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Stablecoins: o que são, quais os tipos e como usar

Por Lucas Motta, Analista de Treinamento e Conteúdo da Avenue

12 fev 2026

Resumo

Quem investe sabe: em mercados voláteis e cenários imprevisíveis, o maior desafio não é apenas identificar oportunidades — é garantir a proteção do patrimônio diante de eventos fora do próprio controle, como mudanças bruscas de política econômica. Com tanta incerteza, não surpreende que o investidor moderno busque, cada vez mais, alternativas menos voláteis e soluções flexíveis para preservar valor em meio ao caos. É nessa busca por equilíbrio e autonomia que as stablecoins entraram no radar, trazendo para o centro da discussão não só tecnologia e inovação, mas também acessibilidade, e sobretudo, proteção.

Se o objetivo é navegar tempestades e conhecer novas tendências com tranquilidade, talvez seja a hora de entender por que, afinal, stablecoins vêm ganhando espaço no portfólio do investidor brasileiro.

O que são stablecoins?

Stablecoins são moedas digitais especialmente desenhadas para manter um valor estável, combinando a eficiência do universo blockchain com a previsibilidade do dinheiro tradicional. O segredo está em seu lastro: elas geralmente acompanham o preço de moedas fortes — como o dólar ou o euro — ou de commodities, como o ouro. Isso significa que, ao adquirir uma stablecoin, cada unidade busca acompanhar o valor do ativo de referência, conforme a estrutura de lastro definida pela emissora como referência, contribuindo para resguardar o investidor da volatilidade presente em outras criptomoedas.

Essa estabilidade é alcançada graças a mecanismos transparentes que incluem reservas em ativos reais, como títulos do tesouro americano, auditorias regulares e estrutura operacional clara. O investidor pode realizar pagamentos internacionais, transferências instantâneas ou mesmo armazenar valor digital de forma simples, prática e com menor exposição à volatilidade, sendo cada vez mais adotadas no dia a dia de quem busca flexibilidade sem renunciar à previsibilidade.

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Quais são os principais tipos de stablecoins?

Assim como a diversificação ajuda a resguardar o patrimônio dos ruídos diários, os diferentes tipos de stablecoins representam estratégias para manter a estabilidade de valor — e cabe ao investidor entender qual faz sentido para o seu perfil. Os principais tipos são:

Quanto vale uma stablecoin?

O valor de uma stablecoin é projetado para seguir de perto o ativo de referência — no caso da USDC e USDT, o dólar americano mantendo sempre a equivalência de um para um. Assim, cada token dessas criptomoedas é respaldado por reservas reais em dólar, o que proporciona ao investidor a estabilidade de que o saldo digital conservará o mesmo poder de compra no futuro, reduzindo riscos de oscilações inesperadas e preservando o valor investido.

Para que servem as stablecoins?

Nos últimos anos, as stablecoins passaram a desempenhar um certo papel estratégico no financiamento do governo dos Estados Unidos. Tradicionalmente, grandes compradores internacionais como China e Japão detém uma participação significativa nos títulos públicos americanos; contudo, esse cenário tem se alterado nos últimos anos. Em meio a uma redução expressiva nos investimentos estrangeiros em Treasuries — motivada por tensões geopolíticas e mudanças econômicas globais — empresas emissoras de stablecoins, como Tether (USDT) e Circle (USDC), já detêm juntos mais de US$125 bilhões aplicados em títulos do Tesouro, segundo dados do Federal Reserve Bank of Kansas City, um dos 12 bancos regionais do Federal Reserve System, o banco central dos Estados Unidos.

Assim, cada nova stablecoin emitida leva dólares para reservas americanas, o que tem sido apontada como uma possível influência na dinâmica financeira americana. Sob a presidência de Donald Trump, esses ativos digitais deixaram de ser apenas inovações do universo cripto e passaram a ser aliados estratégicos da política econômica dos EUA, consolidando as stablecoins como referência global e criando uma base para a sustentabilidade da criptomoeda.

Genius Act

Em julho de 2025, o GENIUS Act foi aprovado e sancionado pelo presidente Donald Trump, criando regras claras e objetivas para o mercado de stablecoins. Com a lei somente instituições licenciadas podem emitir stablecoins de pagamento, que precisam ser lastreadas em dólares ou Títulos do Tesouro Americano e passar por auditorias frequentes para garantir segurança e transparência.

