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Dividendos, FGC e Tesouro Direto: como aproveitar os recursos que chegam agora em 2026

Veja como aproveitar dividendos, reembolsos do FGC e vencimentos do Tesouro Direto para investir em 2026.

23 dez 2025

O fim de 2025 deve colocar mais dinheiro na mão de muitos investidores brasileiros.

Seja por sobras de caixa, distribuição extraordinária de dividendos, reembolsos do FGC ou vencimentos do Tesouro Direto, o fato é que uma parcela relevante do mercado começará 2026 com recursos disponíveis para novos aportes.

Diante desse cenário, a pergunta central deixa de ser se investir e passa a ser onde investir. Neste artigo, analisamos por que esse fluxo de capital está acontecendo agora e quais fatores merecem atenção para transformar essa entrada de recursos em decisões mais alinhadas a um planejamento financeiro sólido e de longo prazo.

Chegada de dinheiro no mercado financeiro para 2026

O final de 2025 trará uma forte injeção de capital na carteira dos investidores, por uma série de fatores.

Distribuição de lucros de final de ano para empresários e funcionários e saldo do que não foi gasto ao longo do ano podem contribuir para você começar 2026 investindo bem. Porém, 3 acontecimentos recentes do mercado financeiro brasileiro podem colocar ainda mais capital para aportes no seu bolso neste final de ano.

Empresas podem distribuir até R$ 85 bilhões em dividendos extraordinários no final do ano

Diversas empresas brasileiras estão antecipando a distribuição de dividendos no fim de 2025 porque a nova regra do Imposto de Renda da Pessoa Física, que entra em vigor em 2026, passará a tributar dividendos recebidos por pessoas de alta renda.

Segundo reportagem do Globo, no fim de outubro e até a semana passada, os anúncios de dividendos extraordinários somavam R$ 42,2 bilhões.

Recentemente Itausa, WEG e Ultrapar anunciaram mais pagamentos e o total subiu para R$ 58,7 bilhões. Levantamentos estimam que o valor de dividendos extraordinários poderá terminar o ano em R$ 85 bilhões:

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Por que as empresas estão distribuindo dividendos extraordinários?

A reforma do Imposto de Renda para Pessoa Física, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, incluiu nos rendimentos tributáveis os dividendos, que são a principal forma pela qual as empresas repassam os lucros para sócios e acionistas. Antes, eles eram isentos da cobrança.

Esse foi um movimento visando compensar a isenção total para quem ganha até R$ 5.000,00 ao mês e a redução na tributação para ganhos até R$ 7.350,00 ao mês. Essa cobrança começará a partir de 1º de janeiro, mas caso as empresas anunciem seus dividendos até 31 de dezembro deste ano, estes continuarão isentos.

Ou seja, esse movimento é uma resposta racional a uma mudança regulatória, ainda que traga desafios de caixa, governança e impacto potencial sobre investimentos e câmbio.

➡️ LEIA TAMBÉM: Dividendos em dólar: um caminho para consolidar uma renda global com visão estratégica

FGC fará a maior distribuição de resgate na história, na casa de R$ 41 bilhões

O FCG (Fundo Garantidor de Créditos) confirmou que, após o Banco Central decidir pela liquidação extrajudicial de uma importante instituição financeira, vai realizar o pagamento de cerca de R$ 41 bilhões em reembolsos.

Essa será a maior operação deste tipo na história, superando o resgate do Bamerindus, cujo resgate em 1997 totalizou R$ 19,7 bilhões em valores corrigidos pela inflação

Nas contas do Fundo, a instituição liquidada possui cerca de 1,6 milhão de credores.

Para que isso seja feito, inicialmente, o liquidante ou interventor do banco enviará ao FGC a relação das pessoas beneficiárias com os valores devidos. Depois disso, pelo aplicativo do FGC; os credores podem realizar o cadastro básico e manifestar interesse na sua restituição.

Após isso, a pessoa física visualiza o valor a receber e assina digitalmente o termo de solicitação. O pagamento será realizado nos próximos meses.

O que é o FGC?

O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada para proteger depositantes e investidores em caso de quebra de instituições financeiras no Brasil.

Ele funciona como um mecanismo de segurança do sistema financeiro (quase como um “seguro”), ajudando a manter a confiança dos clientes em bancos e cooperativas.

Na prática, o FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira, respeitando o limite global de R$ 1 milhão a cada período de quatro anos. Essa proteção vale para alguns produtos específicos, como CDBs, RDBs, LCIs, LCAs, poupança e letras de câmbio.

É importante destacar que o FGC não cobre todos os investimentos. Produtos como ações, fundos de investimento, debêntures e títulos públicos não entram nessa garantia.

Por que ele está fazendo a maior distribuição da história?

Essa distribuição está ocorrendo neste momento porque houve a liquidação de uma instituição financeira relevante, o Banco Master, o que acionou automaticamente o mecanismo de proteção do FGC.

