22 set 2026
O Avenue Connection 2026 reuniu, em painéis diferentes, peças que se encaixam quando lidas em conjunto. De um lado, o painel “Como os millennials investem: o retrato da Geração Global”, com Marina Valentini, do JP Morgan Asset Management, e um especialista da Avenue, mostrou quem é o investidor que já domina o centro do mercado financeiro brasileiro.
De outro, a palestra de abertura de Roberto Lee, CEO e fundador da Avenue, sobre o internacional ser inevitável, projetou a “próxima inevitabilidade” do brasileiro: o uso natural de serviços bancários internacionais.
E, no meio dessas duas leituras, estão os depoimentos reais de clientes que hoje sentem, na prática, as dores dessa transição.
Essa conversa se conecta diretamente com a tese que guia o evento em 2026, a Geração Global, o grupo de brasileiros que já vive, trabalha e investe sem se limitar às fronteiras do país, mesmo sem ter saído dele.

Segundo os dados apresentados no painel de millennials, essa geração soma cerca de 70 milhões de pessoas no Brasil, o equivalente a 34% da população do país.
É um contingente vivendo um momento duplo: está no auge do crescimento salarial da carreira e, ao mesmo tempo, vai protagonizar a maior transferência de patrimônio da história global, estimada em mais de US$ 100 trilhões até 2048.
O dado que chama atenção é o risco embutido nessa transição: entre 80% e 90% dos herdeiros afluentes não pretendem manter o assessor ou a mesma instituição financeira que atendia os pais. Isso reforça a leitura de que autonomia é a palavra-chave.
O millennial da Geração Global não quer apenas delegar decisões, ele quer entender a lógica de cada escolha e ter acesso a ferramentas internacionais que confirmem que a decisão final é dele.
O painel também descreveu três critérios que esse investidor aplica ao escolher quem cuida do seu dinheiro:
Para entender esse comportamento em outro contexto etário e sociocultural, vale complementar com Psicologia do investidor: como vencer a inércia na hora de agir e com Raio X do Investidor Brasileiro: o que os dados da Anbima revelam sobre poupança, diversificação e educação financeira.

Na abertura do evento, Roberto Lee usou o conceito de “convergências”, da futurista Amy Webb, para explicar por que, em 2018, o investimento internacional do brasileiro se tornou inevitável, e porque, oito anos depois, uma nova inevitabilidade está em curso.
Segundo Lee, seis forças convergem agora para tornar natural o uso de serviços bancários internacionais: investimentos globais, educação internacional, imóvel no exterior, profissional global, pagamentos internacionais e sucessão para a Geração Global.
Os números reforçam o argumento: 6 em cada 10 estudantes brasileiros declaram vontade de estudar no exterior, o Brasil já é o 5º maior mercado do mundo em contratação remota internacional, e o brasileiro é o 3º maior comprador de imóveis na Flórida.
Para quem quer entender esse último ponto em detalhe, vale a leitura de Comprar imóvel nos Estados Unidos: o que muda para o brasileiro.
Esse raciocínio de convergência de forças também aparece em Cenário macro 2026: como pensar sua carteira internacional, que detalha o pano de fundo macroeconômico por trás da tese.
É aqui que o comportamento do millennial e a tese de Lee se encontram na prática. Lee trouxe quatro depoimentos reais de clientes para ilustrar um ponto em comum: a jornada internacional ainda desconecta o brasileiro do sistema que ele conhece.
O relato de Fábio Holder, um dos primeiros brasileiros a investir diretamente no exterior e hoje educador financeiro, resume a mesma dor sob outra perspectiva: a falta de suporte na fase inicial dessa jornada foi uma das principais dificuldades enfrentadas por quem começou antes da infraestrutura existir.
Esse é justamente o padrão de comportamento que conecta o cliente real de 2018 ao millennial autônomo de 2026: a demanda por infraestrutura que acompanhe a vida internacional sem desconectar o brasileiro do que já conhece.
Esse mesmo tipo de dor, sob a ótica de uma família que já lida com risco e planejamento de longo prazo, também aparece em Geração Global: as lições de risco e planejamento da família Klink, com Amyr e Marina Klink.

Cruzando as três frentes, aparece um comportamento consistente:
Para entender como esse comportamento já vem sendo mapeado ao longo dos últimos anos, vale complementar com Como investir no exterior sendo brasileiro, 5 motivos para você começar a investir no exterior e com o retrospecto de como o tema evoluiu nas edições anteriores do evento, em Avenue Connection 2024 e 2025: veja como foram as edições anteriores.
Quem ainda não sabe como acompanhar as próximas edições do evento em tempo real pode conferir como assistir ao Avenue Connection 2026 de onde você estiver.
Para acompanhar a cotação do dólar enquanto planeja sua própria jornada internacional, o Dólar Hoje está sempre atualizado.
O que é a Geração Global e por que ela conecta o painel de millennials à fala de Roberto Lee?
A Geração Global é a tese central do Avenue Connection 2026: brasileiros que já vivem, trabalham e investem sem se limitar às fronteiras do país. Tanto o comportamento dos millennials quanto a tese das “convergências” de Roberto Lee descrevem esse mesmo fenômeno, sob ângulos diferentes.
Por que o millennial brasileiro é considerado autônomo em relação às gerações anteriores?
Porque, segundo o painel, essa geração não quer apenas delegar decisões de investimento. Ela quer entender a lógica de cada escolha e ter acesso a ferramentas internacionais que confirmem que a decisão final continua sendo dela.
O que Roberto Lee quis dizer com “próxima inevitabilidade”?
Que, além dos investimentos, o brasileiro vai usar serviços bancários internacionais com a mesma naturalidade que usa serviços financeiros no Brasil, puxado por seis forças que convergem ao mesmo tempo: investimentos globais, educação, imóveis, carreira, pagamentos e sucessão.
Os depoimentos de clientes citados são reais?
Sim. Segundo Roberto Lee, foram quatro depoimentos reais de clientes trazidos durante a abertura do evento para ilustrar as dores da jornada internacional, como a desconexão do sistema financeiro local ao abrir contas no exterior.
Esse conteúdo representa uma recomendação de investimento?
Não. O conteúdo é educacional e institucional, baseado em painéis do Avenue Connection 2026. Não há sugestão de alocação, produto específico ou estratégia de investimento para o leitor.
3º maior comprador de imóveis na Flórida: Florida Realtors
Como os millennials investem: o retrato da Geração Global (connection.avenue.us)
O internacional é inevitável: o que a Avenue aprendeu em 8 anos de Geração Global (connection.avenue.us)
Geração Global: as lições de risco e planejamento da família Klink (connection.avenue.us), usada como referência de contexto
Selic mínima histórica de 2%: Banco Central / Copom
Millennials no Brasil (70 milhões / 34% da população): estudo Itaú BBA
5º maior mercado em contratação remota internacional: Relatório Global de Contratações Internacionais 2024, Deel
O investimento internacional envolve riscos especiais, incluindo flutuações cambiais, diferentes padrões de contabilidade financeira e possível volatilidade política e econômica.
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