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Bem-vindo a Miami

22 maio 2026

Investir em imóveis em Miami está sempre no topo da lista de quem pensa em preservar o patrimônio em moeda estrangeira ou como opção de segunda ou terceira residência para curtir com a família. Afinal, a cidade no sul da Flórida, a pouco mais de oito horas de voo do aeroporto de Guarulhos (São Paulo), reúne muitos atrativos: praias, compras de luxo, boa gastronomia, segurança e uma extensa agenda de eventos o ano inteiro – de corrida de Fórmula 1 e campeonato de tênis a exposição de arte e feira náutica.

Não à toa, os brasileiros foram a terceira nacionalidade estrangeira que mais adquiriu imóveis no estado americano entre agosto de 2024 e julho de 2025, segundo pesquisa da Florida Realtors, associação com 238 mil corretores. De acordo com o levantamento, foram US$ 762 milhões em transações, atrás apenas dos canadenses (US$ 1,9 bilhão) e dos colombianos (US$ 925 milhões).

O ano de 2025 terminou com valorização consistente dos imóveis de alto padrão. De acordo com o 2025 Annual Market Report, produzido pela One Sotheby’s International Realty, existiam 2.200 casas e 2.900 apartamentos acima de US$ 1 milhão à venda em Miami-Dade County – que reúne as cidades mais buscadas pelos compradores de imóveis na Flórida, como Bal Harbour, Miami Beach e Sunny Isles. O preço médio de venda destas propriedades girou em torno de US$ 1,7 milhão, alta de até 5 pontos percentuais em relação a 2024.

“As casas têm tido maior liquidez, embora a oferta seja menor e os preços médios sejam maiores. Já os apartamentos são mais procurados como imóvel de férias ou para renda, principalmente quando o cliente é de outro país”, afirma André Duek, sócio-fundador da Duek Lara Group, corretora que está entre as top sellers da Flórida. De acordo com o paulistano, que reside nos Estados Unidos desde 2012, o mercado de Miami vive momento de equilíbrio entre a oferta e a demanda, novos empreendimentos chegando e bairros com ótimo custo-benefício.

“Imóveis em Downtown, Wynwood e Edgewater podem ser boas opções de investimento, por serem locais ainda em desenvolvimento”, explica. Um exemplo é o Waldorf Astoria Miami, que será o mais alto do estado, com cem andares. “O prédio tem um design marcante e está 80% vendido”, diz. As últimas unidades partem de US$ 4 milhões.

Mas Duek ressalta que não é preciso um caixa milionário para ingressar no mercado de Miami. “Com US$ 500 mil, é possível encontrar opções de investimento, tanto no segmento de novos quanto no de imóveis de terceiros”, garante. O empresário cita o Ella Miami Beach como bom exemplo nessa faixa. Já a região de Sunny Isles tem ótima oferta de revenda de apartamentos. “A dica para este perfil de comprador é procurar projetos voltados a locação de curta temporada, pois a receita obtida paga as despesas de condomínio, seguro, hipoteca e taxas envolvidas no negócio”, diz.

TENDÊNCIAS

O Waldorf Astoria Miami, citado por ele, faz parte de um nicho específico do real estate na cidade: os branded condos. São prédios residenciais assinados por marcas de luxo, sejam de moda, automobilismo, gastronomia ou hotelaria cinco estrelas. Dentre os projetos mais recentes estão o 888 Dolce & Gabbana Residences, Pagani Residences, Cipriani Residences Miami e os dois St. Regis (um em Sunny Isles e outro na região da Brickell, o centro financeiro do condado).

“São empreendimentos que vendem um estilo de vida, associando o status da marca e a garantia de qualidade”, afirma Cristiano Piquet, mineiro radicado em Miami há quase 30 anos e um dos maiores especialistas do setor. Ele conta ter vendido uma unidade no prédio da Dolce & Gabbana no fim de 2025. “Levei o cliente para ver cinco prédios, mas, no final, ele preferiu o que tinha uma marca de luxo por trás”, lembra. Piquet ressalta, aliás, que os brasileiros estão entre os compradores de maior ticket em Miami.

O executivo, fundador da Piquet Realty, destaca ainda que Miami se tornou um hub de negócios internacional desde a pandemia, atraindo não apenas brasileiros, mas empresas e bilionários americanos. De fato, companhias como Amazon, Microsoft, Apple e Citadel estão transferindo ou ampliando seus headquarters no estado. Com eles, vieram seus donos. Jeff Bezos, presidente executivo da Amazon, deixou Seattle e se mudou para Indian Creek Island, uma ilha exclusiva apelidada de Billionaires’ Bunker, onde Mark Zuckerberg adquiriu, em março passado, uma propriedade ainda em construção, segundo a imprensa americana.

“Não é um fenômeno passageiro: as empresas e seus funcionários estão mesmo chegando na cidade, fomentando a economia e turbinando ainda mais o mercado imobiliário”, analisa Juliana Savoia, corretora há 16 anos em Miami. No mapa, ela aponta Coconut Grove como a atual sensação na cidade. “É o endereço do morador novo, que veio de Nova York ou da Califórnia para trabalhar na área financeira ou de tecnologia”, descreve. “É uma ótima opção de investimento para renda. Os valores de locação costumam ser altos nesta região e ajudam a cobrir os custos com o financiamento”, explica ela, que era do mercado financeiro e habituée da Faria Lima.

“Aqui, descobri que luxo é andar na rua, sem medo de perder o celular ou o relógio. Isso faz toda a diferença.” Para a executiva, associada da agência Coldwell Banker – onde foi a corretora número 1 em vendas na Flórida no ano passado, com US$ 110 milhões realizados –, o momento é excelente para investir. “Seja para uso, renda ou proteção de capital em dólar, se você gosta de Miami, ainda é tempo de fechar bons negócios e obter ótimos retornos.”

“Com US$ 500 mil, é possível encontrar opções de investimento, tanto no segmento de novos quanto no de imóveis de terceiros”

André Duek

Sócio-fundador da corretora Duek Lara Group

Dicas de especialista imobiliário

André Duek, Cristiano Piquet e Juliana Savoia indicam os pontos de atenção na hora de comprar um imóvel em Miami.

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Redação Avenue

A Avenue é uma empresa americana que é referência para o brasileiro que busca uma evolução real do seu patrimônio, em dólar. A sua plataforma de investimentos internacionais.

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