podem variar. Qualquer informação fornecida não é um resumo completo ou uma declaração de todos os dados disponíveis necessários para tomar uma decisão de investimento e não constitui uma recomendação.

A situação de cada investidor é única e você deve considerar seus objetivos de investimento, tolerância ao risco e horizonte de tempo antes de fazer qualquer investimento. Investir envolve risco e você pode incorrer em um lucro ou perda, independentemente da estratégia selecionada. O conteúdo acima não é uma recomendação para comprar ou vender qualquer ativo individual ou qualquer combinação de ativos. Imagens: Esta não é uma recomendação para comprar ou vender as ações das empresas retratadas / mencionadas.

Investimentos setoriais são empresas envolvidas em negócios relacionados a um setor específico. Estão sujeitos a uma concorrência feroz e os seus produtos e serviços podem estar sujeitos a uma rápida obsolescência. Existem riscos adicionais associados ao investimento em um setor individual, incluindo diversificação limitada.

Redação Avenue

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