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UCITS na Avenue e a roda que segue girando nos EUA

Por William Castro Alves, Estrategista-chefe da Avenue

01 set 2025

Antes de analisarmos os fatores que movimentaram o mercado na semana passada, quero comentar sobre o lançamento de um produto muito aguardado na plataforma da Avenue: os UCITS, conhecidos no Brasil como “ETFs irlandeses”.

Preparamos uma página exclusiva para explicar essa nova alternativa de investimento aos nossos clientes:

UCITS ETFs – ‘ETFs irlandeses’ disponíveis na Avenue.

Além disso, disponibilizamos em nosso canal do YouTube um vídeo bem didático e repleto de curiosidades que vale a pena assistir:

UCITS ETFs – O que são e por que são conhecidos como “ETFs irlandeses”? – Avenue Connection.

E, para que nenhuma dúvida permanecesse, realizamos uma live especial na última quinta-feira (28) para responder às principais perguntas sobre o tema.  Se você não pôde acompanhar ao vivo, a gravação está disponível e pode ser acessada aqui:

UCITS ETFs Conheça os “ETFs Irlandeses”, disponível na Avenue.

A SEMANA QUE PASSOU

Fazendo nossa blitz semanal de praxe, vamos recapitular os principais dados e eventos econômicos dos últimos dias…

Na terça-feira (26), o Conference Board divulgou o Índice de Confiança do Consumidor, que registrou uma queda de 1,3 ponto em agosto, atingindo 97,4 ante os 98,7 de julho (revisado para cima em 1,5 ponto). O Índice da Situação Atual – que reflete a avaliação dos consumidores sobre as condições atuais dos negócios e do mercado de trabalho – caiu 1,6 ponto. Já o Índice de Expectativas – que mede as perspectivas de curto prazo dos consumidores para renda, negócios e condições do mercado de trabalho – recuou 1,2 ponto.

Segundo Stephanie Guichard, economista-sênior de Indicadores Globais do Conference Board:

“A confiança do consumidor caiu ligeiramente em agosto, mas permaneceu em um nível semelhante ao dos últimos três meses. A situação atual e os componentes das expectativas enfraqueceram. A avaliação dos consumidores sobre a disponibilidade atual de empregos caiu pelo oitavo mês consecutivo, mas visões mais fortes sobre as condições atuais dos negócios atenuaram a queda no Índice da Situação Atual. Enquanto isso, o pessimismo sobre a disponibilidade futura de empregos aumentou e o otimismo sobre a renda futura diminuiu ligeiramente; por outro lado, esses fatores foram parcialmente compensados por expectativas mais fortes sobre as condições futuras dos negócios.”

Em suma, depois de uma recuperação das mínimas atingidas após o “liberation day”, os indicadores de confiança do consumidor americano mostraram uma acomodação ao longo dos últimos 30 dias. Nada alarmante, mas acende um sinal de alerta.

Fonte: The Conference Board, 26/ago/2025

PIB americano. De fato, olhando em perspectiva, fica claro que essa mudança de “humor” ou confiança do consumidor americano está diretamente ligada ao que observamos na economia: um baque no primeiro trimestre e uma recuperação no segundo trimestre deste ano. Tanto que, na quinta-feira (28), a Agência de Análise Econômica dos EUA (BEA) divulgou a segunda estimativa do PIB do segundo trimestre de 2025, revisando a taxa de crescimento anual para 3,3% – acima da estimativa inicial de 3,0%, relatada em 29 de julho, e superior às expectativas dos economistas, que previam 3,1%.

Essa revisão foi impulsionada principalmente por gastos do consumidor e investimentos empresariais mais fortes, especialmente em software (que registrou uma alta anualizada de 195%), embora parcialmente compensada pelo aumento nas importações e redução nos gastos governamentais. Vale notar a expressiva queda nas importações — retração de 29,9%, a mais acentuada fora de períodos de recessão desde 1969 — e uma grande redução de estoques, com o comércio líquido contribuindo com um recorde de 5,0 pontos percentuais para esse crescimento.

