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IPO do PicPay: por que as gigantes brasileiras buscam o mercado americano?

Saiba como o IPO do PicPay na Nasdaq marca a volta de empresas brasileiras ao mercado americano após quatro anos e entenda por que companhias do Brasil escolhem abrir capital nos EUA.

29 jan 2026

Resumo

IPO do PicPay: a primeira empresa brasileira em mais de 4 anos chega ao mercado americano

Nesta quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, o Brasil voltou ao mercado internacional. O PicPay fez seu IPO na Nasdaq sob o código PICS, se tornando a primeira empresa brasileira a abrir capital nos EUA desde 2021, quando o Nubank foi listado.

E esse não foi apenas mais um evento de mercado: ele é um exemplo de como empresas brasileiras buscam resiliência e crescimento global ao acessar o mercado dos Estados Unidos.

A forma como o PicPay escolheu abrir capital lá fora é também um incentivo direto para o investidor individual: se as empresas estão “dolarizando” sua captação, por que o brasileiro comum ainda concentra quase todo seu patrimônio em reais?​

Sobre o IPO do PicPay

A fintech levantou US$ 434 milhões (R$ 2,5 bilhões) com a venda de 22,9 milhões de ações precificadas a US$ 19 por papel – no topo da faixa indicativa que variava entre US$ 16 e US$ 19. A demanda foi tão expressiva que os investidores internacionais pediram 12 vezes mais ações do que foram oferecidas, demonstrando forte confiança no modelo de negócio da fintech brasileira.

A capitalização de mercado do PicPay está avaliada em aproximadamente US$ 2,6 bilhões, com 42,1 milhões de clientes ativos em setembro de 2025 – crescimento de 12,2% ante os 37,5 milhões do ano anterior – e receita total de R$ 7,26 bilhões no período.

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Por que as empresas brasileiras vêm escolhendo o mercado americano para seus IPOs?

O IPO do PicPay não é apenas uma notícia positiva para a empresa e seus acionistas. É um sinal claro de uma estratégia que empresas brasileiras vêm adotando há anos: exposição ao maior mercado financeiro do mundo.

A empresa segue uma lógica que já aparece em outros casos de empresas brasileiras listadas na NYSE ou na Nasdaq. Entre os motivos para esse tipo de movimento estão:​

"Nos Estados Unidos, a empresa tem acesso a investidores do mundo inteiro. O país concentra praticamente metade do mercado de renda variável global. Então, quando uma empresa faz uma oferta por lá, está pescando em um mercado muito mais significativo."

André Algranti

Diretor de novos negócios da Avenue em entrevista para a Veja

Na prática, isso significa que o IPO PicPay é menos um evento isolado e mais parte de uma estratégia recorrente de empresas brasileiras que buscam escala global.​

Outros casos além do IPO PicPay

O IPO do PicPay dialoga diretamente com outros movimentos recentes de empresas brasileiras:​

O IPO do PicPay, portanto, reafirma um padrão: empresas que buscam se internacionalizar e se proteger de riscos locais tendem a olhar para o mercado americano como destino natural de capital.​

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Olhar para fora também deveria fazer sentido para você?

Se grandes corporações brasileiras reconhecem que precisam expor seus negócios ao dólar, por que brasileiros como indivíduos não fariam o mesmo com seu patrimônio?

A lógica é a mesma:

1. Proteção contra desvalorização do real:

Assim como empresas sofrem impactos diretos quando o dólar sobe, pessoas que mantêm 100% de sua riqueza em reais veem seu poder de compra internacional diminuir, como mostra o estudo da FGV-EASP. Um real mais fraco significa poder de compra reduzido para viagens, compras internacionais e qualquer transação global.

2. Hedge contra inflação:

O Brasil enfrenta inflação persistente. Enquanto a meta para 2026 é 4,5%, a realidade histórica mostra flutuações significativas.

3. Acesso a oportunidades globais:

Ao dolarizar investimentos, indivíduos brasileiros ganham acesso a mercados mais profundos, com maior liquidez e diversidade de ativos. O mercado americano oferece milhares de opções de investimento não disponíveis no Brasil.