Ela reforça o protagonismo americano e o papel do dólar como referência internacional em ambientes digitais, influenciando e incentivando novas regulações e soluções tecnológicas de pagamentos e transferência de valores de pelo mundo.

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Qual a diferença entre stablecoins, altcoins e outras criptomoedas?

Stablecoins e altcoins cumprem papéis distintos no mercado cripto. As stablecoins são projetadas para manter valor estável e previsível, servindo como reserva de valor, meio de pagamento eficiente e facilitador de transferências digitais sem exposição a grandes oscilações. Já as altcoins, por sua vez, abrangem moedas digitais alternativas que priorizam inovação tecnológica e apresentam alta volatilidade, sendo mais adequadas para investidores com perfil arrojado e objetivos de maior retorno — porém com riscos consideravelmente superiores.

USDT vs. USDC: qual a diferença?

A comparação entre USDT (Tether) e USDC (USD Coin) é central para quem utiliza ou investe em stablecoins, pois ambas são líderes globais em volume e capitalização. Em setembro de 2025, o USDT manteve sua supremacia com cerca de US$173 bilhões em valor de mercado (market cap), respondendo por aproximadamente 62% da participação de mercado das stablecoins. Já o USDC segue como a segunda maior stablecoin, com cerca de US$74 bilhões em capitalização e um volume diário médio de negociação ao redor de US$4,8 bilhões, sendo destaque em mercados institucionais, protocolos DeFi — ou seja, ambientes de finanças descentralizadas que permitem realizar operações financeiras como empréstimos, trocas e pagamentos diretamente através da tecnologia blockchain, sem intermediários — e operações em dólar.

Fonte: TradingView

O gráfico acima ilustra de forma clara o crescimento expressivo no valor de mercado das duas principais stablecoins globais.

A principal diferença entre as duas está no perfil de cada uma: o USDT lidera em liquidez global, é frequentemente usado para trading, remessas e operações rápidas devido à ampla aceitação e às integrações com diversas blockchains. Por outro lado, o USDC apresenta um compromisso mais forte com regulamentação, auditorias mensais transparentes e reservas 100% lastreadas em dólares mantidos em bancos regulamentados — características que atraem investidores institucionais e empresas preocupadas com conformidade regulatória.

Stablecoins: eficiência e tecnologia

Em meio à transformação acelerada das finanças digitais, as stablecoins mostram-se essenciais para quem busca unir tecnologia, estabilidade e eficiência em um só ativo. Ao oferecer previsibilidade de valor, facilidade para pagamentos internacionais, participação estratégica em títulos públicos americanos e proteção patrimonial diante da volatilidade do mercado, as stablecoins se tornaram referência tanto para o investidor individual quanto para grandes empresas e instituições.

E com a aprovação do GENIUS Act nos Estados Unidos, o segmento ganha ainda mais segurança e transparência, abrindo espaço para a adoção institucional, novas soluções em pagamentos globais e o fortalecimento da stablecoin no contexto internacional. Olhando para o futuro, as stablecoins consolidam-se como verdadeiros pilares da nova economia, sendo peça-chave para um portfólio moderno, flexível e preparado para os desafios do mundo financeiro contemporâneo.

Lucas Motta

Analista de Treinamento e Conteúdo da Avenue

Formado em Administração de Empresas pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Possui a certificação CPA-20 da ANBIMA.

Fontes:

FAQ – Dúvidas frequentes sobre stablecoins

O que significa stablecoin?

Stablecoin é um ativo digital desenhado para manter um valor estável, geralmente atrelado a uma moeda fiduciária, buscando valer sempre 1 para 1 em relação ao dólar ou outro ativo, enquanto circula em redes de blockchain.

Qual a diferença entre Stablecoin e Altcoin?

Stablecoins são ativos digitais pensados para manter valor estável, geralmente pareados na proporção 1:1 com moedas como o dólar ou euro, e funcionam como “caixa” e meio de pagamento no ecossistema digital; já as altcoins englobam as demais moedas alternativas, em geral bem mais voláteis e usadas principalmente em apostas de valorização e inovação de projetos.

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