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Tecnologia, consumo e resiliência: as engrenagens do excepcionalismo dos EUA

Especialista da JPMAM explica como cortes de impostos e inovação devem impulsionar o crescimento do mercado americano nos próximos anos

17 jul 2025

Resumo

No segundo dia do Avenue Connection 2025, o maior encontro no Brasil para quem investe no exterior, investidores e clientes lotaram o auditório do teatro B32, no coração da Avenida Brigadeiro Faria Lima, para ouvir a palestra “Guide to the Market: um guia para mercados globais”, apresentada pela estrategista da J.P. Morgan Asset Management, Meera Pandit.

Logo em sua introdução, Meera foi categórica: “este não é o fim do excepcionalismo, apesar do que temos ouvido”. Na sequência, a speaker resumiu o passado recente da economia americana em uma contagem regressiva: 4, 3, 2, 1, 0: “tivemos quatro anos de crescimento econômico acima da média no período pós-pandemia, três anos de baixa da taxa de desemprego, inflação se aproximando da meta de 2% do Fed, o Banco Central americano, e… um seguido de zero, ou seja, 10% de crescimento na lucratividade das empresas em 2024.”

Quatro anos de crescimento econômico excepcional

Segundo Meera, após a pandemia da Covid-19, fatores como o aumento do consumo, os investimentos das empresas em inteligência artificial e produtividade, o aquecimento do setor imobiliário e o crescimento dos gastos públicos, impulsionados por novas leis e incentivos, contribuíram para que o país tivesse um desempenho econômico acima da média global.

Os consumidores são a espinha dorsal da economia americana. Além do mais, os americanos consomem quando a economia está boa e quando ela não está tão bem assim.

Meera Pandit

Estrategista da J.P. Morgan Asset Management

Três anos de desemprego baixo e estável

De acordo com a estrategista, “este gráfico representa a força do consumidor americano porque, apesar de as pessoas gastarem suas economias, elas permanecem com emprego. E mesmo que os salários tenham sido reduzidos, os vencimentos continuam crescendo acima da inflação”.

Meta da inflação de 2% ao alcance

Meera relembrou que, antigamente, os Estados Unidos enfrentavam grande dificuldade para gerar inflação. No entanto, após a pandemia, o índice chegou a atingir 9%, impulsionado por fatores como a alta nos preços das commodities, o conflito Rússia-Ucrânia, problemas nas cadeias de suprimentos e o aumento nos valores dos aluguéis.

Já com relação às novas tarifas deste segundo mandato do presidente Donald Trump, “temos observado uma elevação nos preços de produtos específicos, como roupas, café e eletrodomésticos. No entanto, sabemos que essa alta é temporária e que tende a afetar mais diretamente apenas alguns itens do consumo das famílias americanas. E à medida que alguns produtos ficam mais caros, as pessoas buscam alternativas e fazem substituições, o que naturalmente contribui para uma redução futura da inflação nesses segmentos”, explicou a especialista.

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Contagem regressiva 1… 0… = aumento de 10% nos lucros em 2024

No mercado acionário, o S&P 500 tem batido recordes consecutivos desde a pandemia, atingindo os níveis mais altos dos últimos 16 anos. E mesmo com aumento da inflação e baixas na demanda, temos visto a lucratividade das empresas aumentar, chegando a 10% em 2024. E grande parte dessa performance pode ser justificada pelo setor de tecnologia. Em linhas gerais, quero dizer que os Estados Unidos sabem exatamente como transformar inovação em vendas e lucratividade

Meera Pandit

Estrategista da J.P. Morgan Asset Management

Turbulências são temporárias

Na segunda parte de sua apresentação, a estrategista da J.P. Morgan Asset Management fez uma releitura do momento presente com olhos para o futuro.

Ao abordar a política tarifária do governo Trump, Meera foi além e a comparou com os efeitos previstos do “One Beautiful Big Bill, projeto de lei orçamentário aprovado pelo Congresso americano no início de julho.

“Os cortes de impostos e gastos sociais listados no ‘One Beautiful Big Bill’ superam e muito os aumentos provocados pelas tarifas. Lembrando também que a conta desse aumento nos preços dos produtos causado pelas tarifas será dividida entre consumidores e empresas, cada lado absorvendo uma parte – isso se ela chegar a existir de fato”, pontuou.

“Para 2026, prevemos um novo aumento de consumo, como efeito das medidas que estão sendo adotadas agora. Isso porque, com os cortes de impostos, os preços vão abaixar e, por tabela, os americanos voltarão a gastar mais. Digo isso do ponto de vista individual e doméstico. Já com relação ao setor de tecnologia e inteligência artificial, o mundo se encontra nos Estados Unidos e, quanto mais as empresas investirem e lucrarem, mais o mercado crescerá”, previu a palestrante.

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Redação Avenue

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