4. Alinhamento estratégico:

Se o PicPay, Vale, Petrobras, Suzano e outras grandes empresas brasileiras reconhecem que precisam de exposição em dólar, isso é um sinal claro de que estar em dólar não é especulação – é parte de uma estratégia de diversificação e preservação.

O movimento é maior que o PicPay

Quando um brasileiro acompanha o noticiário sobre o IPO do PicPay, é comum enxergar o evento apenas como “mais uma empresa abrindo capital lá fora”. Mas há uma pergunta que fica nas entrelinhas: se as grandes companhias do país buscam o mercado americano, por que o seu patrimônio continua 100% concentrado em reais?

Observar o IPO PicPay como parte de um movimento maior ajuda a entender que dolarizar parte da carteira não é apenas uma aposta, mas uma forma de alinhamento com a mesma lógica que as grandes empresas já adotam. Para quem pensa em longo prazo, acessar ativos internacionais e em moeda historicamente forte para a ser um movimento importante para preservação do que construiu.​

A dolarização não é apenas para grandes empresas. É uma estratégia que qualquer pessoa pode considerar.

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Perguntas frequentes sobre IPO

Entenda melhor a oferta pública inicial de ações de uma empresa em uma bolsa de valores.

1) O que é um IPO?

Um IPO (Initial Public Offering) é a oferta pública inicial de ações de uma empresa em uma bolsa de valores.
É o processo pelo qual uma companhia passa a ter suas ações negociadas publicamente pela primeira vez, permitindo que investidores possam comprá-las no mercado aberto.
O IPO geralmente envolve a emissão de novas ações para captação de recursos e também pode incluir a venda de ações de atuais acionistas.

2) Uma empresa brasileira pode fazer IPO nos Estados Unidos?

Sim. Empresas brasileiras podem realizar um IPO diretamente nos Estados Unidos, listando suas ações em bolsas como a NYSE ou Nasdaq.
Isso já ocorreu com diversas companhias brasileiras, como PagSeguro, Stone, Nubank e outras, que optaram por abrir capital diretamente no mercado norte‑americano.
[sproutfi.com]

Além disso, empresas brasileiras que fazem IPO nos EUA podem disponibilizar seus recibos de ações (ADRs), permitindo que investidores negociem seus papéis no mercado americano mesmo quando a companhia é originalmente sediada no Brasil.
[sproutfi.com]

3) Quantas empresas brasileiras já abriram capital no exterior?

Dados divulgados pelo portal Gorila indicam que, até 2022, ao menos 14 empresas brasileiras abriram capital fora do país, principalmente nos EUA, incluindo cases como PagSeguro, Stone e Nubank. Esse número considera empresas que realizaram seu IPO diretamente nas bolsas americanas ou migraram sua listagem para lá.
[gorila.com.br]

É importante notar que esse total pode variar ao longo do tempo com novas listagens, migrações ou estruturas diferentes de capital, mas os dados mais recentes encontrados em fontes públicas apontam esse volume como referência.

DISCLAIMERS

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O investimento internacional envolve riscos especiais, incluindo flutuações cambiais, diferentes padrões de contabilidade financeira e possível volatilidade política e econômica.

A situação de cada investidor é única e você deve considerar seus objetivos de investimento, tolerância ao risco e horizonte de tempo antes de fazer qualquer investimento. Investir envolve risco e você pode incorrer em um lucro ou perda, independentemente da estratégia selecionada. O conteúdo acima não é uma recomendação para comprar ou vender qualquer ativo individual ou qualquer combinação de ativos.

Referências

[1] Bloomberg Línea. (2026, janeiro 28). PicPay precifica ação no topo da faixa e capta US$ 434 milhões em IPO na Nasdaq. Recuperado de https://www.bloomberglinea.com.br/

[2] Suno. (2026, janeiro 28). PicPay precifica IPO em US$ 19 por ação. Recuperado de https://www.suno.com.br/

[3] Bloomberg News. (2026, janeiro). Demanda de investidores superou em cerca de 12 vezes o total de ações colocadas à venda.

[4] Forbes Brasil. (2026, janeiro 29). PicPay Precifica Ações a US$ 19 e Levanta R$ 2,5 Bilhões.

Redação Avenue

A Avenue é uma empresa americana que é referência para o brasileiro que busca uma evolução real do seu patrimônio, em dólar. A sua plataforma de investimentos internacionais.

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