Em situações como essa, o Fundo entra em ação para garantir o reembolso dos valores elegíveis aos depositantes, dentro dos limites previstos em regulamento.

⚠️ É importante lembrar que esse tipo de distribuição não representa uma falha do sistema financeiro como um todo. Pelo contrário, ela demonstra o funcionamento prático do mecanismo de proteção, criado justamente para atuar em momentos pontuais como este, preservando a confiança dos depositantes e a estabilidade do sistema.

Títulos do Tesouro Direto vão vencer, no valor de R$ 11 bilhões

Quando um título do Tesouro Direto chega ao vencimento, o processo de devolução do dinheiro ao investidor é automático e simples.

Na data prevista, o Tesouro Nacional resgata o título e paga ao investidor o valor principal investido acrescido da rentabilidade acumulada, de acordo com as regras do papel (prefixado, atrelado à inflação ou à taxa Selic).

Esse pagamento não depende de nenhuma ação do investidor. O valor é creditado automaticamente na conta da corretora onde o título estava custodiado. Em seguida, o dinheiro passa a ficar disponível como saldo em reais, podendo ser transferido para a conta bancária do investidor ou reinvestido em novos ativos.

Vale destacar que, no vencimento, não há risco de oscilação de preço, pois o título é liquidado exatamente conforme a regra de remuneração contratada. A única dedução feita no momento do resgate é o Imposto de Renda, cobrado de forma regressiva sobre os rendimentos, conforme o prazo do investimento.

No final do ano, haverá o vencimento de títulos totalizando um valor de R$ 11 bilhões que voltará aos investidores.

O que fazer com o dinheiro que vai ser distribuído?

Com a distribuição extraordinária de dividendos, reembolso do FGC e vencimentos do Tesouro Direto, muitos investidores se encontrarão com uma quantia significativa de recursos para reinvestir.

Esse é um momento estratégico para refletir sobre como aproveitar essas oportunidades de forma inteligente e alinhada ao seu planejamento financeiro. Aqui estão três pontos-chave que você deve considerar ao decidir o que fazer com esse dinheiro:

Lembrar do Risco-Brasil

O investidor brasileiro sofre muito de home bias, ou seja, a tendência de concentrar a maior parte — ou até a totalidade — de seus investimentos em ativos do nosso próprio país.

Ao receber dividendos de empresas brasileiras, é essencial lembrar do Risco-Brasil. A instabilidade política, econômica e a vulnerabilidade do real frente ao dólar podem impactar diretamente o valor do seu patrimônio.

Isso torna fundamental buscar formas de proteger seu poder de compra, especialmente em um cenário onde o real tem perdido valor em relação a moedas fortes como o dólar. Ao investir no exterior, você reduz a dependência do real e minimiza os riscos associados à economia brasileira.

Buscar diversificação

A diversificação continua sendo uma das estratégias mais eficazes para proteger seu patrimônio e reduzir riscos.

Investir exclusivamente no Brasil pode expô-lo a uma gama de riscos específicos, como mudanças políticas e fiscais que podem impactar diretamente o mercado doméstico. Ao buscar alternativas internacionais, você tem acesso a mercados mais estáveis e a diferentes classes de ativos que podem atuar como amortecedores quando a economia local enfrenta desafios.

Aproveitar oportunidades

Por fim, essas entradas de dinheiro também abrem uma janela para aproveitar oportunidades no mercado financeiro global.

Investir parte desses recursos em mercados internacionais pode oferecer potenciais de valorização superiores aos tradicionais ativos nacionais.

Além disso, o mercado de moedas fortes, como o dólar, se mostra uma boa opção para quem busca não apenas proteção contra a inflação e volatilidade cambial, mas também acesso a novas possibilidades de crescimento e inovação.

Investindo em dólar e criando uma carteira global

Com o dinheiro que você recebeu, uma das estratégias mais vantajosas pode ser investir em dólar e construir uma carteira global.

Isso não só protege seu patrimônio contra a desvalorização do real, mas também abre portas para diversificação em ativos de todo o mundo, seja através de ETFs internacionais, fundos globais, ou ações de empresas líderes em mercados estáveis.

Na Avenue, nós oferecemos as ferramentas e a experiência necessária para ajudá-lo a investir de forma estratégica e segura no exterior, garantindo que seu portfólio esteja alinhado com seus objetivos de longo prazo.

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DISCLAIMER

A Avenue Securities LLC é membro da FINRA e da SIPC. Oferta de serviços intermediada por Avenue Securities DTVM. Veja todos os avisos importantes sobre investimento: https://avenue.us/termos/.

O investimento internacional envolve riscos especiais, incluindo flutuações cambiais, diferentes padrões de contabilidade financeira e possível volatilidade política e econômica.

Os dividendos não são garantidos e devem ser autorizados pelo conselho de administração da empresa.

Redação Avenue

A Avenue é uma empresa americana que é referência para o brasileiro que busca uma evolução real do seu patrimônio, em dólar. A sua plataforma de investimentos internacionais.

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