Aprenda com Rodrigo Paiva como disciplina, estratégia e resiliência nas maratonas ensinam sobre criar um patrimônio global
17 abr 2026
A Maratona de Boston é a mais antiga e tradicional do mundo, realizada de forma ininterrupta desde 1897. Não é apenas uma corrida de 42,195 km pelas ruas da cidade americana. É um símbolo de tradição, mérito e visão de longo prazo. Assim como nos investimentos, o segredo não está na largada forte, mas em chegar inteiro ao fim.
A jornada de um maratonista ensina lições valiosas que se conectam diretamente com a construção de um patrimônio global e sólido. Disciplina, estratégia e resiliência são a chave para cruzar qualquer linha de chegada, seja na rua ou no mercado financeiro.
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Foto: Divulgação
Para nos guiar nessa jornada, contamos com a experiência de quem vive os dois mundos. Rodrigo Paiva, CFA é sócio e Head de Renda Fixa e Notas Estruturadas da Avenue, com duas décadas de experiência em investimentos globais.
Além da carreira no mercado financeiro, Rodrigo é maratonista internacional. Já completou 16 maratonas, sendo 10 Majors. Em abril de 2025, correu a Maratona de Boston, completando a mandala das 6 Majors maratonas (Nova York, Chicago, Boston, Londres, Berlim e Tóquio). Em agosto de 2025, concluiu a Maratona de Sydney, o que lhe garantiu o reconhecimento Seven Star, tornando-se um dos cerca de 100 brasileiros a completar todas as 7 Majors.

Foto: Divulgação/Rodrigo Paiva
Ninguém decide correr a Maratona de Boston da noite para o dia. A prova exige índice de qualificação, o que significa anos de treino e disciplina para garantir uma vaga. No mundo dos investimentos, o paralelo é direto. Construir um patrimônio sólido exige planejamento e objetivos claros.
“Correr uma maratona não é sobre velocidade, é um processo de preparação, visão de longo prazo“, explica Paiva.
Para quem está começando, o conselho é o mesmo: baby steps. “Primeiro 1 quilômetro, depois 2, depois 3. Em alguns momentos, você até volta um pouco para ajustar o ritmo e melhorar o tempo. A evolução não é linear, mas é consistente”.
Nos investimentos globais, a lógica é idêntica. O caminho passa por começar pequeno, entender os produtos, testar estratégias e diversificar gradualmente, sempre com disciplina e constância. Assim como na corrida, não é sobre acelerar demais no início, mas sobre construir resistência ao longo do tempo para chegar mais longe – e de forma sustentável – na construção de um patrimônio sólido.

Foto: Divulgação/Rodrigo Paiva (Boston 2025)
Em Boston, o percurso começa com uma longa descida que pode enganar o atleta a acelerar demais, cobrando o preço no final. Nos investimentos, o “pacing” é encontrar uma estratégia que faça sentido para o seu perfil de risco e sustentá-la no longo prazo.
“Na corrida, cada um tem o seu pace. É igual nos investimentos: cada um tem o seu perfil de risco, seu background e suas crenças“, afirma Rodrigo.
Não adianta correr no ritmo do outro. O investidor que encontra seu ritmo não entra em pânico em crises e atravessa o mercado com constância, exatamente como um maratonista preparado.
Um corredor estuda cada detalhe da prova: altimetria, clima, pontos críticos. No mercado global, o investidor precisa entender o “terreno” onde está investindo: ciclos econômicos, juros, inflação e riscos.
Concentrar todo o patrimônio em um único país é como correr sempre na mesma pista. “Se você treina apenas em Florianópolis, com clima mais frio, vai sofrer quando for correr no calor do Rio de Janeiro. O corpo não está preparado”, compara Rodrigo. Experimentar terrenos diferentes é parte fundamental da evolução.
Investir globalmente é exatamente isso: correr em diferentes pistas ao redor do mundo. Exposição a outras moedas, setores e motores de crescimento aumenta a capacidade de adaptação do investidor, reduz riscos locais e amplia oportunidades. Assim como na maratona, a diversificação não faz você perder o rumo – ela prepara você melhor para qualquer cenário.
Toda maratona tem seu “muro”, aquele momento em que o corpo e a mente são testados ao limite. Nos investimentos, o muro aparece nas crises. A mentalidade do maratonista ajuda a entender que a dor é temporária e que decisões impulsivas cobram um preço alto.
Rodrigo relembra sua primeira maratona: “Quebrei no quilômetro 34. Fiquei 6 anos sem correr uma maratona, traumatizado”.
A história, no entanto, é de superação e mostra que, mesmo após uma experiência difícil, é possível voltar mais forte e preparado. O investidor que mantém a estratégia durante a crise costuma ser o mesmo que cruza a linha de chegada com sucesso no longo prazo.
Rodrigo Paiva destaca que a virada de chave na sua jornada aconteceu quando entendeu que não precisava fazer tudo sozinho
Ter um time de especialistas e uma plataforma robusta faz toda a diferença. Um assessor financeiro, assim como um treinador, ajuda a traçar o melhor plano, ajustar a rota e alcançar os objetivos de forma mais eficiente e segura.

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A jornada para construir um patrimônio global é uma maratona. Exige disciplina, visão de longo prazo e a estratégia certa para o seu perfil. Comece devagar, entenda o percurso e não tenha medo de buscar ajuda profissional para ajustar seu ritmo.
Resultados duradouros não vêm de atalhos, mas da consistência. E, como em toda maratona, cruzar a linha de chegada não é o fim, mas o começo de um novo ciclo de desafios e conquistas para construção de um patrimônio global.
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