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Inteligência artificial nos investimentos: os insights do Connection 2026

22 set 2026

Resumo

Se teve um assunto que atravessou praticamente todos os palcos do Avenue Connection 2026, foi a inteligência artificial no universo financeiro. Não como um tema de tecnologia isolado, mas como algo que já mexe com patrimônio, carreira e o jeito como empresas inteiras se reorganizam. A mensagem se repetiu: a IA deixou de ser promessa e passou a fazer parte da conta de qualquer investidor que olha para fora do Brasil.

Reunimos aqui os principais pontos que vieram dos palcos sobre o tema: como o mercado estrutura o investimento em IA, para onde a oportunidade está se espalhando além das gigantes de tecnologia, o que os números dizem sobre o risco de bolha e como uma empresa brasileira decidiu apostar tudo nessa transformação.

A velocidade que pegou o mercado de surpresa

No palco principal, a J.P. Morgan trouxe um dado que resume bem por que a IA é tratada como a maior transformação econômica do momento: a velocidade de adoção. A internet levou cerca de 16 anos para chegar à adoção em massa. O smartphone, 10. A inteligência artificial generativa, apenas 3.

Essa aceleração já aparece nos números de uso corporativo: segundo o J.P. Morgan, a fatia de empresas americanas que declaram usar IA em alguma função de negócio chegou em 17% agora. Seis em cada dez companhias preveem um incremento de 60% em seu orçamento de IA, com um gasto de US$ 1.000 a US$ 3.500 por funcionário.

Para quem quer entender exatamente onde esse dinheiro entra dentro da cadeia de investimento (da energia que alimenta os data centers até os modelos de linguagem), vale a leitura completa do painel da JPMorgan com a Avenue sobre as camadas de investimento em IA: IA nos investimentos: as 5 camadas que JPMorgan e Avenue mostraram no Connection.

Fora das gigantes de tecnologia: onde mais a IA deve gerar oportunidade

Um dos pontos mais repetidos nos painéis é que a oportunidade em inteligência artificial está deixando de ser só sobre um punhado de empresas gigantes de tecnologia. Segundo dados apresentados pela Morgan Stanley no evento, o investimento das empresas em infraestrutura de IA saiu de cerca de US$765 bilhões em 2025 para uma estimativa de US$ 805 bilhões em 2026, com projeções de mercado indicando US$ 1,1 trilhão em 2027.

Para além das big techs, a IA também deve servir para outros segmentos, tais como veículos autônomos, robótica, centros de distribuição automatizados, humanoides e saúde, com destaque para descoberta de novos medicamentos e diagnósticos mais precoces de doenças raras. Um pouco mais adiante no horizonte, aparece também a computação quântica, ainda em estágio inicial, mas apontada como capaz de acelerar ainda mais essa curva.

Vale lembrar: são projeções de mercado, não garantias. A própria Morgan Stanley chamou atenção para o histórico de erro dos economistas ao tentar prever a adoção de novas tecnologias, seja em computadores pessoais, seja em computação em nuvem, o que também pode se repetir com a IA, para cima ou para baixo.

Quem constrói tecnologia global pensa diferente: a lição da CI&T

No Dia B2B, um dos momentos mais marcantes trouxe um case brasileiro de internacionalização construído em cima da própria revolução da IA. Cesar Gon fundou a CI&T em 1995, em Campinas, junto com outros dois engenheiros recém-formados pela Unicamp, num Brasil onde a palavra ‘startup’ nem existia ainda. Mais de três décadas depois, a companhia opera em 25 países, com cerca de US$ 500 milhões de dólares de faturamento em 2025, oito mil colaboradores e capital aberto na bolsa de Nova York.

O ponto de virada mais recente veio em 2023, quando a CI&T decidiu se reposicionar inteiramente como uma empresa de implementação de IA, formando parcerias com grandes provedores de tecnologia. Cesar Gon resumiu essa decisão de forma direta: em vez de simplesmente criar uma divisão de inteligência artificial dentro do negócio antigo, como fizeram muitos concorrentes, a CI&T optou por reconstruir a própria empresa em torno da IA.

O conselho que ele deixou para quem está pensando em internacionalizar um negócio ou uma carreira: o ponto de partida precisa ser o negócio, não a tecnologia. A pergunta certa não é como aplicar IA no que você já faz, e sim como o seu negócio, sua indústria e seu cliente vão se transformar à luz dessa revolução.