O gráfico abaixo ilustra essa evolução:

Fonte: Guide to Markets  / JP Morgan Asset Management

AI e o impacto no crescimento. Conforme comentei acima, uma parcela relevante desse empuxo de crescimento vem dos investimentos empresariais, especialmente no segmento de tecnologia. Uma análise bastante interessante da Renaissance Macro Research mostra que, em 2025, o investimento em inteligência artificial — definido no estudo como a soma de equipamentos de processamento de informações e softwares — contribuiu mais para o crescimento do PIB do que os gastos dos consumidores.

Fonte: Renaissance Macro Research on X, 30/jul/2025

E olhando adiante, ao menos até agora, com os dados divulgados em julho e agosto, as perspectivas seguem positivas para o 3T25. A estimativa do modelo GDPNow, do Fed de Atlanta, para o crescimento real do PIB no período foi revisada para 3,5% em 29 de agosto, acima dos 2,2% registrados em 26 de agosto. Vale ressaltar, porém, que se trata de uma projeção sujeita a revisões e que pode não se concretizar.

Fonte: GDPNow, 29/ago/2025

E assim, a roda da economia americana segue girando. A revolução da inteligência artificial tem impulsionado o crescimento nos Estados Unidos nos últimos meses, mesmo diante de uma desaceleração do consumo. Segundo levantamento da Bloomberg, espera-se que, ao todo, Microsoft, Amazon, Meta e Google invistam mais de US$ 344 bilhões no ano em IA, data centers e armazenamento na nuvem (fonte).

E a inflação? O indicador mais aguardado da semana foi o PCE, a medida de inflação preferida pelo Fed. O relatório divulgado na sexta-feira (29) pelo Departamento de Comércio mostrou que o índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE) veio em linha com as expectativas do mercado, avançando 0,2% em julho e resultando em uma taxa anual de 2,6%.

O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, avançou 0,3% no mês e 2,9% em 12 meses, também dentro das projeções. Já os gastos dos consumidores se expandiram 0,5%, ante um aumento de 0,4% em junho.

Fonte: Bloomberg (elaboração Avenue)

O resultado veio totalmente em linha com o esperado pelo mercado e corrobora a percepção reforçada uma semana atrás, durante o simpósio de Jackson Hole, de que o Federal Reserve deve ajustar sua política monetária em setembro — ou seja, há expectativa de um possível corte de juros na próxima reunião do FOMC.

Embora existam riscos para a inflação, especialmente evidenciados pela alta nos preços dos serviços, avaliamos que a magnitude dos cortes nos juros daqui para frente dependerá, sobretudo, da evolução dos dados do mercado de trabalho. O dado divulgado na semana passada apenas reforça a percepção de que o foco do Fed seguirá nos indicadores do mercado de trabalho para determinar novos cortes.

IMPACTOS NO MERCADO

A SEMANA QUE SE INICIA…

Agenda

Esta será uma semana mais curta devido ao feriado do Dia do Trabalho na segunda-feira (1º), aqui nos EUA. E, já que estamos falando em mercado de trabalho, os holofotes dos investidores se voltarão para esse tema logo após o feriado. Teremos:

Confira abaixo a agenda completa de eventos econômicos dos próximos dias.

RESULTADOS CORPORATIVOS

Após a divulgação dos números da Nvidia (Mais um resultado da Nvidia armazenado na nuvem), começamos uma semana mais tranquila em termos de balanços corporativos. Abaixo, o calendário dos próximos resultados:

Lembrando que você pode conferir o acompanhamento completo dos números já divulgados no link: Resultados Corporativos Archives – Avenue Connection.

Que tal continuarmos esse papo no Twitter e Instagram? Siga @willcastroalves e me diga o que achou do conteúdo da semana. Até lá!

Aquele abraço!

William Castro Alves

Estrategista-chefe da Avenue Securities

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Antes de investir, considere os objetivos, riscos, taxas e despesas do investimento. Entre em contato com [email protected] para obter um prospecto contendo essas e outras informações importantes. Leia com atenção antes de investir.

William Castro Alves

Estrategista-Chefe da Avenue

Formado em economia pela UFRGS – RS. Em 2004, iniciou sua carreira na Solidus Corretora, com passagens pelo Koliver Merchant Bank e Banco Alfa. Foi sócio, analista-chefe e um dos principais porta-vozes da XP Investimentos. Também foi sócio e líder de gestão da VGRGestão de Recursos. Possui as certificações Series 7 e 24. É estrategista-chefe, sócio e porta voz da Avenue desde 2018.

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