Por William Castro Alves, Estrategista-chefe da Avenue
03 nov 2025
Confiança
Começamos a semana com o Índice de Confiança do Consumidor do Conference Board, que caiu 1,0 ponto em outubro, para 94,6, ante 95,6 em setembro. Em linhas gerais, a visão dos consumidores sobre as condições atuais dos negócios melhorou, enquanto sua avaliação da disponibilidade atual de empregos também melhorou pela primeira vez desde dezembro de 2024. Por outro lado, os consumidores se mostram um pouco mais pessimistas quanto à disponibilidade futura de empregos e às condições futuras dos negócios, enquanto o otimismo quanto à renda futura recuou ligeiramente.
O dado teve pouca influência no mercado como um todo e, segundo Stephanie Guichard, Economista Sênior do Conference Board:
“A confiança do consumidor oscilou lateralmente em outubro, recuando apenas ligeiramente em relação ao nível revisado para cima de setembro”.

Fonte: The Conference Board, 28/out/2025
Mas o grande evento econômico da semana era a decisão de juros americana. Tal qual amplamente esperado, o comitê de política monetária americana (FOMC) anunciou um corte de 0,25 p.p. em sua taxa de referência da economia (Fed Funds Rate) para um intervalo entre 3,75% e 4,00%.

Fonte: Bloomberg. Elaboração: Avenue Intelligence – 29/out/2025.
Mais uma vez, o Fed ressaltou certa desaceleração da economia com riscos para o mercado de trabalho, ainda que tenha endereçado que observa uma inflação que ainda é um problema. Nos chamou atenção três pontos no comunicado que acompanha a decisão:
Além da decisão, tivemos a entrevista com o presidente do Fed, Jerome Powell, após o anúncio do corte, na qual podemos destacar:

Fonte: Bloomberg.com 29/out/2025
A frase mais importante da entrevista com o presidente do Fed foi: “rate cut in december is far from foregone conclusion“, ou seja, um corte de juros em dezembro não é uma decisão já tomada ou decidida.
Comentando sobre os próximos movimentos de juros, Powell citou que a decisão acerca da reunião do comitê em dezembro está longe de ter sido tomada ou definida. Ele ressaltou ainda que existem diferentes visões entre os dirigentes do Fed acerca do caminho a ser seguido em termos de cortes de juros. Comentou também que há uma crescente sensação entre os formuladores de políticas de que talvez seja hora de fazer uma pausa e avaliar o impacto dos dois cortes realizados pelo Fed antes de tomar novas medidas.
Tais comentários elevaram os yields dos títulos de dívida americana, levaram o índice dólar à alta e afetaram negativamente o mercado de ações.

Fonte: Bloomberg.com 31/out/2025
Para além da economia, o tão aguardado encontro entre os presidentes dos EUA e China aconteceu nessa semana que passou. Depois de muita expectativa em torno do que seria anunciado, a verdade é que o que vimos foi uma espécie de trégua temporária, com ambos os países buscando ganhar tempo na busca pelos seus interesses. Entre os principais tópicos definidos no âmbito dessa reunião, podemos destacar:
Outro evento importante da semana foram os resultados corporativos, com as big techs reportando seus números – tivemos Apple, Amazon, Google, Meta e Microsoft, além de outras empresas de renome. Fazemos um acompanhamento completo de diversos resultados que já saíram aqui: Resultados Corporativos Archives – Avenue Connection. Nesse link, você encontrará resumos dos resultados dessas e de outras companhias.
Falando em linhas gerais, podemos dizer que a maioria das empresas do S&P 500 apresentou resultados financeiros sólidos, com desempenho superior às estimativas e crescimento robusto tanto nos lucros quanto na receita. Números dessa safra de balanços:
Mais abaixo colocamos o calendário completo de resultados corporativos.

O mercado de ações dos EUA apresentou leve realização na semana que terminou em 31 de outubro de 2025. Os índices iniciaram a semana fortes, com os principais índices atingindo novas máximas históricas, impulsionados pelo otimismo em relação ao potencial progresso nas negociações comerciais entre EUA e China e pelos sólidos resultados corporativos. No entanto, o ímpeto diminuiu no meio da semana, com o aumento das preocupações sobre os altos investimentos em IA, preocupações com a valuation das ações e com resultado mais fraco que o esperado da Meta. Além disso, os comentários que trouxeram dúvidas acerca de cortes de juros em dezembro também pesaram no mercado.
As taxas de juros, por sua vez, sofreram um ajuste esta semana após o Federal Reserve ter implementado um corte de 25 pontos-base em sua taxa básica, levando a meta para a faixa de 3,75% a 4,00% — o nível mais baixo em três anos e marcando a segunda redução do banco central em 2025. Embora a medida estivesse alinhada com as expectativas do mercado, a cautela demonstrada pelo presidente do Fed, Jerome Powell, e as dúvidas lançadas acerca de um corte em dezembro impulsionaram os rendimentos dos títulos do Tesouro de longo prazo, com o título de 10 anos subindo para cerca de 4,2%.
Depois de uma semana tão intensa quanto à anterior e ainda vivendo a indefinição acerca do shutdown americano, que restringe a divulgação de dados econômicos, temos uma agenda mais branda nessa semana.
Abaixo a agenda completa de eventos econômicos da semana.

Seguimos com uma agenda intensa de resultados, ainda que as principais big techs já tenham divulgado seus números.
Abaixo, o calendário completo de resultados:

Vale lembrar que fazemos um acompanhamento completo de diversos resultados que já saíram aqui: Resultados Corporativos Archives – Avenue Connection
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Aquele abraço!
William Castro Alves
Estrategista-chefe da Avenue Securities
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