🔗 Leia a cobertura completa: Não existia a palavra empreendedor: a virada global de César Gon

Como acompanhar essa revolução vivendo no Brasil

Uma provocação que apareceu mais de uma vez nos palcos: enquanto o noticiário brasileiro fica concentrado em pautas locais, o resto do mundo segue investindo pesado numa transformação que já mudou a composição das maiores empresas do planeta.

A lista das dez maiores companhias do S&P 500 é hoje quase toda diferente da de uma década atrás, e a maior parte das que ocupam o topo entrou nessa posição só a partir de 2015. É um retrato de como a inovação muda rápido quem lidera o mercado americano, e por que a gestão ativa aparece como parte da conversa nesse cenário.

Não é preciso morar fora para participar dessa transformação. Também não é só sobre acompanhar as manchetes de IA: é sobre estruturar uma carteira internacional que dá acesso a esse crescimento, independentemente de qual empresa lidera hoje. É esse tipo de mentalidade que caracteriza a Geração Global.

Essa mudança de mentalidade também aparece com força entre os investidores mais jovens: 🔗 Como os millennials investem: o retrato da Geração Global.

E, se você quer entender o quanto o investidor brasileiro em geral ainda está pouco exposto a esse tipo de diversificação, o raio-x construído com dados da Anbima traz um panorama completo: 🔗 Raio X do Investidor Brasileiro: o que os dados da Anbima revelam sobre poupança, diversificação e educação financeira.

O que fica do Connection sobre IA

A inteligência artificial deixou de ser um painel isolado sobre tecnologia para se tornar o fio condutor de boa parte das discussões sobre mercado, negócios e carreira no Avenue Connection 2026.

Ela aparece na forma como o capital se movimenta lá fora, na velocidade com que empresas inteiras se reinventam e na maneira como um empreendedor brasileiro decidiu reconstruir seu próprio negócio para não ficar para trás.Acompanhar essa transformação de perto, com uma carteira internacional, é uma forma concreta de viver a vida global mesmo sem sair do Brasil.

Quer transformar esse acompanhamento em ação? Abra sua conta na Avenue e comece a construir uma carteira internacional preparada para essa transformação.

Disclaimers

A Avenue Securities Gestão de Recursos Ltda. está autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) a prestar serviços de administração de carteira de valores mobiliários, na categoria “gestor de recursos”, nos termos da Resolução da CVM nº 21, de 25 de fevereiro de 2021, conforme alterada, nos termos do Ato Declaratório nº 20.336, de 11 de novembro de 2022. A Avenue Securities Gestão de Recursos Ltda. é afiliada da Avenue Securities LLC (“Avenue Securities”), uma corretora norte-americana membro da FINRA e da SIPC, que fornece seus serviços exclusivamente nos Estados Unidos. Nada aqui deve ser entendido como uma oferta dos serviços de intermediação no exterior prestados pela Avenue Securities LLC. Além disso, nada aqui deve ser entendido como uma oferta de títulos ou valores mobiliários. Veja todos os avisos importantes sobre investimento: https://avenue.us/termos/.

O investimento internacional envolve riscos especiais, incluindo flutuações cambiais, diferentes padrões de contabilidade financeira e possível volatilidade política e econômica.

Tenha em mente que não há garantia de que qualquer estratégia será bem sucedida ou lucrativa, nem protegerá contra uma perda.

Manter ações para o longo prazo não garante um resultado rentável. Investir em ações sempre envolve risco, inclusive a possibilidade de perder todo o investimento.

A situação de cada investidor é única e você deve considerar seus objetivos de investimento, tolerância ao risco e horizonte de tempo antes de fazer qualquer investimento. Investir envolve risco e você pode incorrer em um lucro ou perda, independentemente da estratégia selecionada. O conteúdo acima não é uma recomendação para comprar ou vender qualquer ativo individual ou qualquer combinação de ativos. Esta não é uma recomendação para comprar ou vender as ações das empresas mencionadas.

Não há garantia de que as opiniões ou previsões aqui mencionadas, apresentadas por terceiros durante o evento, se mostrem corretas.

As informações de terceiros aqui resumidas foram obtidas de fontes consideradas confiáveis, mas não garantimos que sejam precisas ou completas; não constituem uma declaração de todos os dados disponíveis necessários para tomar uma decisão de investimento, nem representam uma recomendação. Quaisquer opiniões são exclusivamente de seus autores e não refletem, necessariamente, as da Avenue Securities ou de suas afiliadas.

Avenue Securities não é afiliada e não endossa as opiniões ou serviços da JPMorgan Asset Management, da Morgan Stanley Investment Management ou da CI&T.

Redação Avenue

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